Morte de advogada e mãe em Morrinhos (CE) completa três anos

 

Advogada e a mãe dela são assassinadas a tiros em Morrinhos, no interior do Ceará; suspeito foi preso no Rio de Janeiro. — Foto: Reprodução 


As mortes da advogada Rafaela Vasconcelos de Maria, de 34 anos, e da mãe dela, Maria Socorro de Vasconcelos, 78, completaram três anos nesta terça-feira (24). Elas foram assassinadas em Morrinhos, no interior do Ceará. A mandante do crime é apontada como a empresária Maria Ediane da Mota Oliveira, que segue foragida e consta na lista de criminosos mais procurados da polícia do Ceará.

A principal linha de investigação da polícia é que Maria Ediane, empresária do ramo de loterias e jogo do bicho, possuía interesse em se relacionar com o marido de Rafaela, um tenente-coronel da Polícia Militar. Por isso, ela teria contratado um grupo de extermínio para matar a advogada. O grupo era formado por cinco homens - sendo três deles policiais militares.

O grupo passou dois meses investigando a rotina da advogada. A polícia encontrou, nos aparelhos celulares dos suspeitos, fotos da advogada, do local de trabalho e da residência dela. Segundo a polícia, a empresária pagou R$ 70 mil para o grupo de extermínio.

Empresária do ramo do jogo do bicho Maria Ediane da Mota Oliveira (quadro à esquerda) é suspeita de mandar matar a advogada Rafaela Vasconcelos de Maria por interesse no marido da vítima — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
Empresária do ramo do jogo do bicho Maria Ediane da Mota Oliveira (quadro à esquerda) é suspeita de mandar matar a advogada Rafaela Vasconcelos de Maria por interesse no marido da vítima — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução


Em 2023, cinco suspeitos foram capturados. Eles foram identificados como:

  • O sargento da PM Amaury da Silva Araújo;
  • O soldado da PM Daniel Medeiros de Siqueira;
  • O sargento da PM Edilson Barbosa da Luz;
  • Reginaldo Cavalcante dos Santos;
  • José Elton Cavalcante Mano da Silva.

Em janeiro de 2025, a Justiça decidiu que os cinco réus devem ser levados ao tribunal do júri. A defesa deles recorreu, mas, em fevereiro do mesmo ano, a 1ª Vara da Comarca de Marco manteve a decisão. O julgamento ainda não tem data definida.

Na última segunda-feira (23), a Justiça também manteve a prisão preventiva dos cinco homens capturados. 



(g1)

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