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| Antônio Augusto Borges Bordonhos, natural de Portugal, foi preso por cárcere privado e violência contra a mulher em Crateús, no interior do Ceará. — Foto: Reprodução |
Um homem natural da cidade de Vouzela, em Portugal, foi preso na manhã desta sexta-feira (15), em Crateús, no interior do Ceará, por cárcere privado e lesão corporal no âmbito doméstico.
Antônio Augusto Borges Bordonhos foi capturado por investigadores da 3ª Seccional do Interior Norte, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Vara Única Criminal de Crateús, em virtude de condenação transitada em julgado pelos crimes. A defesa do acusado não foi localizada.
Na sentença condenatória, o Poder Judiciário destacou a intensidade e a brutalidade das agressões, praticadas em contexto de violência doméstica motivada por sentimento de posse e ciúmes excessivos. O homem foi condenado a 5 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Motivado por ciúmes
O laudo pericial constatou múltiplas lesões graves na vítima, incluindo hematomas nos olhos, ferimentos nos lábios, escoriações no pescoço e diversas equimoses pelo corpo, evidenciando a brutalidade da ação criminosa.
Além das agressões, o condenado manteve a vítima em cárcere privado após o espancamento. Segundo a investigação, ele trancou a residência e dormiu com a chave escondida sob o travesseiro, impedindo que a mulher deixasse o imóvel ou buscasse ajuda.
No local, também estava a mãe da vítima, uma idosa cadeirante, que permaneceu em situação de vulnerabilidade durante toda a madrugada.
A vítima somente conseguiu escapar na manhã seguinte, quando o agressor saiu da residência e deixou o portão destrancado, momento em que acionou a Polícia Militar. Os policiais que atenderam à ocorrência encontraram a mulher bastante lesionada, abalada emocionalmente e relataram ainda as condições insalubres do imóvel.
À época, Antônio foi preso em flagrante. No entanto, foi solto no dia seguinte, na Audiência de Custódia, ocasião em que teve a liberdade provisória concedida mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Entre essas medidas, estava a proibição de manter contato, se aproximar e frequentar o trabalho ou a casa da vítima.
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