O homem encontrado morto na Praia da Barra do Ceará, em Fortaleza, no último dia 10 de abril, teria sido sequestrado e assassinado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). O POVO apurou que a vítima, identificada como Marcos Rian Pereira Marques de Araújo, teria sido morta após ser acusada de furtar uma oficina.
Como o O POVO mostrou à época do achado, apenas o tronco da vítima foi localizado. Marcos Rian foi decapitado e ainda teve os braços e as pernas desmembrados pelos criminosos. Além disso, a vítima teve o coração arrancado.
O reconhecimento só foi possível porque Marcos Rian tinha tatuagens em seu tórax. O corpo foi encontrado nas proximidades do espigão da Vila do Mar,
havendo a possibilidade de que o esquartejamento tenha ocorrido em
outro local e que os criminosos tenham, posteriormente, jogado os restos
mortais no mar.
Na última terça-feira, 14, foi registrado um Boletim de Ocorrência (B.O.) relatando o desaparecimento de Marcos Rian. Conforme o documento, ele saiu de casa no dia 9 de abril com uma mochila, afirmando que iria fazer “uns corres”, sem detalhar o destino, porém.
A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) apurou que, após a vítima sair de casa, três homens foram até a residência e retiraram objetos que estavam debaixo de uma cama. Esse material, supostamente, teria sido furtado por Marcos Rian de uma oficina.
A principal linha de investigação é de que a vítima tenha sido submetida ao chamado “tribunal do crime” do CV, que proíbe furtos e roubos nos territórios onde age. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito do crime havia sido preso.
Em nota, a PC-CE informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue com as investigações. “Mais informações serão repassadas em momento oportuno, para não comprometer os trabalhos policiais”, afirmou a corporação.
(O Povo)



