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| Foto: Divulgação / Governo do Ceará |
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, anunciou nesta sexta-feira (20) que está indo para a Federação União Progressista, aliança formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP). A decisão marca a saída de Romero do MDB, partido pelo qual foi eleita vice-governadora em 2022. A mudança ainda marca um novo passo nas articulações da base governista no estado, para as eleições deste ano.
A filiação de Jade Romero ocorre em um momento de reorganização partidária no Ceará. A União Progressista tem sido estratégica tanto para a base governista quanto para a oposição, por reunir duas das maiores estruturas partidárias do país, com forte presença no Congresso Nacional, acesso ao fundo eleitoral e ampla capilaridade nos municípios.
Recentemente, o deputado Moses Rodrigues foi anunciado como novo presidente da federação no estado. Com isso, a federação projeta apoiar a reeleição de Elmano de Freitas, bem como a possível indicação de uma vaga ao Senado.
Entrada de Jade Romero na federação põe dúvida sobre articulações anteriores da oposição
O ingresso de Jade Romero reforça o peso da base governista dentro da federação. A mudança é estratégica, pois permite que o grupo de Elmano consolide sua presença na União Progressista em um contexto de disputas internas entre alas governistas e oposicionistas. Historicamente, o PP integra a base do governo estadual, enquanto o União Brasil abriga segmentos da oposição, como a ala liderada pelo ex-deputado federal Capitão Wagner. A entrada de Romero e de outros aliados do governador contribui para equilibrar a influência das diferentes correntes dentro da federação.
Além de Moses Rodrigues, Fernanda Pessoa, AJ Albuquerque e Zezinho Albuquerque, a União Progressista também tem buscado atrair outros parlamentares importantes, como Mauro Benevides Filho e André Figueiredo.
A federação havia definido, ainda no início de março, aliança com a candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Estado, em reunião realizada em Brasília entre lideranças nacionais e estaduais, incluindo o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira. Apesar disso, os movimentos recentes envolvendo figuras de relevo do governismo no Ceará põem em dúvida a continuidade da definição.
(GC+)



