Acusado pela morte de turista que seguiu GPS e entrou em área dominada pelo CV é condenado no Ceará

 



O Tribunal Popular do Júri condenou nesta segunda-feira (22) um dos acusados pelo assassinato do turista do Piauí, Aldete Rogério Saldanha, alvejado por tiros em Fortaleza após seguir o GPS e entrar em uma área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV). 

O segundo denunciado pelo crime foi inocentado pelo homicídio, mas condenado por integrar organização criminosa. O ataque aconteceu no dia 11 de agosto de 2024, na Comunidade do Oitão Preto, no Centro de Fortaleza. 

Francisco Kauã Lobato da Silva, o 'Cachorrinho', deve cumprir pena de 35 anos e nove meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo homicídio e duas tentativas de homicídio, além do crime de organização criminosa.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Kauã ainda deverá pagar o valor de R$ 10 mil a cada uma das duas vítimas sobreviventes e R$ 40,5 mil aos familiares do turista morto. O réu foi absolvido pelos crimes de roubo e corrupção de menores.

Já Igor Victor da Silva Fernandes foi absolvido pelos crimes de homicídio consumado e tentado, corrupção de menores e roubo. Igor foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão por integrar organização criminosa, e pode cumprir a pena em regime semiaberto.

Relembre o crime 

O turista e outros colegas estavam a caminho de um hotel e estavam na Capital cearense para participar de um evento para fazer negócios. Eles haviam saído em uma caminhonete com placas de Teresina (PI), e seguiam o GPS para chegar ao hotel.

Antes de conseguirem chegar ao local, o motorista do carro perdeu um acesso e acabou entrando no Oitão Preto. No local, estariam 'Cachorrinho', 'Igor Café', 'Raphael Café' e uma adolescente não identificada. Os criminosos haviam colocado uma barricada para dificultar a circulação pela região, mas o turista não parou o carro.

Segundo as investigações policiais, os turistas se depararam com "pessoas que estavam fazendo uso de entorpecentes na entrada da comunidade", que "passaram a arremessar pedras na direção do veículo". "Ao tentarem fugir, as vítimas entraram ainda mais na comunidade e ultrapassaram uma barricada, que dificultava a circulação na via", diz o documento.

Os criminosos começaram a atirar contra a caminhonete, e a vítima, que estava no banco de trás, foi atingida e morreu ainda dentro do veículo. 

A denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) aponta que as vítimas eram empresários do ramo de autopeças. Eles levavam uma quantia de R$ 8 mil em dinheiro vivo, que foi roubada pelos executores do crime. 



(Diário do Nordeste)

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