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| Foto: Reprodução |
A Polícia Civil Ceará prendeu em flagrante, na manhã desta terça-feira (28), um homem de 26 anos suspeito de maus-tratos a animais e de manter aves silvestres, incluindo espécies ameaçadas de extinção, em cativeiro ilegal. A ação ocorreu no bairro Bonsucesso, em Fortaleza.
O suspeito já possuía antecedentes criminais por roubo e corrupção de menor. No imóvel onde ele foi localizado, os policiais encontraram 22 aves silvestres mantidas em condições irregulares, presas em gaiolas e até em caixas de papelão.
A operação foi conduzida por equipes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), com apoio do Departamento de Polícia Judiciária Especializada (DPJE). As investigações começaram após denúncias indicando a existência de aves mantidas em situação de maus-tratos e com indícios de espécies em extinção no local.
Ao chegarem ao endereço, os policiais confirmaram a situação e realizaram a abordagem. Durante a vistoria, foram encontrados diversos animais silvestres, incluindo dez filhotes de papagaio-verdadeiro, dois filhotes de arara-vermelha (Ara chloropterus) e dois filhotes de ararajuba (Aratinga guarouba), espécie considerada ameaçada de extinção.
Após a constatação do crime ambiental, o homem foi preso em flagrante e encaminhado, junto com os animais apreendidos, à sede da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Ele foi autuado por maus-tratos a animais e por manter em cativeiro espécies silvestres em risco de extinção.
As aves resgatadas foram encaminhadas à Secretaria de Proteção Animal (SEPA) e ao Instituto Pró-Silvestre. No local, os animais passarão por avaliação de biólogos e médicos veterinários antes de serem destinados a processos de reabilitação e possível reintegração à natureza.
Destinação dos animais e investigação em andamento
De acordo com a Polícia Civil, o trabalho de combate a crimes ambientais segue intensificado na capital cearense, com foco na identificação de práticas ilegais envolvendo tráfico e manutenção irregular de fauna silvestre. O caso segue sob investigação para apurar se há outros envolvidos na criação e possível comercialização dos animais.
A PCCE reforça que crimes ambientais, especialmente envolvendo espécies ameaçadas, têm impacto direto na preservação da biodiversidade e são tratados com rigor pelas autoridades.
Canais de denúncia contra crimes ambientais no Ceará
A população pode colaborar com as investigações por meio de denúncias anônimas. As informações podem ser repassadas ao Disque-Denúncia 181, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou pelo WhatsApp (85) 3101-0181, que permite envio de mensagens, áudios, vídeos e fotos.
Também é possível registrar denúncias pelo site oficial do serviço “e-denúncia” ou diretamente à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, pelo telefone (85) 3247-2630. A SSPDS garante o sigilo e o anonimato dos denunciantes.
(GC+)



