Missa de sétimo dia reúne familiares e amigos de bebê de 10 meses morta em Fortaleza

 




Uma semana após a morte de Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, familiares e amigos participaram, na noite deste domingo (19), da missa de sétimo dia da criança. A celebração foi realizada em uma igreja católica no bairro Parque Guadalajara, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

A homenagem aconteceu durante a missa das 19 horas e reuniu parentes, amigos e familiares paternos de Helena. Ao fim da celebração, pessoas presentes prestaram homenagens à criança e acompanharam o encerramento da cerimônia religiosa.

Helena foi encontrada desacordada em um quarto de um apartamento no bairro Dionísio Torres, entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13). Ela foi levada a um hospital particular da região, onde a equipe médica confirmou a morte.

Pai da bebê volta a negar acusações feitas pela defesa da mãe

Após a missa, o pai da criança, Erisvaldo Almeida, conversou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza. Durante a entrevista, afirmou que ainda tenta lidar com a perda da filha e voltou a negar as acusações de violência doméstica apresentadas pela defesa da mãe de Helena.

Segundo ele, nunca praticou agressões ou ameaças e as alegações deverão ser esclarecidas durante o andamento do processo judicial. Erisvaldo também declarou que, desde a morte da filha, não conseguiu mais manter contato com o outro filho que tem com a mãe da bebê. Conforme relatou, familiares maternos não respondem às tentativas de comunicação e impedem que ele veja a criança.

O pai afirmou ainda que sempre participou da criação dos dois filhos e que, após a separação do casal, continuava visitando o menino e acompanhando o crescimento da bebê.

Questionado sobre os exames periciais que, segundo ele, afastariam a hipótese de abuso sexual, Erisvaldo disse ter recebido a informação com alívio.

Ele também afirmou que orientava a mãe da criança a evitar permanecer com a filha em bares durante a madrugada. "Eu dizia: sai dessas esquinas. E ela nunca me ouviu, aí tá aí o que foi que aconteceu."

Justiça concede medida protetiva à mãe da bebê

Também neste domingo (19), a defesa da mãe de Helena informou que o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mulher.

De acordo com o advogado Weryd Simões, a decisão foi fundamentada em elementos apresentados ao Judiciário que apontariam um histórico de violência doméstica e familiar, além de ameaças, episódios de intimidação e ataques nas redes sociais.

Em nota, o advogado afirmou que a cliente teria sido vítima de violência física, psicológica, moral e patrimonial ao longo dos últimos anos. Ainda segundo a defesa, a medida protetiva foi concedida contra o pai da criança. O advogado também informou que o homem possui registros de antecedentes criminais desde 2016, informação que, conforme a defesa, foi considerada durante a análise do pedido.

Polícia Civil segue investigando a morte da bebê

A morte de Helena é investigada pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), que busca esclarecer a sequência dos acontecimentos dentro do apartamento onde a criança foi encontrada e identificar a responsabilidade de cada envolvido.

Dois homens, de 22 e 26 anos, permanecem presos após serem autuados em flagrante. Conforme apuração da TV Cidade Fortaleza, um deles iniciava um relacionamento recente com a mãe da bebê, enquanto o outro é primo dele.

A defesa de um dos investigados informou que acompanha o andamento das investigações e aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Em nota, os advogados afirmaram que o cliente colaborou com a investigação, realizou voluntariamente a coleta de material genético e sustenta que não estava no quarto onde a bebê dormia. Segundo a defesa, essa informação será analisada durante a conclusão do inquérito.

Um dos investigados, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, também foi exonerado do cargo que ocupava na Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de Caucaia após a repercussão do caso.

Além da mãe, do pai e de um tio da bebê, outras pessoas ligadas ao caso já prestaram depoimento à Dececa. Ao todo, quatro pessoas foram ouvidas nas primeiras diligências. A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, laudos periciais e demais elementos para reconstruir a dinâmica dos fatos e concluir o inquérito sobre a morte da criança.



(GC+)

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