Imagens desesperadoras captadas por câmeras de segurança dentro de uma academia de musculação, na Asa Norte, revelam o momento exato em que um treino rotineiro se transforma em momentos de pânico. Uma aluna que fazia exercícios alega que um cinto se soltou e os 180 quilos que ela levantava se desprendeu, quebrando seus dois joelhos.
A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) investiga o caso, registrado como lesão corporal, enquanto tenta esclarecer se houve algum tipo de falha mecânica no equipamento.
A vítima, Júlia Stefany Cotrim Beserra, de 19 anos, praticava musculação regularmente desde 2024. No dia 1º de abril de 2026, durante a execução do exercício conhecido como elevação pélvica, uma carga de aproximadamente 180 quilos — peso que, segundo ela, já fazia parte de sua rotina, a feriu gravemente.
De acordo com o relato, o cinto de elevação pélvica, que deveria garantir estabilidade e segurança, se soltou repentinamente. Em questão de segundos, o equipamento deslizou de forma violenta em direção aos joelhos da jovem, pressionando suas pernas contra o solo com força extrema.
Imagens desesperadoras
As imagens mostram o instante em que Júlia entra em desespero, gritando por socorro, enquanto a dor se torna insuportável. Frequentadores correm para ajudá-la, tentando conter a situação até a chegada do Corpo de Bombeiros. Testemunhas relatam que a jovem chegou a desmaiar devido à intensidade da dor.
Ela foi encaminhada em estado grave ao Hospital de Base, onde exames de raio-X e tomografia confirmaram o pior cenário: fratura em ambos os joelhos. Atualmente, Júlia permanece sob forte medicação à base de morfina, enquanto enfrenta um quadro delicado que exigirá cirurgia de urgência.
Segundo os médicos, a recuperação será longa e dolorosa. A jovem deverá ficar meses sem conseguir andar e está afastada de qualquer atividade física por, no mínimo, um ano.
Responsabilização
A família, diante da gravidade do caso, buscou atendimento particular para garantir agilidade no tratamento e acompanha de perto a evolução clínica. O advogado da vítima, Marco Vicenzo, criticou o atendimento inicial e afirmou que medidas judiciais já estão sendo consideradas para assegurar o tratamento adequado.
“Ela foi atendida no hospital e mandada para casa com os dois joelhos quebrados. Agora, ou a família tem de se virar para pagar uma cirurgia particular ou eu vou garantir na Justiça, por liminar. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados”, declarou.
Em depoimento, Júlia afirmou que nunca havia enfrentado qualquer problema com o equipamento, apesar de utilizá-lo frequentemente com a mesma carga. Ela suspeita que a trava do cinto possa ter se rompido, levantando dúvidas sobre a manutenção e segurança dos aparelhos disponíveis no local.
A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta a hipótese de falha mecânica por falta de manutenção adequada. A coluna tenta contato com a administração da academia.
(Metropoles)



