O açude Orós, localizado em município homônimo, a 303 quilômetros (km) de Fortaleza, completou dois meses de sangria contínua nessa segunda-feira, 15. O primeiro dia de transbordamento aconteceu em 15 de abril.
A informação foi colhida por meio da plataforma Portal Hidrológico do Estado, com base em dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos do Ceará (Funceme).
Desde então, os índices do Orós continuam estáveis, com volume atual de 1,940 hectômetros cúbicos (hm³), sua capacidade total, e percentual de 100%.
A cota mais recente desta quinta apontou 199, 69 metros (m). Sangria ocorre quando são alcançados 199, 5 m.
Em 2025, por volta das 22h30min de 26 de abril, aconteceu o primeiro transbordamento em 14 anos. Conquista foi obtida novamente neste ano.
Além disso, ainda conforme o Portal Hidrológico, há 19 açudes vertendo e 25 com volume inferior a 30%. Confira lista completa ao fim desta matéria.
Saiba mais sobre Orós, segundo maior açude do Ceará
Nomeado como Barragem Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, o açude Orós é o segundo maior reservatório do Ceará, atrás apenas do Castanhão e superior ao Banabuiú.
Construído na década de 1960, o represamento das águas do rio Jaguaribe tem capacidade de armazenamento de 1,94 bilhão de metros cúbicos.
Seus usos variam de perenização, irrigação das regiões do Médio e Baixo Jaguaribe e piscicultura.
Desde
o final de fevereiro deste ano, conforme definido pelos os Comitês de
Bacia dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, a Cogerh faz a transferência
das águas do Orós e do Castanhão para o sistema integrado que atende
Fortaleza e municípios da Região Metropolitana.
Unidade foi criada para suplementar o rio e abastecer importantes regiões do Estado, incluindo a Capital.
Segundo Francisco de Assis Souza Filho, ex-coordenador do Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (Cepas), da Universidade Federal do Ceará (UFC), e ex-cientista chefe dos Recursos Hídricos do Governo, Orós é um dos pilares da segurança hídrica do Estado. Declaração foi dada ao O POVO, em 2025.
O pesquisador já havia destacado o suporte não apenas para períodos chuvosos, mas, sobretudo, para enfrentar longas estiagens.
Veja 19 açudes em sangria no Ceará
- Acaraú Mirim, em Massapê;
- Arrebita, em Forquilha;
- Jenipapo, em Meruoca;
- Caldeirões, em Saboeiro;
- Orós, em Orós;
- Diamantino II, em Marco;
- Itaúna, em Granja;
- Tucunduba, em Senador Sá;
- Várzea da Volta, em Moraújo;
- Frios, em Umirim;
- Itapajé, em Itapajé;
- Mundaú, em Uruburetama;
- Poço Verde, em Itapipoca;
- Quandú, em Itapipoca;
- São Pedro Timbaúba, em Miraíma;
- Accioly, em Guaiuba;
- Cauhipe, em Caucaia;
- Germinal, em Pacoti;
- Tijuquinha, em Baturité.



