
O adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma jovem da mesma idade, no Rio de Janeiro, teve a internação determinada pela Justiça nesta sexta-feira (17).
O jovem deve ficar internado, isolado de atividades externas, por um período inicial de seis meses, podendo ser renovado por até três anos. A informação foi reportada pelo jornal Folha de S. Paulo.
A decisão da juíza Vanessa Cavalieri aponta 'falha da rede familiar em prover limites adequados'. O nome do menor de idade é mantido em sigilo.
Segundo a Justiça, o adolescente planejou uma 'emboscada' para atrair a vítima.
Outros cinco jovens, entre 18 e 19 anos, foram indiciados pelo crime, que ocorreu em 31 de janeiro. O caso ganhou repercussão nacional.
A investigação policial aponta que o menor de idade, que era ex-namorado da vítima, a chamou para um apartamento e sugeriu que ela levasse uma amiga.
A jovem não aceitou levar companhia e foi sozinha. Na subida de elevador, ela foi avisada de que amigos do ex estavam lá e que o grupo poderia fazer "algo diferente", mas recusou a proposta.
Mais tarde, enquanto os dois adolescentes mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no quarto.
Os quatro não respeitaram a decisão da jovem de não ser tocada e a forçaram a ter relações sexuais com todos. Os homens ainda a chutaram, socaram e estapearam.
Ao fazer a denúncia, a jovem fez exame de corpo de delito, que identificou lesões compatíveis com violência física, incluindo infiltrado hemorrágico, escoriação na região genital e sangramento vaginal. Também foram localizadas manchas nas regiões dorsal e glútea.
INTERNAÇÃO DO ADOLESCENTE CHEGOU A SER NEGADA
Em primeiro momento, a internação do adolescente suspeito do crime chegou a ser negada. O Ministério Público do Rio de Janeiro não identificou inicialmente indícios de violência por parte dele.
Após novas provas apresentadas pela polícia, análise das imagens e detalhamento do depoimento da vítima, a decisão foi revista.
O MPRJ recomendou a internação provisória, que foi atendida pela Justiça.
A internação é a medida socioeducativa mais rigorosa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Os outros quatro suspeitos estão presos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18; Victor Hugo Oliveira Simonin, 18; João Gabriel Bertho Xavier, 19, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19.
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