Além do policial que morreu enquanto participava do curso de formação da Polícia Militar em operações táticas, um outro policial também passou mal na terça-feira (9) durante uma atividade da capacitação promovida pela Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp) do Ceará, realizada em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza .
O policial que passou mal não teve a identidade revelada. Ele tem a patente de soldado e foi socorrido e levado ao Hospital Municipal de Caucaia, vizinho à cidade onde o curso era realizado. Posteriormente, ele foi transferido para um hospital particular de Fortaleza. O estado de saúde do agente é estável, conforme a Aesp.
Já o policial que morreu no mesmo curso foi identificado como o cabo Anderson Weverton de Lima Nunes, de 35 anos. Ele foi hospitalizado também na terça-feira (9), um dia após o início das atividades da formação, e estava internado no Hospital Municipal de Caucaia. Ele chegou a ser entubado, no entanto, não resistiu e morreu na unidade de saúde.
A Academia Estadual de Segurança, responsável pelo curso, lamentou a morte do policial e disse que o agente passou mal durante a instrução prevista na matriz da capacitação.
"Cabo Nunes foi prontamente atendido pelas equipes de socorro presentes no local e encaminhado a uma unidade hospitalar, mas, infelizmente, não resistiu. Diante do ocorrido, foi determinada imediatamente instauração de Investigação preliminar para apuração do fato em todas as suas circunstâncias", disse a Aesp.
Formação em operações de alto risco
O treinamento que Anderson Weverton e outro policial participavam se chama X Curso de Operações Táticas Rurais (Cotar) e teve início na segunda-feira (8). A formação contava com a participação de 75 policiais militares - sendo 73 do Ceará e 2 do Piauí.
A formação, com carga horária de 444 horas-aula, contempla disciplinas como sobrevivência em área de caatinga, patrulha rural, combate em ambiente confinado, planejamento de operações, rastreamento e contrarrastreamento, além de noções de emprego do caçador.
Conforme divulgado pela Aesp, a capacitação tem como objetivo formar operadores aptos a atuar no Comando Tático Rural, uma das companhias do Batalhão Especializado em Policiamento do Interior (Bepi).
Além disso, a formação propõe qualificar policiais para operações de alto risco em todo o interior do estado, especialmente no enfrentamento a grupos criminosos armados instalados em áreas rurais, serranas e de mata.
Trajetória de agente morto
Cabo Anderson Weverton era membro do Batalhão de Choque e estava atualmente lotado na Companhia de Distúrbios Civis do Comando de Polícia de Choque. A Polícia Militar divulgou uma nota de pesar pela morte do membro.
"CB Nunes (Choqueano 46) deixa como legado a coragem, a dedicação ao serviço, o espírito de camaradagem e o compromisso com a missão que abraçou. Sua partida precoce causa profunda tristeza entre familiares, irmãos de farda e choqueanos do Ceará, que tiveram o privilégio de conviver com sua presença e seu exemplo", diz um trecho da nota de pesar da PM.
A Associação dos Profissionais da Segurança (APS) também se manifestou sobre a morte do agente.
"Ao longo de sua trajetória na corporação, cabo Nunes dedicou sua vida ao serviço da sociedade, cumprindo sua missão com honra, coragem, determinação e elevado senso de dever. Sempre comprometido com o aperfeiçoamento profissional, buscou constantemente ampliar seus conhecimentos e qualificações, consolidando uma carreira marcada pela excelência e pelo respeito de seus companheiros de farda", disse a APS.
(g1)
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