Globo cobra multa de R$ 1,5 milhão de Pedro, do BBB 26; entenda

 

Foto: Reprodução/Globoplay.   



A Globo decidiu cobrar uma multa de R$ 1,5 milhão do participante Pedro Espindola, do BBB 26, por quebra de cláusula contratual. O vendedor ambulante, que desistiu do reality show em janeiro, foi indiciado pelo crime de importunação sexual contra Jordana Morais.

Pedro processou a emissora e pede indenização de R$ 4,2 milhões por danos morais. O contrato entre Pedro e a Globo, no entanto, vazou na internet durante o processo.

Segundo informações do colunista Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo, o canal enviou uma notificação aos advogados do ex-BBB informando que o pagamento da multa milionária é obrigatório. O vazamento de informações confidenciais do contrato foi considerada uma quebra de acordo.

O documento deixa claro que a cláusula de confidencialidade é perpétua, ou seja, mesmo após o fim do contrato formal, ele não poderia revelar informações de forma pública.

Dados revelados do reality

Os advogados de Pedro revelaram os valores que a emissora paga a anônimos, do grupo Pipoca, informação que era confidencial do contrato do BBB.

Segundo os documentos, a Globo paga R$ 10,5 mil em uma parcela única aos participantes não famosos que participam do programa. Além disso, cada um deles ganha mais R$ 500 a cada semana de permanência no reality.

Com base nas informações, a defesa de Pedro alega que ele deveria ter recebido cerca de R$ 11 mil.

A emissora foi formalmente notificada na última sexta-feira (20) e tem 15 dias para apresentar sua manifestação para a Justiça do Paraná.

Indiciado por importunação sexual contra Jordana

Pedro Espíndola, ex-participante do Big Brother Brasil  (BBB 26), foi indiciado em fevereiro pela Polícia Civil do Rio de Janeiro pelo crime de importunação sexual.

A investigação aponta que ele tentou beijar a advogada Jordana Morais sem o consentimento dela durante o confinamento no reality show.

O inquérito foi conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá e teve como base a análise técnica e pericial de todo o material exibido no programa. 

Segundo a polícia, Pedro não chegou a ser ouvido porque não foi localizado ao longo das investigações.

De acordo com a Polícia Civil, uma equipe especializada analisou integralmente as imagens do episódio, que passaram por exames técnicos. 

“As provas reunidas e o laudo permitiram comprovar a materialidade do crime e atribuir a responsabilidade ao indiciado”, informou a corporação. O caso agora segue para o Ministério Público.



(Diário do Nordeste)

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