Homem é preso após ser flagrado impedindo técnicos de internet de trabalhar no Ceará

Homem é preso após ser flagrado impedindo técnicos de internet de trabalhar no Ceará
 



Um homem foi preso após ser apontado como responsável por impedir técnicos de internet de trabalhar em uma área do Ceará. O caso ganhou repercussão depois da circulação de um vídeo nas redes sociais que mostrava profissionais sendo constrangidos e obrigados a interromper o serviço durante atendimento em uma comunidade.

A prisão foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), que informou que o suspeito foi capturado no Aeroporto de Fortaleza durante operação policial. Segundo as investigações, ele seria proprietário de uma empresa do setor e tentava controlar a oferta de internet em determinado território.

As imagens que circularam nas redes sociais mostravam técnicos chegando ao local para instalar ou realizar manutenção em serviços de internet, quando foram impedidos de continuar o trabalho. O episódio gerou repercussão e levantou questionamentos sobre a atuação de grupos criminosos e empresas ligadas ao setor.

Segundo Harley Filho, delegado coordenador da Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), após a divulgação do vídeo, a Polícia Civil iniciou diligências para identificar os envolvidos e rastrear a estrutura usada para impedir a livre concorrência no fornecimento do serviço. De acordo com a SSPDS, o homem preso foi localizado no Aeroporto de Fortaleza e autuado com base na nova legislação federal de combate às organizações criminosas.

O objetivo do grupo seria restringir a atuação de outras empresas para manter exclusividade em determinadas regiões. A prática, segundo as autoridades, consistia em intimidar trabalhadores, impedir instalações e obrigar moradores a contratar apenas um provedor específico.

“Nós tivemos mais de um caso, mas na grande maioria dos casos ele repassa um valor do lucro oferido para a organização criminosa, e aí o que a organização criminosa vai fazer realmente fica a critério deles. As investigações são mais nesse sentido, mas hoje, mais uma vez, com o pacote antifacção, nós temos aí uma diversidade de ações e missões, principalmente cautelares. Você consegue interromper um serviço de forma mais célebre.” Harley Filho, delegado coordenador do Copol




(GC+) 

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