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Legenda: Alano Maia com a camisa assinada por Pelé. Foto: Arquivo Pessoal |
Às vezes a história atravessa o tempo por meio de objetos, música, escrita… No dicionário, Pelé significa "que ou aquele que é fora do comum”. O número 10 da Seleção Brasileira virou até verbete, mas, antes, autografou uma camisa da canarinho adquirida por Alano Maia. A peça remete ao uniforme de 1970 e foi comprada em Santos. É a mais importante do acervo do cearense e está à venda por 3 mil dólares (cerca de R$ 15 mil). O objetivo é custear a faculdade da filha.
Na Copa de 1970, a Seleção conquistou o tricampeonato invicto no México. O traje é o item mais importante da coleção. Não por acaso. Naquele ano Pelé se consagrou. Depois de deixar o Mundial de 1966 machucado, foi a grande estrela daquele que era o time dos sonhos.
A onzena comandada por Zagallo era formada por: Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo, Gerson, Rivellino, Pelé, Jairzinho e Tostão. O Brasil venceu a Itália na final por 4 a 1, no Estádio Azteca. Na partida, o camisa 10 abriu o placar com um golaço de cabeça. Na reta final do jogo, deu uma assistência para Carlos Alberto Torres, o capita, marcar um dos gols mais bonitos da competição. Gérson e Jairzinho também fizeram.
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| Legenda: Camisa autografada por Pelé. Foto: Arquivo Pessoal |
A MARCA DE PELÉ
O cearense conheceu o Museu do Pelé, em Santos, no ano de 2018 e se encantou com o lugar. Colecionador de antiguidades, adquiriu a camisa na saída do local e relembrou o momento.
“Comprei de um senhor. Tem uma malha grossa. Ele disse que, quando era mais jovem, ia treinar na Vila Belmiro. Contou a história dele. Aí comprei a camisa. Meu amigo disse para deixar a peça com ele que, de dois em dois meses, o Pelé ia a Santos e autografava algumas para os amigos. Se tivesse oportunidade, ele conseguiria também”, afirmou o pedagogo e radialista.
Dois anos depois recebeu a notícia de que o manto estava assinado pelo Rei Pelé, maior jogador de todos os tempos. O amigo pediu ao eterno camisa 10 para assinar com o nome dele. Ficou em dúvida e acabou não colocando o nome do cearense..
“Comprei a camisa, e ele me deu de presente o autógrafo do Pelé. Não consegui com o meu nome porque o Pelé perguntou se era com A ou H, Alano, e ele não soube dizer. Já está comigo há algum tempo, bem guardada. Recentemente coloquei num quadro E é uma das relíquias que a gente tem do rei do futebol. Por conta de um projeto particular, estou precisando vender a camisa”, revelou.
RECONHECIMENTO E OBJETIVO NOBRE
Alano precisa vender a camisa para quitar os custos iniciais da faculdade da filha, aprovada em psicologia. Meses atrás, começou o processo para o reconhecimento da originalidade da assinatura. Isso ocorreu há pouco tempo, quase dois meses atrás.
“Consegui a certificação da originalidade do autógrafo, da idoneidade da peça. É uma peça que qualquer colecionador ou qualquer pessoa gostaria de ter em seu acervo. É uma relíquia, emoldurada em vidro duplo”, destacou o colecionador.
“Foi uma alegria para mim muito grande ganhar esse presente. Guardo com muito carinho, mas valeu ele não ter colocado (meu nome). É mais fácil vender sem o nome da pessoa”, completou.
Das cinco estrelas no peito, três vieram com a participação do Rei. Em campo e fora dele, Pelé deixou um legado de amor e respeito ao futebol que segue atravessando gerações e pode, novamente, ajudar a mudar uma história. Dessa vez, da filha de Alano.
Em 2026, o Brasil vai em busca da sexta. Sob comando de Carlo Ancelotti, o grupo pode conquistar o inédito hexacampeonato. A seleção estreia no próximo dia 13 de junho, sábado, quando encara o Marrocos na primeira rodada do Grupo C. A partida terá início às 19h (de Brasília).
(Diário do Nordeste)




