Trump declara ao Congresso dos EUA o fim da guerra com Irã: 'Está encerrada'

 foto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ao Congresso que a guerra com o Irã "está encerrada". O documento teria sido enviado aos parlamentares nesta sexta-feira (1º), conforme a Associated Press.

Apesar do anúncio, Trump havia afirmado mais cedo que "não estava satisfeito" com a nova proposta de negociação iraniana, com as conversas de paz entre os dois países. Além disso, as tropas norte-americanas continuam mobilizadas na região.

“As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas”, teria escrito Trump ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley.

No entanto, há ressalvas na declaração. Segundo Trump, o Irã ainda representa uma “ameaça significativa” aos Estados Unidos e às Forças Armadas estadunidenses.

Líder republicano no Senado, John Thune declarou que não pretende levar ao Congresso uma autorização militar para o uso das tropas contra o Irã. Mesmo assim, a maioria do partido apoia a ofensiva ou prefere dar mais tempo ao presidente diante do cessar-fogo em vigor.

Foram quase 40 dias de guerra, que estourou em 28 de fevereiro.

Nova proposta de paz do Irã

O Irã apresentou uma nova proposta para conversas com os Estados Unidos nesta sexta-feira (1º). Segundo a imprensa estatal iraniana, a ideia foi repassada por meio do Paquistão, que atuou como mediador.

"A República Islâmica do Irã entregou na noite de quinta-feira o texto de sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, como mediador nas conversas com os Estados Unidos", disse a agência oficial de notícias IRNA, sem fornecer detalhes sobre o conteúdo dessa proposta.

O Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado, permitindo apenas a passagem de alguns poucos navios desde o início da guerra.

Nesta sexta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, entrou em contato com seus homólogos da Arábia Saudita, Catar, Turquia, Iraque e Azerbaijão sobre as mais recentes "iniciativas da República Islâmica para pôr fim à guerra", segundo um comunicado da Chancelaria.

DN 

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