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O jovem realizou a compra no site da Amazon e aguardava ansioso pelos itens. Além do celular modelo Iphone, Rivelino também comprou um adaptador de corrente. Em nota, a Amazon afirmou que vai avaliar e investigar o caso.
"Eu estava na faculdade e recebi a notificação de que meus itens tinham sido entregues. Mas, ao abrir o pacote, percebi que nenhum dos itens que eu tinha comprado, tinha chegado até mim. Eles me enviaram um livro e uma capinha de celular, que nem mesmo é do celular que eu tinha comprado", relata Rivelino.
O livro enviado para o estudante é o 'Manso e humilde: o coração de Cristo para quem peca e para quem sofre', que custa R$ 43,13 na mesma plataforma.
Ao perceber o engano, o jovem entrou imediatamente em contato com o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da empresa, que recomendou entregar os itens nos Correios.
"Após esses itens chegarem na distribuidora, eles me deram um prazo de 3 dias para me falarem se seria cabível ou não eu receber esse reembolso. Uma coisa que me assustou muito é que fui pesquisar e percebi que não é um caso isolado. Não aconteceu só comigo", relatou Rivelino.
A Amazon, plataforma intermediária da compra, informou em nota que vai avaliar e investigar o caso. Depois disso, a empresa deve entrar em contato com o cliente. Por enquanto, Rivelino segue sem os itens desejados e sem o dinheiro investido.
"Será que vou conseguir meu reembolso? Será que vou conseguir meu item? Quando a gente compra algo, a gente espera receber. Às vezes você junta dinheiro, você cria expectativa naquilo, abdica de coisas para conseguir aquele item. Isso acontecer é muito triste", lamenta.
O jovem não denunciou o caso à polícia, até a publicação desta matéria.
Saiba o que fazer
Além da tentativa de resolver diretamente com a empresa, o consumidor também pode procurar os órgãos de defesa do consumidor.
Segundo Eneylândia Rabelo, presidente do Procon Fortaleza, quem recebe um produto diferente do que comprou tem três opções: exigir a entrega do item correto; aceitar um produto equivalente; ou pedir a devolução do valor pago. A escolha, segundo ela, é do consumidor.
Eneylândia explica ainda que a responsabilidade pode ser dividida entre vendedor, plataforma e transportadora.
"Todo mundo é solidário, desde a plataforma, que é a responsável da entrega do produto do início ao fim. A transportadora também, que fez esse serviço. Então, assim, todo mundo responde. A única pessoa que não pode ser responsabilizada nessa situação é o consumidor."
A especialista orienta que, sempre que possível, o cliente grave a abertura do pacote, principalmente em compras de maior valor. Mesmo assim, se isso não for feito, o consumidor não perde seus direitos.
De acordo com Eneylândia, a empresa é que deve provar que entregou o produto correto. Por isso, o cliente deve guardar nota fiscal, comprovantes e registros da compra para usar em eventual reclamação.
Se a plataforma não resolver o problema, a orientação é procurar o Procon Fortaleza para tentar uma solução administrativa.
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