Atletas participam da 1ª Supercopas de Lutas da Rede Cuca

 

 

O evento busca incentivar o esporte entre jovens, oferecendo estrutura completa, inscrições gratuitas para revelar talentos e fortalecer a convivência social
Realização da 1ª Supercopa de Lutas, da Rede Cuca, que foi realizado no Cuca Barra, no bairro Barra do Ceará. Na foto, atletas lutando muay thai
Realização da 1ª Supercopa de Lutas, da Rede Cuca, que foi realizado no Cuca Barra, no bairro Barra do Ceará. Na foto, atletas lutando muay thai / Crédito: FERNANDA BARROS

Resumo

  • A 1ª Supercopas de Lutas da Rede Cuca começou em Fortaleza neste sábado, 25, com disputas de boxe, muay thai, kickboxing, MMA e kung fu, seguindo até maio.
  • O evento busca incentivar o esporte entre jovens, oferecendo estrutura completa, inscrições gratuitas e espaço para revelar talentos e fortalecer a convivência social.
  • Participantes destacam benefícios das lutas, como aumento da autoestima, disciplina e inclusão social, além de impacto positivo nas relações e na rotina dos adolescentes.
  • Começou neste sábado, 25, a 1ª edição do Supercopas de Lutas da Rede Cuca, que ocorre neste e no próximo fim de semana em Fortaleza. Evento começou às 8 horas neste sábado, indo a partir das 14 horas neste domingo, 26. A programação é composta por disputas nas modalidades Boxe, Muay Thai, Kickboxing, MMA e Kung Fu. Outras competições ocorrerão nos dias 1º e 2 de maio.

    De acordo com o secretário da Juventude de Fortaleza, Júlio Brizzi, a "eventos como esse fortalecem o acesso ao esporte, estimulam a convivência e revelam talentos nas mais diversas modalidades".

    Luiz Fernando Barros, assessor de Esportes da Secretaria da Juventude destaca que a competição de artes marciais chega após quatro anos de Supercopas na Rede Cuca.

    "Além das quatro modalidades coletivas que já desenvolvemos, incluímos agora 11 modalidades de lutas", destaca. "Não só para o uso do Cuca, mas para equipes de toda a Cidade para que eles possam se envolver com inscrições gratuitas".

    O assessor de Esportes afirma que foi montada uma estrutura com ringue e arbritragem oficiais, salas para os atletas, fisioterapeutas, massagistas e alimentação.

    Idealizador do torneio de artes marciais, o treinador da Rede Cuca Carlos Frota explica que o evento surgiu pela necessidade de criar oportunidades para os atletas que já existem no equipamento esportivo.

    "Eles precisavam dessa oportunidade de lutar, de competir, de mostrar o talento que eles vêm desenvolvendo durante todos os treinos deles na semana dentro da instituição", afirma o professor Carlos Frota.

    "Isso estimula mais a equipe, estimula os atletas, estimula os treinadores a buscar esse resultado não só da vitória do evento, mas também de ter uma questão financeira ali para ajudar a sua equipe".

    "A gente vê que a nossa juventude tem muita energia. E faltava isso para eles, um local para eles terem um espaço para eles se desenvolverem. Então essa proposta da política pública veio e conseguiu elencar bem essas duas oportunidades", avalia.

    "A política pública serve para isso. Hoje a gente está colhendo os frutos daquilo que foi plantado lá atrás, que é acreditar na juventude, acreditar no esporte, fazer esse link entre juventude e esporte".

    Lutas marciais ajudam na autoestima e energia dos adolescentes 

    A primeira luta de boxe foi protagonizada por Miquéias do Nascimento, de 15 anos, que luta desde os 11, e por Rafael Lopes, 16, que também iniciou com a mesma idade. 

    Miquéias começou no esporte com interesse em aprender a defesa pessoal. Ele conta que quando era criança sofria bullying na escola e que o boxe ajudou a aumentar sua autoestima. 

    "Foi um evento muito bom, saber que a Rede Cuca está fazendo isso pelos atletas daqui, um evento totalmente gratuito e com organização impecável", disse.

    Os relacionamentos também foram beneficiados pela prática. O atleta compartilha que os professores sempre o ajudaram e apoiaram. "Sempre foi uma coisa que sempre nos momentos mais difíceis de estar comigo", complementou.

    Já Rafael, o ganhador na luta entre os dois adolescentes, iniciou por causa de seus amigos que o incentivavam a treinar. Quando conheceu o projeto social "Amigos Solidários" ganhou ainda mais estimulo por causa de seu treinador. 

    Desde então, além do boxe, também pratica kick box, jiu-jitsu e luta livre. "Eu ficava em casa direto, eu não saia. As artes marciais me ajudaram com isso", compartilha.

    Agora Rafael leva essa influência para frente, já levou até sua irmã para o esporte. "Ela gostou muito. Eu tô incentivando vários amigos meus que estão vindo pro projeto", afirma. 

    O Povo 

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