O Ceará encerrou o primeiro turno da eleição, no domingo (4), sem eleger um único policial ou militar. Nem para a Câmara dos Deputados, nem para o Senado, nem para a Assembleia Legislativa. Em 2018, foram três eleitos. Em 2022, um. Agora, nenhum.
Mesmo com a insegurança no topo das preocupações da população, o resultado não significa que o voto do segmento tenha deixado de existir. Ele mudou de rumo e passou a eleger um novo perfil de parlamentar.
CONTRAMÃO NACIONAL
O cenário chama atenção pelo contraste com o restante do País. Levantamento com base em dados do TSE aponta 99 militares e policiais eleitos em 2026, contra 94 em 2022.
O crescimento indica que, no País, o prestígio da farda na política se mantém. No Ceará, o movimento foi inverso.
LIDERANÇA EM QUEDA
O primeiro ponto a observar é o desgaste de Capitão Wagner. Em 2018, ele foi o deputado federal mais votado do Estado, com 303.593 votos. Tinha capital político para puxar a categoria.
Desde então, embora tenha elevado o sarrafo ao disputar cargos majoritários, acumula derrotas: Prefeitura de Fortaleza em 2020, Governo em 2022 e, agora, Senado. Na prática, o segmento perdeu sua principal referência.
Neste ano, Sargento Reginauro, único eleito em 2022, ficou na suplência. O mesmo ocorreu com Soldado Noélio, que disputou uma vaga na Câmara.



