Tráfico de animais silvestres migra das feiras para as redes sociais no Ceará

 



O comércio ilegal de animais silvestres no Ceará ganhou um novo espaço com o avanço da internet. Negociações que durante anos ocorreram principalmente em feiras livres passaram também a ser realizadas por redes sociais e aplicativos de mensagens, dificultando o trabalho de fiscalização.

Grupos e perfis na internet são usados para anunciar, negociar e comercializar espécies ilegalmente. Além das vendas, autoridades ambientais alertam para outro problema: vídeos e fotos que mostram animais silvestres como se fossem pets podem estimular a procura e alimentar a cadeia do tráfico.

O Ibama vem intensificando o combate aos crimes contra a fauna no ambiente digital. Em 2025, uma investigação nacional de seis meses sobre vídeos de caça resultou na fiscalização de 20 alvos, 99 procedimentos administrativos e mais de R$ 1 milhão em multas. citeturn1search12

A orientação é não comprar animais silvestres de origem ilegal nem incentivar publicações que promovam sua exploração. Denúncias podem ajudar os órgãos ambientais a identificar vendedores e combater o tráfico.


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