Tia de soldado morto afirma que ele havia relatado caso extraconjugal com policial investigada


 


A advogada Rosilane Sampaio, tia e madrinha do soldado Sampaio, afirma que o sobrinho contou a ela que mantinha um relacionamento com a soldada Júlia, investigada no caso que terminou com a morte do policial na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo Rosilane, o próprio soldado revelou a existência do relacionamento durante uma conversa entre os dois.

A informação, portanto, parte do relato da familiar, e não de uma confirmação oficial da investigação. A policial investigada nega ter mantido um caso com o soldado. Rosilane esteve em Fortaleza acompanhando o andamento do processo e afirmou que pretende atuar como assistente de acusação. O procedimento foi encaminhado para Maracanaú, e a advogada disse que pretende acompanhar de perto os próximos passos da apuração.

Segundo ela, a conversa com o sobrinho ocorreu em março. Na ocasião, conforme o relato, Rosilane orientou o soldado a interromper o relacionamento porque ele era casado e tinha um filho. Ela também afirmou que o sobrinho teria contado que Júlia estava separada do marido naquele período.

Policial investigada nega relacionamento com o soldado

De acordo com Rosilane, a advogada teve acesso ao processo e ao depoimento prestado pela policial durante a investigação. Segundo o relato da familiar, Júlia negou ter mantido qualquer relacionamento com o soldado. Ela teria afirmado que apenas havia pedido uma carona e também negado saber onde ele morava.

Rosilane contesta essa versão e afirma que pretende reunir elementos que possam esclarecer a relação entre os dois. Entre as informações que busca estão possíveis imagens de câmeras de segurança. A advogada afirmou que procura registros que, segundo ela, poderiam mostrar momentos em que Júlia teria levado o soldado até a residência dele. O objetivo seria apresentar o material durante o processo para confrontar as versões. Rosilane também disse considerar que existem contradições no depoimento da policial. Essas alegações, entretanto, ainda precisam ser analisadas à luz das provas reunidas na investigação e no processo.

“Jamais imaginávamos que uma colega de trabalho pudesse fazer isso. E não era apenas uma colega: era uma pessoa que teve um caso com ele. Estou me habilitando como assistente de acusação e acompanhando o processo, que foi encaminhado para Maracanaú. Por isso, estou indo para lá para formalizar minha participação e acompanhar de perto a investigação. Ela afirma que não sabia o endereço dele, mas já o deixou em casa e deu carona para ele. Estou buscando essas imagens para apresentar no processo e comprovar que eles realmente tiveram um caso extraconjugal. Infelizmente, sinto muito pela esposa dele, mas o caso extraconjugal, sim, existiu.”

Tia pretende atuar como assistente de acusação

Rosilane Sampaio afirmou que pretende se habilitar como assistente de acusação no processo que apura a morte do sobrinho. A participação da família nesse formato permite acompanhar a ação penal dentro das possibilidades previstas pela legislação, por meio de advogado, e auxiliar a acusação na apresentação de requerimentos relacionados ao processo.

No caso, Rosilane também é advogada e declarou que pretende acompanhar diretamente a tramitação em Maracanaú, município para o qual o processo foi encaminhado. Entre os pontos que ela pretende esclarecer estão a suposta relação entre o soldado e a policial, as circunstâncias da morte e as informações apresentadas nos depoimentos. A atuação da familiar, contudo, não altera a necessidade de que as alegações sejam analisadas pelas autoridades e submetidas ao contraditório no decorrer do processo.

Imagens podem ajudar a esclarecer depoimentos

Caso existam e sejam localizadas, as imagens mencionadas por Rosilane poderão ser analisadas pelas autoridades como parte do conjunto de elementos da investigação. Os registros podem, dependendo do conteúdo e da qualidade das imagens, ajudar a esclarecer deslocamentos e a presença de pessoas em determinados locais. No entanto, não é possível antecipar qual será o valor probatório de eventual material.

Além das câmeras, outros elementos citados pela advogada, incluindo informações sobre roupas e dados presentes no processo, também deverão ser avaliados conforme a investigação avance. O conjunto de provas deverá reunir depoimentos, imagens, perícias e demais informações obtidas pelas autoridades. Somente a análise desses elementos poderá esclarecer quais versões encontram respaldo nas evidências. Neste momento, as declarações apresentadas pela tia representam a posição de uma familiar da vítima, enquanto a policial investigada nega o relacionamento mencionado por Rosilane.

Informação sobre suposta tentativa de suicídio não foi confirmada

Durante a entrevista, Rosilane também relatou ter recebido uma mensagem segundo a qual Júlia teria sido levada a um hospital após uma suposta tentativa de suicídio. A advogada ressaltou que não havia confirmado a informação até aquele momento. Por isso, o episódio não pode ser tratado como fato confirmado.

“Acabei de receber uma mensagem que ela tinha tentado suicídio. Não confirmei, foi mensagem”, afirmou Rosilane. A informação deverá ser considerada apenas como um relato recebido pela familiar até que seja confirmada oficialmente pelas autoridades ou por representantes da investigada.

Rosilane afirmou que pretendia seguir para Maracanaú para buscar informações sobre a audiência de custódia e acompanhar a situação processual da policial. Segundo a advogada, o processo havia sido encaminhado para o município na tarde anterior. Ela também relatou que, naquele momento, o advogado da investigada, que atua pela Polícia Militar, ainda não teria conhecimento da mudança.

Processo tramita em Maracanaú

Com o encaminhamento do processo para Maracanaú, a família pretende acompanhar diretamente os próximos passos da investigação. Rosilane disse que busca formalizar sua participação como assistente de acusação e apresentar elementos que considera relevantes para o esclarecimento do caso.

Entre os pontos que deverão ser analisados estão a relação entre o soldado e a policial, as circunstâncias da morte e as diferentes versões apresentadas durante a investigação. A apuração permanece em andamento. Eventuais imagens de câmeras, depoimentos, perícias e outros elementos deverão ser confrontados pelas autoridades antes de qualquer conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.

Até o momento, a existência do relacionamento relatado pela tia não foi confirmada oficialmente e é negada pela policial investigada. A família afirma que pretende acompanhar o processo para buscar esclarecimentos sobre a morte do soldado Sampaio. O avanço da investigação e a análise das provas deverão definir os próximos passos do caso.



(GC+)

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