Confira abaixo o que se sabe sobre o duplo homicídio:
Como foi o crime?
Os criminosos renderam as duas jovens e prenderam as mãos delas usando abraçadeiras de nylon. Antes de sair da residência, eles assumiram para a família das vítimas que não eram policiais e que iriam matar as duas adolescentes.
As duas jovens foram encontradas mortas na terça-feira (13), com marcas de tiros de arma de fogo, em uma área de mata da comunidade de Angicos, em Tauá, a cerca de 44 quilômetros de distância da casa onde viviam.
Quem são as vítimas?
As vítimas são duas irmãs de 15 e 17 anos. Elas são naturais de Tauá, município vizinho onde foram mortas, mas mudaram de cidade e foram morar na casa dos avós, em Arneiroz, após se envolverem com membros de uma facção criminosa. Elas foram encontradas pelos criminosos justamente na casa dos avós.
A adolescente mais nova tinha passagem pela polícia por ato infracional análogo ao crime de furto.
Qual a motivação?
Conforme a investigação, uma delas teria começado um relacionamento amoroso com um homem que faz parte da facção rival, o Comando Vermelho (CV), organização criminosa de origem carioca também com atuação no Ceará.
Os membros do PCC, então, passaram a desconfiar que as irmãs teriam "virado" para o CV, ou seja, passado de um grupo criminoso para o outro. A suspeita é que a morte delas tenha sido decretada por isso.
Alguém foi preso?
Na terça-feira (13), um homem identificado como Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos, foi preso apontado como suspeito de envolvimento no duplo homicídio. Ele foi capturado em Tauá, mesmo município onde as irmãs foram achadas mortas.
Antônio Wellington responde por tráfico de drogas. Ele foi conduzido à Delegacia de Tauá, onde foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, permanecendo à disposição da Justiça. Ele passou por audiência de custódia nesta quarta (14), e a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) disse que segue com as diligências em andamento com o objetivo de identificar e capturar outros suspeitos.
(G1/CE)



