O pitbull que atacou o próprio tutor no último fim de semana continua sozinho dentro da residência onde vive, no bairro Mondubim, em Fortaleza. Com o dono ainda internado por causa dos ferimentos sofridos durante o ataque, moradores da região afirmam que o animal permanece bastante agressivo, o que tem aumentado o medo de uma nova ocorrência e também levantado preocupações sobre as condições em que o cachorro está sendo mantido.
Segundo vizinhos, o cão permanece dentro do imóvel desde o ataque registrado no último sábado (2). Como ninguém consegue entrar na residência com segurança, a alimentação e a água estão sendo colocadas por pequenas aberturas existentes na parte superior do portão.
Além do receio de um novo ataque, moradores afirmam estar preocupados com o estado físico do animal, que estaria estressado e debilitado após permanecer vários dias isolado.
Moradores temem que pitbull escape da residência
Quem mora na Rua D, no Conjunto Marcos Freire, relata que a estrutura da casa ficou comprometida depois do ataque.
Segundo os vizinhos, o pitbull rompeu as cordas utilizadas inicialmente para contê-lo e passou a circular livremente dentro do imóvel. A força do animal também teria danificado parte do portão da residência, aumentando o receio de que ele consiga escapar para a rua.
Como medida improvisada, moradores reforçaram o portão com pedras e cordas na tentativa de impedir que a estrutura ceda.
A comunidade afirma que teme tanto pela segurança de quem passa pelo local quanto pela integridade do próprio cachorro.
Tutor permanece internado após ataque
O tutor do animal segue hospitalizado após sofrer ferimentos graves durante o ataque.
Conforme a apuração da TV Cidade Fortaleza divulgada no último fim de semana, a vítima teve uma das mãos dilacerada e recebeu os primeiros socorros de policiais militares, que aplicaram um torniquete para conter a hemorragia até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Na ocasião, moradores conseguiram conter o pitbull e retirar o homem da residência.
Segundo testemunhas ouvidas pela reportagem, durante o ataque o tutor teria permanecido ajoelhado, utilizando os braços para proteger o pescoço, o que pode explicar por que os ferimentos mais graves se concentraram nos membros superiores. Essa informação, no entanto, é baseada em relatos de moradores e não foi confirmada oficialmente.
Comunidade pede retirada do animal
Os moradores defendem que o pitbull seja retirado da residência por equipes especializadas.
Segundo eles, policiais militares estiveram no local após o ataque, mas, diante do comportamento agressivo do animal e do risco envolvido, a comunidade acredita que a remoção deva ser feita por equipes treinadas para esse tipo de ocorrência.
Os vizinhos argumentam que a retirada é necessária tanto para evitar novos acidentes quanto para garantir que o cachorro receba os cuidados adequados.
Relato de vizinhos aponta situação de abandono do cachorro
Um dos moradores relatou à reportagem que o cachorro teria permanecido alguns dias sem alimentação antes do ataque. Segundo essa versão, o tutor teria retornado à residência durante a madrugada e tentado agredir o animal, que reagiu.
Esse relato, entretanto, representa apenas a versão apresentada por moradores e não foi confirmado pela Polícia Militar nem por outras autoridades responsáveis pela investigação do caso.
Enquanto aguardam uma solução, os vizinhos seguem levando água e ração ao animal de forma improvisada, lançando os alimentos por cima do portão para evitar contato direto.
Até o momento, não há informação oficial sobre quando o pitbull será retirado do imóvel ou qual será sua destinação após a recuperação do tutor.
(GC+)



