Mais de 60 dias se passaram desde que a psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto foi vista em terra firme pela última vez em Brightlingsea, no Reino Unido, no dia 4 de março. Desde então, atualizações sobre o caso foram realizadas pela Polícia de Essex, que disse, nesta terça-feira (5), ainda estar empenhada nas buscas.
"Nosso foco continua sendo localizá-la e entender o que aconteceu", diz o comunicado da corporação, relembrando os esforços físicos feitos para solucionar o desaparecimento. As buscas foram realizadas em Brightlingsea, cidade costeira onde Vitória foi vista após deixar a Universidade de Essex, e também em Bradwell, onde um barco supostamente utilizado pela cearense foi encontrado.
O desaparecimento da psicóloga foi reportado às autoridades no dia seguinte ao desaparecimento, ainda em 4 de março. No entanto, Vitória chegou em fevereiro ao Reino Unido, onde ficou hospedada por alguns dias com uma colega e, logo em seguida, se dirigiu a Southend-on-Sea, onde se hospedaria com a amiga Liliane Além-Mar.
Foi por lá, quando tudo inicialmente parecia normal, que ela desapareceu após um dia comum na universidade. Segundo a amiga, a psicóloga teve comportamentos incomuns e chegou a citar um desejo de fuga.
Várias buscas foram realizadas pela região costeira, tanto por terra como por mar. Entretanto, a última imagem registrada da cearense é das primeiras horas do dia 4 de março.
"Nos últimos dois meses, as equipes realizaram buscas físicas extensivas e trabalhos investigativos detalhados, incluindo a verificação da origem e comprovação de relatos de avistamentos", explicou a detetive Anna Granger, uma das responsáveis pelo caso, na atualização desta terça-feira (5).
Segundo ela, mesmo com mais de 60 dias de busca, novas informações continuam sendo importantes para que Vitória seja encontrada.
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| Foto: Divulgação/Polícia de Essex. |
Em novo apelo, dessa vez direcionado aos moradores de Bradwell e de Brightlinsea, a Polícia de Essex pede por uma verificação de galpões, garagens e anexos das propriedades, que possam ter sido frequentados pela cearense.
"O passar do tempo não diminui a importância das novas informações que surgem", reforçou a detetive.
Movimentações bancárias foram no dia 3 de março
Na nova atualização, a Polícia de Essex também explicou que teve acesso a parte das movimentações bancárias realizadas por Vitória após a chegada ao Reino Unido. Entretanto, as mais recentes foram feitas até o dia 3 de março, antes de ser vista pela última vez em câmeras.
"Todas as transações registradas após essa data estão de acordo com os pagamentos de assinatura previamente planejados", aponta o comunicado policial, ressaltando que o número de transações obtidas ainda é "limitado".
Conforme as autoridades, os agentes responsáveis pelas buscas de Vitória aguardam novos dados e estão disponíveis para análises capazes de auxiliar na elucidação dos detalhes do caso.
Relembre contexto do desaparecimento
A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto saiu do Brasil em janeiro para um congresso no Marrocos, tendo viajado em fevereiro para o Reino Unido.
Ela permaneceu hospedada com uma colega em Londres até que a amiga Liliane Além-Mar, que é professora e moradora de Southend-on-Sea, retornasse para casa, onde ela se hospedaria.
No dia 3 de março, Vitória foi visitar Liliane na instituição,
caminho que já havia feito anteriormente. As duas haviam combinado de
voltarem juntas no fim da tarde daquele dia.
No entanto, a cearense não foi encontrada pela amiga nas dependências da universidade.
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| Foto: Reprodução/Polícia de Essex. |
Só no dia 10 de março, por exemplo, a bolsa de Vitória foi encontrada. Já no dia 11, novas imagens mostraram que a cearense pegou um barco do local de ancoragem em Brightlingsea e navegou, supostamente sozinha, pela costa da cidade.
No dia seguinte, 12 de março, as investigações apontaram que um colete salva-vidas do barco que supostamente teria sido utilizado pela cearense estava desaparecido.
A hipótese é a de que Vitória teria remado com a embarcação até uma área onde barcos maiores e que funcionam a motor ficam. Lá, ela teria tentado entrar em uma embarcação do tipo e ligá-la, mas não conseguiu.
(Diário do Nordeste)





