Colisão entre helicópteros durante combate a incêndio deixa dois mortos na Grécia


Colisão entre helicópteros durante combate a incêndio deixa dois mortos na Grécia
Após o impacto, um dos aparelhos explode e cai imediatamente, enquanto o outro perde estabilidade, despeja a carga e se afasta da área. Foto: Reprodução / Forecast Weather Greece


Dois helicópteros utilizados no combate aos incêndios florestais que atingem a Grécia colidiram durante uma operação neste domingo (2), na região de Psatha, na Ática, a cerca de 40 quilômetros a oeste de Atenas. Segundo o Corpo de Bombeiros grego, dois tripulantes morreram no acidente, enquanto a equipe que ocupava a outra aeronave foi resgatada com vida.

As aeronaves, do modelo Bell e contratadas pelo Corpo de Bombeiros da Grécia, atuavam no combate às chamas quando ocorreu a colisão. Cada helicóptero transportava dois tripulantes.

Em comunicado, a corporação informou que a operação de busca e resgate foi iniciada logo após o acidente:

"Durante a operação de combate aéreo a incêndios, dois helicópteros do tipo Bell, contratados pelo Corpo de Bombeiros, com tripulação de dois integrantes cada, caíram na região mais ampla de Psatha, na Ática. (...) A operação de busca e resgate está em andamento."

Posteriormente, os bombeiros confirmaram a morte dos dois ocupantes de uma das aeronaves e o resgate com vida da tripulação do outro helicóptero.

Vídeos mostram momento da colisão

Imagens divulgadas nas redes sociais registraram o instante em que os helicópteros voavam em baixa altitude durante a operação de combate às chamas.

Nos vídeos, um dos helicópteros aparece se aproximando da outra aeronave. Em seguida, o rotor da aeronave que voava mais baixo atinge a parte inferior do helicóptero acima. Após o impacto, um dos aparelhos explode e cai imediatamente, enquanto o outro perde estabilidade, despeja a carga de água transportada e se afasta da área.

As imagens foram compartilhadas pela página "Forecast Weather Greece".

Incêndios continuam fora de controle

O acidente ocorreu em meio à operação para conter grandes incêndios florestais que atingem diferentes regiões da Grécia. Um dos principais focos destruiu mais de 100 casas na região de Porto Germeno, localizada no Golfo de Corinto, aproximadamente 60 quilômetros a noroeste de Atenas.

As chamas avançaram sobre uma área montanhosa, alcançaram o assentamento de Veniza e chegaram a um campo de tiro militar, onde houve ativação de munições não detonadas. Outro incêndio obrigou autoridades a retirar moradores e turistas da ilha de Cefalônia, um dos principais destinos turísticos do Mar Jônico.

Segundo a imprensa grega, pelo menos dois grandes incêndios permanecem fora de controle no país.

Ventos dificultam operações aéreas

As condições climáticas têm dificultado o trabalho das equipes de emergência. Rajadas de vento chegaram a 100 km/h, limitando a atuação das aeronaves empregadas no combate ao fogo.

Em publicação nas redes sociais, o primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que a intensidade dos ventos reduz significativamente a capacidade operacional das equipes.

"Quando os ventos sopram com tamanha força, nem mesmo as dezenas de aeronaves de que dispomos conseguem operar com segurança."

Quase 500 bombeiros participam da operação, com apoio de veículos, máquinas pesadas e aeronaves especializadas. A Grécia também recebeu reforço de equipes enviadas pela França e pela Romênia.

Moradores das áreas atingidas também auxiliaram os bombeiros, utilizando baldes de água para tentar impedir que as chamas alcançassem suas residências.

Mais de 16 mil hectares já foram destruídos

Os incêndios florestais registrados na última semana devastaram mais de 16 mil hectares de áreas de vegetação e terras agrícolas na Grécia, segundo informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa local.

Estimativas divulgadas pela mídia grega apontam que mais de 10 mil hectares de áreas florestais podem ter sido destruídos apenas nos principais focos monitorados.

A Grécia integra o grupo de países europeus que enfrentam uma temporada de incêndios marcada por ondas de calor e baixos índices de chuva. Cientistas apontam que as mudanças climáticas contribuem para o agravamento das condições que favorecem a propagação das chamas em diferentes regiões do continente.


(GC+)

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