Jornal dos EUA compara PCC a máfias italianas: 'Potência da cocaína'

 




O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi comparado à máfia italiana, com eficiência de uma multinacional, pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal, na segunda-feira (20). 

De acordo com a publicação, a facção se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo. Ela estaria "reformulando os fluxos globais de cocaína da América do Sul para os portos mais movimentados da Europa e avançando em direção aos Estados Unidos".

Autoridades norte-americanas identificaram pessoas ligadas ao PCC nos estados da Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee.

Em Massachusetts, o gabinete do procurador federal anunciou no ano passado acusações contra 18 brasileiros que teriam ligação com a facção.

Atualmente, o grupo criminoso conta com 40 mil membros e se tornou o maior das Américas, com atuação em 30 países e em todos os continentes, exceto na Antártida.

O The Wall Street Journal destaca que a facção funciona como uma multinacional, com "nível máximo de organização".

"Os membros do PCC mantêm um perfil discreto e empresarial, buscando fortuna, não fama. [...] Novos integrantes aderem a um rígido código interno de conduta, e seus rituais de ingresso às vezes são realizados por videoconferência", define a publicação.

Pastores do PCC

Para recrutar membros, obter dinheiro e abrir rotas para o tráfico, integrantes do PCC estariam indo a regiões remotas do Brasil fingindo ser pastores.

"Muitos evangélicos no país aderem à chamada teologia da prosperidade — a crença de que a riqueza é sinal de favor divino —, o que ajuda a facção a avançar em comunidades pobres", diz o jornal.

Em 2023, a facção foi acusada de criar pelo menos 7 igrejas para lavar dinheiro do tráfico no Rio Grande do Norte.

Além disso, o grupo também lavaria dinheiro em postos de gasolina, fundos imobiliários, motéis, concessionárias e empresas de construção.

Para recrutar mais membros, detentos recebem promessas de apoio jurídico de advogados da facção, conhecidos como “brigada da gravata".

O grupo também recruta pessoas fora dos presídios, em países como Colômbia, Peru e Bolívia. Assim, a facção expandiu sua atuação até a Amazônia.

“Estamos nas mãos dos traficantes agora”, disse Jeffersson Ribeiro ao The Wall Street Journal. Ele administra um pequeno hotel em Urucurituba, onde grupos criminosos chegaram a criar um time de futebol para recrutar jovens.

'Governo do mundo ilegal'

De acordo com a reportagem, o PCC virou "uma agência reguladora" e um "governo do mundo ilegal", organizando o tráfico internacional.

"Nenhum integrante está acima das regras em uma facção que valoriza 'igualdade' e 'união', mas qualquer um pode prosperar desde que permaneça leal", disse Bruno Manso, especialista no grupo e coautor de “A Guerra: A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil” ao jornal.

Além do tráfico de drogas, o PCC também explora mineração de ouro, extração de madeira, tráfico de pessoas, pesca ilegal, caça predatória e escravização de comunidades indígenas.

A estrutura da organização é um dos fatores que permitiu a rápida expansão sem a necessidade de controle territorial direto, segundo a publicação. Por esse motivo também, seria mais difícil desmantelar o grupo.




(g1) 

Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos

 





A empresa Apple anunciou John Ternus como seu novo CEO (diretor-executivo ou presidente-executivo). Ele substituirá Tim Cook, que deixará o cargo após 15 anos à frente da empresa de tecnologia avaliada em quase R$ 20 trilhões. 

Ternus, atual chefe de engenharia de hardware e funcionário da Apple há 25 anos, assumirá a função em 1º de setembro. Cook, por sua vez, passará a ocupar o cargo de presidente do conselho de administração da Apple.

Cook está à frente da Apple desde 2011, quando o cofundador Steve Jobs (1955-2011) renunciou ao cargo por motivos de saúde, pouco antes de sua morte.

Ele permanecerá como CEO por alguns meses a fim de conduzir a transição ao lado de Ternus. Após esse período, Cook "auxiliará em determinados aspectos da empresa, incluindo o relacionamento com formuladores de políticas públicas ao redor do mundo."

A decisão de Cook de deixar o cargo de CEO ocorre após meses de especulação sobre quem seria o sucessor na Apple, que acaba de celebrar seu 50º aniversário.

Cook descreveu o cargo como "o maior privilégio da minha vida".

Durante a sua gestão, levou a empresa a se tornar uma das mais valiosas do mundo. Em 2018, a Apple se tornou a primeira empresa de capital aberto a atingir valor de mercado de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,6 trilhões, na cotação atual). Atualmente, vale US$ 4 trilhões (cerca de R$ 20 trilhões).

Cook descreveu Ternus, o novo CEO, como um executivo "visionário", com "a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra".

"Ele é, sem qualquer dúvida, a pessoa certa para conduzir a Apple ao futuro", acrescentou Cook.

Ternus surgiu como favorito para suceder Cook no ano passado, após a saída de outro executivo de longa data, Jeff Williams, que ocupava o cargo de diretor de operações.

Ao longo de seus 25 anos na Apple, Ternus trabalhou em praticamente todos os principais produtos lançados pela companhia, incluindo todas as gerações do iPad, diversas gerações do iPhone e o lançamento dos AirPods e do Apple Watch.

Ternus também supervisionou a transição dos computadores Mac de processadores da Intel para chips próprios da Apple, o Apple Silicon.

Em comunicado divulgado na segunda-feira (20/4), Ternus se referiu a Cook como seu "mentor". "Estou cheio de otimismo sobre o que podemos alcançar nos próximos anos", disse ele.

'Diferenciação'

A Apple foi fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak, em uma garagem de São Francisco, no Estado americano da Califórnia, em 1976. Atualmente, cerca de 1 a cada 3 pessoas do planeta tem um produto da Apple.

A escolha de um líder com origem em produtos e hardware pode permitir que a Apple responda a uma crítica recorrente ao período de gestão de Cook: a de que a empresa deixou de ser inovadora.

Embora Cook tenha supervisionado um crescimento de quatro vezes no lucro anual da Apple, com uma expansão expressiva nos produtos vendidos ao redor do mundo, a linha de produtos da empresa permaneceu em grande medida estática.

Dipanjan Chatterjee, analista-chefe da consultoria Forrester, nos EUA, elogiou a estabilidade financeira que Cook trouxe à Apple, mas observou que ele não havia dado à empresa um produto como o iPhone, algo que pudesse garantir a Ternus outros 20 anos de sucesso.

Para Chatterjee, a Apple "continua estruturalmente dependente do telefone" enquanto "busca seu próximo motor de crescimento".

A nomeação de Ternus indica que a empresa procura "diferenciação" em seus produtos, disse Chatterjee. Segundo o analista-chefe da Forrester, o novo líder "precisa resistir à tentação do incrementalismo que tem marcado a Apple recentemente e escapar da gravidade do iPhone".

Ken Segall, que foi diretor criativo de Steve Jobs por mais de uma década, disse à BBC: "Não acho que Tim tenha jamais conseguido se livrar da imagem de executivo de operações."

"Acho que quando as pessoas falam sobre a diferença entre Steve e Tim, era basicamente isso: Steve [Jobs], o visionário; Tim [Cook], o executivo de operações que assumiu o comando."

Gil Luria, diretor-geral da gestora DA Davidson & Co, nos EUA, disse que ter alguém com tanto foco em hardware no comando agora demonstra que a Apple vai investir mais energia em novos produtos, como celulares dobráveis e dispositivos vestíveis (wearables, em inglês), como óculos de realidade virtual e realidade aumentada.

A gigante de tecnologia também enfrentou críticas por ter sido lenta em aproveitar a demanda crescente por inteligência artificial (IA) e acabou integrando tecnologias do Google e da OpenAI aos seus sistemas operacionais.

Após o anúncio de segunda-feira, Sam Altman, da OpenAI, publicou no X: "Tim Cook é uma lenda. Sou muito grato por tudo o que ele fez e sou muito grato à Apple."

Tim Cook lidera a Apple desde 2011, quando assumiu o cargo após a saída do cofundador Steve Jobs — Foto: Getty Images

Cook não vinha de uma área de hardware (parte física dos dispositivos, como celulares e computadores) ou de desenvolvimento de produtos quando ingressou na Apple.

Em vez disso, havia passado muitos anos como executivo de operações em empresas como IBM e Compaq. Era um executivo de tecnologia focado em operações, cadeia de suprimentos, logística e resultados de vendas, menos voltado à concepção e ao lançamento de novos produtos.

Jobs era mais conhecido e celebrado nessas messas áreas.

Um dos lançamentos mais relevantes durante a gestão de Cook foi o Apple Vision Pro, um headset (óculos de realidade virtual e aumentada) que não teve boa aceitação entre os consumidores.

Ainda assim, sua habilidade como executivo operacional fará com que seja amplamente lembrado como um dos líderes empresariais mais bem-sucedidos.

Timothy Hubbard, professor da University of Notre Dame Mendoza College of Business, nos EUA, afirmou que a era Cook transformou a Apple em uma empresa que é "a melhor em aperfeiçoar, escalar e defender um sistema extraordinariamente poderoso".

"A questão agora é saber se essa mesma organização conseguirá migrar para um modelo mais exploratório, em que o sucesso depende de velocidade, tolerância à incerteza e maior disposição para experimentar", disse.

A aparente relutância da Apple em mergulhar de cabeça em produtos e serviços de IA a distanciou de concorrentes como Google, Microsoft e Meta, que gastam centenas de bilhões de dólares por ano para avançar nessa área.

Com um novo líder, a Apple pode estar sinalizando interesse estratégico em uma integração mais profunda da IA em seus dispositivos, disse Hubbard.

"As mesmas qualidades que tornaram a Apple dominante, como disciplina, acabamento e controle, podem se tornar limitações se a próxima fase valorizar abertura e ciclos de desenvolvimento mais rápidos", afirmou Hubbard. "Essa inovação acelerada foi onde a Apple começou, e talvez seja para lá que a empresa precise voltar."




(g1) 

Dono da Choquei está em presídio de segurança máxima em Goiás

Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, foi preso em uma operação que investiga supostas transações ilegais de R$ 1,6 bilhão. — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Instagram de Raphael Sousa Oliveira.
Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, foi preso em uma operação que investiga supostas transações ilegais de R$ 1,6 bilhão. — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Instagram de Raphael Sousa Oliveira.
 




O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, preso em uma operação que investiga supostas transações ilegais de R$ 1,6 bilhão, está no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, unidade de segurança máxima, segundo a Polícia Penal.  

De acordo com o núcleo, o influenciador segue a mesma rotina dos demais presos do sistema prisional goiano, com direito a quatro refeições diárias, sendo café da manhã, almoço, jantar e ceia. Raphael também pode tomar duas horas de banho de sol por dia e receber até duas visitas por mês.

Em nota, o advogado Pedro Paulo Medeiros, responsável pela defesa de Raphael, informou no sábado (18) que entrou com habeas corpus no TRF-3, em regime de plantão, pedindo a soltura imediata do influenciador. Segundo ele, a prisão é injustificável, já que as diligências foram concluídas e não há fundamentação individualizada. A defesa também afirma que a atuação com publicidade é legal e que seguirá adotando medidas para reverter a custódia. (veja nota na íntegra no final da matéria).

Raphael estava preso na sede da Polícia Federal, em Goiânia, desde o dia 15. A prisão ocorreu durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF em nove estados. Segundo a investigação, ele atua como operador de mídia de uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato digital, recebendo valores de outros investigados.

A Polícia Federal aponta ainda que o influenciador integra a estrutura investigada, que tem Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, como principal beneficiário econômico do esquema.

Transferência para o presídio

Na tarde de sexta-feira (17), Raphael foi transferido para o presídio em Aparecida de Goiânia. Segundo o advogado Frederico Moreira, que integra a equipe de defesa, a Justiça negou o pedido de revogação da prisão do influenciador.

Ao g1, o advogdo informou que na decisão, o juiz responsável fundamentou a negativa alegando ser necessário aguardar o avanço da apuração para proferir uma decisão com maior segurança, evitando qualquer prejuízo ao andamento do processo.

O advogado disse ainda que já havia impetrado um Habeas Corpus e o pedido de revogação, mas, diante da decisão em primeira instância, a equipe jurídica agora avalia a viabilidade de novos recursos.

“Em primeira instância isso já está decidido. Vamos avaliar a viabilidade agora”, disse Frederico.



( g1) 

Casal é sequestrado e homem morto por facção após mulher perder droga

 





Um homem e uma mulher foram sequestrados por uma facção criminosa depois que a mulher perdeu algumas pedras de crack, na última sexta-feira (17), no município de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os dois foram espancados e o homem foi morto a tiros a mando dos criminosos. A mulher foi baleada, mas conseguiu escapar.

Duas mulheres foram presas no sábado (18) por suspeita de ter ordenado a execução: Wlarnia Raquel Mesquita da Silva Martins e Maria Jéssica dos Santos Morais. Já o homem morto foi identificado como Francisco Albino Duarte de Sousa, de 44 anos. As informações constam no auto de prisão em flagrante, ao qual o g1 teve acesso.

O crime aconteceu na rua Vereador Elias Eduardo, no bairro Zumbi. À Polícia, a sobrevivente afirmou que perdeu entre 10 e 15 pedras de crack que pertenciam à facção. Como retaliação, Wlarnia, Jéssica e mais dois faccionados teriam raptado ela e Francisco Albino, em um veículo branco, a um matagal, com objetivo de executá-los.

Albino foi morto a tiros no local, mas a mulher conseguiu fugir do local. Durante a fuga, ela foi baleada. A vítima foi encaminhada para uma unidade hospitalar, onde recebeu atendimento médico e relatou os fatos à polícia.




(g1) 

Membro do PCC que delatou elo com Rota revelou plano para matar Moro


 



O integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que denunciou o envolvimento de policiais militares da Rota, tropa de elite da PM paulista, com a maior facção do país também teria sido o responsável por revelar, em 2023, a existência de um plano da organização criminosa para matar o senador Sergio Moro (PL-PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakyia.

A informação consta do depoimento prestado à Corregedoria da Polícia Militar pelo próprio Gakyia, que integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), e investiga a atuação do PCC em São Paulo há mais de 20 anos.

Como revelado pelo Metrópoles na semana passada, o então comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho, deixou o cargo após ser citado pelo promotor em um inquérito policial militar.

No depoimento, obtido pelo Metrópoles, Gakyia disse que, após tomar conhecimento de que PMs do Setor de Inteligência da Rota estavam vazando informações para proteger algumas das principais lideranças da PCC, levou o caso a Coutinho, que na época chefiava o batalhão. Porém, segundo o promotor, não há registro de que o oficial tenha tomado providências.

À Corregedoria, Gakyia detalhou que o envolvimento de policiais da elite da PM paulista com o PCC foi descoberto em outubro de 2021. O integrante da facção responsável por denunciar o esquema, que hoje é testemunha protegida, foi recebido na sede da Rota e falou por cerca de quatro horas.

Na ocasião, ele afirmou que o então líder do PCC nas ruas, Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, teria escapado da Operação Sharks, no ano anterior, por causa de informações vazadas pelos PMs do Setor de Inteligência, conforme publicado pelo Metrópoles no ano passado.

Em seu depoimento à Corregedoria da PM, Gakyia também detalhou um outra reunião que teve com o informante, em fevereiro de 2023. O motivo do encontro foram informações sobre um novo plano do PCC para assassinar o promotor e outras autoridades, como o senador Sergio Moro, que foi ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Quero deixar registrado que, em fevereiro de 2023, fizemos nova oitiva da testemunha protegida porque ela nos mandou uma informação de que soube de um plano para me assassinar e também assassinar o senador Sergio Moro. Durante essa oitiva, a referida testemunha narrou que o responsável pelo setor da sintonia restrita 05 do PCC, conhecido pela alcunha de Nefo, seria o responsável por esses atentados”, disse Gakyia à Corregedoria. Sintonia restrita é um dos grupos que integram a cúpula da facção.

A nova denúncia do informante foi o ponto de partida para que a Polícia Federal (PF) deflagrasse, no mês seguinte, a Operação Sequaz, que prendeu Janeferson Aparecido Mariano, o Nefo, apontado como um dos líderes da sintonia restrita e responsável por arquitetar o plano.

“Tive conhecimento através de informantes na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde Nefo estava preso antes de ser assassinado, no sentido de que esse informante presenciou Nefo dizer que havia recebido um ‘pipa’ oriundo da sintonia de rua do PCC querendo informações sobre o pagamento da quantia de R$ 500 mil para policiais militares da Rota”, acrescentou o promotor.

PCC e Transwolff

O depoimento do promotor Lincoln Gakyia à Corregedoria da PM ocorreu após o coronel José Augusto Coutinho ser citado por um PM preso por atuar como segurança privado de empresários supostamente ligados a uma outra célula do PCC, na empresa de ônibus Transwolff, que operava linhas na zona sul de São Paulo e que teve seu contrato rompido pela prefeitura.

O sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário disse que o ex-comandante da PM foi informado sobre o bico ilegal de policiais para o grupo ligado à facção, mas não tomou providências.

O inquérito policial militar em que Coutinho foi citado levou à prisão de três policiais e a buscas em endereços ligados a 16 alvos. Na casa de um deles, foi apreendido R$ 1 milhão em espécie.

Entre os dirigentes da Transwolff beneficiados pelo esquema de escolta ilegal, estariam Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, e Cícero de Oliveira, o Té, apontados como elo entre o PCC e os ônibus da zona sul da capital.

Coutinho sabia

Como revelado pelo Metrópoles em janeiro do ano passado, o promotor Lincoln Gakyia disse a interlocutores que José Augusto Coutinho “não fez porra nenhuma” ao tomar conhecimento do envolvimento de PMs da Rota com o PCC. A declaração foi dada a autoridades da Polícia Civil de São Paulo, em uma reunião no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no âmbito das investigações sobre o assassinato de Vinícius Gritzbach, que havia delatado policiais e membros do PCC.

Jurado de morte pelo PCC, Gritzbach foi executado a tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro do ano passado. Dias antes, ele prestou um depoimento em que deu detalhes sobre como PMs da Rota estavam atuando como seguranças de integrantes da facção na zona leste da capital.

Questionada pelo Metrópoles sobre as suspeitas envolvendo Coutinho, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) limitou-se a dizer que “não comenta investigações em curso conduzidas por sua Corregedoria”. O ex-comandante não se manifestou. O espaço segue aberto.




(Metropoles)

Dupla é presa suspeita de matar pedreiro em Fortaleza por dívida de R$ 900,00


 



A cobrança de uma dívida de drogas de R$ 900 teria motivado a execução a tiros em uma via pública de um pedreiro no bairro Itaperi, em Fortaleza, nesse domingo (19). Por suspeita de participação no crime, equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), prenderam Alisson de Lima Silva, o 'Reloginho', e João Davi Rodrigues Farias, o 'Coruja'.

As prisões foram embasadas em depoimentos de testemunhas, análises de câmeras de segurança e registros do monitoramento eletrônico. A defesa dos suspeitos presos não foi localizada pela reportagem. 

A vítima foi identificada como Erasmo Cardoso Maciel, 45. Ele foi morto momentos depois de sair para comprar pão, segundo a companheira dele relatou aos policiais civis.

Conforme documentos do relatório policial obtidos pelo Diário do Nordeste, a mulher confirmou que o marido era usuário de drogas, mas disse desconhecer "qualquer inimizade" e dívidas. Após a publicação da reportagem, o advogado do falecido e da mulher, afirmou que ela confirma somente o uso de maconha.

A motivação do crime foi revelada inicialmente pelo suspeito João Davi.

Em interrogatório, ele confessou ser o mandante e o motorista do veículo no qual os suspeitos fugiram após o homicídio. O jovem de 18 anos disse que exerce uma posição de liderança na facção criminosa Comando Vermelho (CV), e alegou ser o "12º do Ceará em importância dentro da facção". 

O suspeito possuía duas passagens por posse ilegal de arma de fogo. Ele ainda declarou que forneceu drogas a Alisson para ele criar "coragem" para realizar o crime.

Tornozeleira eletrônica auxiliou prisão 

A prisão dos suspeitos foi realizada também no bairro Itaperi. Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram ao local do crime, na Rua Acapulco e receberam informações de que o atirador usava uma tornozeleira eletrônica.  

O DHPP solicitou à Coordenadoria de Monitoração Eletrônica de Pessoas (COMEP), da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), informações sobre a presença de monitorados na região, e o cruzamento de dados apontou para Alisson. 

A dupla, apontada como o executor e o que teria auxiliado na fuga, foi localizada no mesmo bairro. Ainda durante a ação, uma arma de fogo utilizada no homicídio foi apreendida em posse dos suspeitos. Diante dos fatos, ambos foram conduzidos ao DHPP. Na delegacia, eles foram autuados em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e homicídio. A PCCE segue com as investigações com o objetivo de identificar a motivação do crime

A tornozeleira eletrônica, usada por Alisson em decorrência de uma ação criminal de organização criminosa, o colocou na região onde o crime foi cometido. A morte ocorreu por volta das 12h46, e o monitoramento identificou a localização do suspeito em um raio de 50 metros da cena

De posse das informações, os policiais foram à residência de Alisson, na comunidade Jana Barroso, no Itaperi, e quem atendeu foi João Davi, que entregou um revólver calibre .38 e gritou "perdeu, perdeu", possivelmente para alertar o comparsa. 

Alisson tentou fugir pelo telhado da casa, pulando sobre telhas, mas caiu no chão, teve ferimentos na região da perna e foi capturado. Diferentemente de João, ele negou ter participado do crime e ter envolvimento com facção criminosa, e afirmou ter visto quem matou Erasmo ao sair para comprar droga.

Na residência do suspeito, foram encontradas uma calça jeans e uma blusa branca que havia sido lavada recentemente. As vestimentas são compatíveis com as usadas no crime, de acordo com câmeras de segurança. 




(Diário do Nordeste)

Vereadora de Ubajara faz gesto obsceno durante sessão e vídeo viraliza nas redes sociais

Vereadora de Ubajara faz gesto obsceno durante sessão e vídeo viraliza nas redes sociais
Foto: Reprodução
 



A vereadora Susenilda Costa, do município de Ubajara, no interior do Ceará, passou a repercutir nas redes sociais após a divulgação de um vídeo gravado durante uma sessão na Câmara Municipal. Nas imagens, a parlamentar aparece participando da reunião legislativa quando realiza um gesto considerado obsceno, o que gerou forte repercussão pública.

O registro circulou rapidamente em diferentes plataformas digitais, ampliando o alcance do episódio para além do ambiente político local. A gravação mostra o momento em que a vereadora interage durante a sessão e, em seguida, faz o gesto que motivou críticas e debates nas redes sociais.

A divulgação do vídeo provocou reações imediatas entre internautas e moradores da região. O episódio passou a ser amplamente compartilhado e comentado, dividindo opiniões sobre a conduta da parlamentar durante uma atividade oficial do Legislativo municipal.

Parte dos usuários criticou a atitude, argumentando que o comportamento não seria compatível com o cargo público ocupado e com a função institucional exercida dentro da Câmara Municipal. Para esse grupo, a postura da vereadora deveria seguir padrões mais formais durante as sessões legislativas.

Por outro lado, também houve quem relativizasse o episódio, afirmando que o gesto não teria maior relevância ou impacto político, tratando o caso como uma situação pontual sem gravidade. Essa divergência contribuiu para ampliar ainda mais a repercussão do vídeo nas redes sociais.

Câmara de Ubajara ainda não se pronunciou oficialmente

Até o momento da publicação desta reportagem, não há posicionamento oficial da vereadora Susenilda Costa sobre o caso. Também não houve manifestação pública da Câmara Municipal de Ubajara a respeito do episódio registrado em vídeo.

A ausência de uma nota oficial mantém o caso em aberto no cenário político local, enquanto o conteúdo continua sendo amplamente compartilhado nas redes sociais e comentado por usuários.

O episódio ocorre em meio a um contexto em que registros de sessões legislativas ganham cada vez mais visibilidade nas redes digitais, ampliando o impacto de ações realizadas dentro de ambientes institucionais.

A repercussão segue em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas caso haja pronunciamento da parlamentar ou da Câmara Municipal sobre o ocorrido.


(GC+)

Cadeirante é baleado na cabeça e no pescoço durante ataque a tiros no Crato, no Ceará

Cadeirante é baleado na cabeça e no pescoço durante ataque a tiros no Crato, no Ceará
Foto: Reprodução
 





Um homem tentou matar um cadeirante a tiros na manhã da última segunda-feira (20), no município do Crato, na região do Cariri, interior do Ceará. O crime, que gerou forte repercussão entre moradores da cidade, foi registrado por uma câmera de segurança instalada nas proximidades do local da ocorrência.

A vítima, cuja identidade ainda não havia sido oficialmente divulgada até a última atualização desta reportagem, foi atingida por disparos na cabeça e no pescoço. Mesmo ferido em estado grave, o homem recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado para uma unidade hospitalar da região. As imagens de segurança devem auxiliar o trabalho das autoridades na identificação do suspeito.

Suspeito fugiu após atirar e abandonou motocicleta

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), equipes da Polícia Militar do Ceará foram acionadas para atender a ocorrência no bairro Vila São Bento, onde o crime aconteceu.

Após os disparos, o suspeito fugiu rapidamente do local. Durante diligências realizadas na região, os policiais encontraram a motocicleta utilizada na ação criminosa. O veículo apresentava queixa de roubo e foi apreendido para perícia.

A localização da moto pode representar um passo importante para o avanço das investigações, já que materiais recolhidos no veículo poderão ajudar a identificar o autor da tentativa de homicídio. Moradores relataram momentos de medo e tensão logo após o ataque.

Polícia Civil investiga motivação do crime no Crato

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil do Crato, que agora busca esclarecer quem cometeu o crime e qual teria sido a motivação do atentado. Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões relacionadas ao caso. Também não foi confirmado se vítima e suspeito já se conheciam ou se havia algum desentendimento anterior entre eles.

A polícia deve analisar imagens de câmeras de segurança da área, ouvir testemunhas e reunir provas técnicas para localizar o responsável pelo ataque.Casos como este reacendem o debate sobre segurança pública no interior do Ceará e a necessidade de respostas rápidas das forças policiais diante de crimes violentos.

A população pode colaborar com as investigações repassando informações de forma anônima por meio dos canais oficiais da Secretaria da Segurança Pública. O sigilo é garantido. Enquanto familiares e amigos aguardam notícias sobre o estado de saúde da vítima, a cidade do Crato acompanha com apreensão mais um episódio de violência que chocou a região do Cariri.




(GC+)

Tronco humano encontrado na Barra do Ceará




O homem encontrado morto na Praia da Barra do Ceará, em Fortaleza, no último dia 10 de abril, teria sido sequestrado e assassinado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). O POVO apurou que a vítima, identificada como Marcos Rian Pereira Marques de Araújo, teria sido morta após ser acusada de furtar uma oficina.

Como o O POVO mostrou à época do achado, apenas o tronco da vítima foi localizado. Marcos Rian foi decapitado e ainda teve os braços e as pernas desmembrados pelos criminosos. Além disso, a vítima teve o coração arrancado.

O reconhecimento só foi possível porque Marcos Rian tinha tatuagens em seu tórax. O corpo foi encontrado nas proximidades do espigão da Vila do Mar, havendo a possibilidade de que o esquartejamento tenha ocorrido em outro local e que os criminosos tenham, posteriormente, jogado os restos mortais no mar.

Na última terça-feira, 14, foi registrado um Boletim de Ocorrência (B.O.) relatando o desaparecimento de Marcos Rian. Conforme o documento, ele saiu de casa no dia 9 de abril com uma mochila, afirmando que iria fazer “uns corres”, sem detalhar o destino, porém.

A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) apurou que, após a vítima sair de casa, três homens foram até a residência e retiraram objetos que estavam debaixo de uma cama. Esse material, supostamente, teria sido furtado por Marcos Rian de uma oficina.

A principal linha de investigação é de que a vítima tenha sido submetida ao chamado “tribunal do crime” do CV, que proíbe furtos e roubos nos territórios onde age. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito do crime havia sido preso.

Em nota, a PC-CE informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue com as investigações. “Mais informações serão repassadas em momento oportuno, para não comprometer os trabalhos policiais”, afirmou a corporação. 


(O Povo)

Arquidiocese rebate pôster de Guns N' Roses para divulgar show em Fortaleza: 'Desrespeito'

 




Desde o início de sua recente turnê pelo Brasil, a banda estadunidense Guns N' Roses divulga pôsteres em homenagem às cidades onde se apresenta no País. O mais recente, publicado no sábado (18), mostra as silhuetas dos integrantes da banda no topo da Catedral Metropolitana — um dos principais ícones e cartões-postais de Fortaleza.

Embora tenha agradado os fãs do grupo de hard rock, a arte causou desconforto nos bastidores da Arquidiocese, que administra a catedral.

No centro da peça, segundo a instituição, está "a imagem da Catedral Metropolitana de Fortaleza sendo abraçada por um monstro apocalíptico e vários mini-demônios orbitando o templo. [...] Uso indevido. Imagem grotesca. Bem típico da plástica desse tipo de banda". O texto é assinado pelo padre responsável pelo setor de comunicação, Vanderlúcio Souza.

Em "resposta" à ilustração do Guns, o pároco recorreu à inteligência artificial e criou uma imagem de Jesus abraçando o vocalista do grupo, Axl Rose. "Acredito que o Axl precisa do abraço de Jesus, que traz as marcas das Chagas gloriosas", justificou.

Para Vanderlúcio, o artista é "um homem marcado por uma história conturbada" e contrário "à figura de autoridade". "Fica a impressão de que, na realidade, é o próprio Axl quem foi esmagado pelo monstro vermelho do cartaz", afirmou o pároco.

'Desrespeito'

De acordo com Vanderlúcio, a ideia inicial era publicar uma nota de repúdio em nome da Arquidiocese contra o pôster. "Era o que me parecia mais oportuno. [...] Pensei, inclusive, em criar uma imagem de um ser angélico destruindo o monstro vermelho", compartilhou.

No entanto, um amigo do padre recomendou outra alternativa. "Não posso esquecer que, antes de ser assessor, sou católico, sacerdote, consagrado em um carisma. Por isso, retomei a memória de quantas vezes fiz gestão de crise a partir do princípio de que não se combate o mal com o mal, mas se vence o mal com o bem", alegou.

Por fim, no texto, ele disse que mesmo quem desrespeita católicos "permanece digno do abraço do nosso Senhor", mas ressaltou "a importância de que os símbolos e imagens cristãs sejam tratados com o devido respeito, sem manipulações que deturpem seu sentido original".

Show em Fortaleza

Depois de 12 anos, a banda Guns N' Roses retornou a Fortaleza no último sábado (18). O show levou mais de 50 mil pessoas à Arena Castelão.

No Brasil, a turnê teve início no dia 1º de abril, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e será encerrada nesta sexta-feira (25), em Belém, no Pará.



(Diário do Nordeste)

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