Um educador físico de 36 anos foi preso em flagrante nesta segunda-feira, 3, suspeito de homicídio contra Luiz Thiago da Silva Cordeiro, de 31 anos. O crime ocorreu em uma residência na praia do Balbino, em Cascavel, Região Metropolitana de Fortaleza.
O suspeito possuía histórico de uso de entorpecentes, foi detido e, durante o depoimento, obtido pelo O POVO, confessou o ataque com um canivete, mas alegou ter sofrido um "apagão" devido ao consumo de álcool e cocaína. Ele afirmou não lembrar a motivação do crime.
A Polícia Militar do Ceará (PMCE) confirmou a prisão efetuada por uma equipe do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio). Por meio de nota, a corporação informou que a vítima não resistiu aos ferimentos provocados pelos "golpes do objeto perfurocortante" e morreu.
"O agressor foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil de Cascavel, onde foi autuado por homicídio e colocado à disposição da Justiça", informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Educador físico relata que perdeu a memória durante ação criminosa
De acordo com o depoimento do suspeito, a ocorrência teve início na noite do domingo, 2, na localidade de Caponga. O agressor afirma que pediu para acompanhar um grupo, no qual Luiz Thiago estava, até uma festa na praia do Balbino. Para entrar no imóvel, disse à Polícia que combinou de pagar R$ 10 ,posteriormente, via transferência pix a uma mulher conhecida como "Loura", já que estava sem o celular no momento.
O personal afirmou que o grupo consumia bebidas e entorpecentes e que portava um pequeno canivete no bolso por "gostar do objeto". Ele relatou que fez uso de sua própria porção de cocaína e que ouviu alguém dizer "vai lá com o viado", em referência a Luiz Thiago (vítima).
O suspeito alegou no depoimento que perdeu a memória e recobrou a consciência, apenas no momento em que já desferia os golpes contra a vítima. Durante o ataque, Luiz Thiago tentou se defender, conseguiu tomar a arma e chegou a ferir o agressor na mão e na perna antes de ser morto.
Após o homicídio, o educador físico teria fugido do local e na tarde de segunda-feira, foi até a casa de uma tia, no bairro Riacho Fundo, e pediu que ela acionasse a Polícia para que ele pudesse relatar o ocorrido e se entregar.
O POVO apurou com fonte da Polícia Civil que há linhas de investigação em relação ao caso, que serão aprofundadas. O educador físico segue à disposição da Justiça.
(O Povo)



