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Imagens de câmeras de segurança mostram o neto e um amigo, comparsa no assassinato, chegando ao local do crime e confirmam o uso do disfarce. Assista acima.
A polícia afirma que a estratégia foi usada para evitar que o avô o identificasse. Com base nos vídeos, foi possível confirmar o modelo e a placa do carro utilizado na fuga e realizar a prisão dos suspeitos, que não tiveram os nomes revelados.
De acordo com a investigação, os dois saíram de Joinville, em Santa Catarina, e percorreram cerca de 670 quilômetros até o Paraná. O crime aconteceu na quarta-feira (25), em um bar que pertencia ao avô.
A vítima, Alceu Slivinski, de 66 anos, foi baleada e morreu no local. Segundo a polícia, ele tentou correr para dentro do imóvel, mas foi atingido por quatro disparos.
“O neto e o comparsa estavam precisando levantar dinheiro para cobrir dívidas que possuíam”, disse o delegado André Dzindzik.
O caso:
Investigação e dinâmica do crime
Ainda segundo o delegado, o jovem escolheu o próprio avô como alvo por saber que ele guardava ouro e por conhecer a rotina da vítima.
"O neto tinha conhecimento de que o avô possuía ouro em quantidade expressiva e de que seria um alvo mais fácil", afirmou.
Após os disparos, joias como corrente, pulseira e anéis foram arrancadas da vítima com violência, causando lesões, principalmente no pescoço. O valor dos itens levados passa de R$ 110 mil, de acordo com a polícia.
Prisão
Horas depois, a dupla foi presa na BR-277, em Cascavel. Em depoimento, o neto confessou a participação no crime.
A polícia informou que o amigo recebeu a promessa de ganhar R$ 4 mil para ajudar na ação.
No carro em que os dois estavam, foram apreendidos 184 gramas de ouro, além da arma usada no crime. Os dois devem responder por latrocínio, que é roubo seguido de morte.
G1


