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| Foto: Reprodução |
A polícia inglesa acessou, nessa segunda-feira (16), o computador da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, desaparecida desde o dia 3 de março, na Inglaterra. A medida foi possível após familiares fornecerem senhas do equipamento, com o objetivo de ajudar nas investigações conduzidas pela Polícia de Essex e ampliar as buscas por pistas sobre o paradeiro da brasileira.
Enquanto isso, itens considerados essenciais para a investigação, como passaporte, celular e cartões bancários, ainda não foram encontrados. A ausência desses objetos levanta dúvidas sobre os deslocamentos da brasileira após o desaparecimento.
Polícia investiga desaparecimento de psicóloga com análise de dados
Com o acesso ao computador, equipes especializadas devem examinar informações digitais que possam indicar os últimos passos de Vitória. A expectativa é que o material ajude a reconstruir a movimentação dela antes e depois do desaparecimento.
Paralelamente, a Justiça do Ceará autorizou, na última sexta-feira (13), a quebra dos sigilos bancário e telefônico da psicóloga. O pedido foi feito pela família e contou com parecer favorável do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), ampliando o alcance das apurações.
Além disso, a polícia britânica lançou um portal online para reunir informações sobre o caso. A ferramenta permite que qualquer pessoa envie relatos ou dados que possam contribuir com a investigação, especialmente sobre possíveis avistamentos após as 13h44 do dia 3 de março.
Buscas mobilizam autoridades e voluntários
As buscas seguem concentradas nas regiões de Brightlingsea e Bradwell-On-Sea, onde equipes investigam relatos ainda não confirmados de pessoas que afirmam ter visto a brasileira. Desde o início do caso, autoridades locais contam com o apoio de voluntários e da comunidade.
Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde janeiro, quando participou de atividades acadêmicas no Marrocos antes de seguir para a Inglaterra. No país europeu, ela estava hospedada na casa de uma amiga brasileira e participava de um projeto de pesquisa ligado à Universidade de Essex.
No dia do desaparecimento, a psicóloga almoçou com a amiga e deveria reencontrá-la no fim da tarde, o que não aconteceu. Segundo relatos, Vitória não estava bem emocionalmente nos dias anteriores.
O caso também é acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres, que presta assistência à família e mantém contato com as autoridades britânicas. Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro da brasileira.
(GC+)



