A participação de Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), em São Paulo, foi marcada por declarações que relacionaram o cenário político brasileiro a uma “guerra espiritual”. Durante discurso no evento evangélico, o senador afirmou que o país vive uma disputa entre o bem e o mal e declarou que “o mal vai ser expulso do governo do Brasil”.
A fala ocorreu diante de milhares de participantes que acompanharam a edição de 2026 da Marcha para Jesus, considerada uma das maiores manifestações cristãs do país. O encontro reuniu lideranças religiosas, autoridades públicas e representantes de diferentes correntes políticas ao longo da programação realizada na capital paulista.
Ao discursar, Flávio Bolsonaro incentivou os participantes a intensificarem as orações pelo país.
“Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil esse ano”, afirmou.
Pouco antes da declaração, o senador procurou afastar o caráter eleitoral de sua participação no evento.
“Não estou aqui como candidato, estou aqui como cristão”, disse aos presentes.
A presença de Flávio Bolsonaro chamou atenção por ocorrer em um momento de aproximação entre lideranças políticas e o eleitorado evangélico, segmento que tem relevância crescente no debate público e nas disputas eleitorais nacionais.
Flávio Bolsonaro diz que Brasil enfrenta uma “guerra espiritual”
Durante entrevistas e manifestações ao longo do evento, Flávio Bolsonaro voltou a utilizar a expressão “guerra espiritual” para comentar o cenário nacional. O senador também mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que gostaria que o pai estivesse presente na celebração.
O discurso reforçou uma estratégia frequentemente utilizada por lideranças conservadoras, que associam temas religiosos a discussões políticas e sociais. As declarações repercutiram entre participantes da Marcha para Jesus e ganharam destaque nas redes sociais ao longo do dia.
A Marcha para Jesus costuma reunir autoridades de diferentes esferas de governo, além de lideranças religiosas de diversas denominações evangélicas. Por isso, o evento também se tornou um espaço de grande visibilidade pública para agentes políticos.
Marcha para Jesus reúne autoridades de diferentes correntes políticas
Além de Flávio Bolsonaro, a edição deste ano contou com a presença de representantes ligados a diferentes campos políticos.
Entre eles estava o advogado-geral da União, Jorge Messias, que participou do evento representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, a orientação recebida foi comparecer à celebração com foco na fé e na devoção religiosa.
Messias afirmou que a Marcha para Jesus deve ser entendida como um espaço de louvor, oração e manifestação pública da fé cristã. O representante do governo federal também destacou o caráter institucional de sua participação.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, também marcaram presença na programação.
As autoridades participaram de diferentes momentos do evento, incluindo o percurso realizado em trio elétrico por importantes vias da cidade.
Evento evangélico ganha relevância no cenário pré-eleitoral de 2026
Criada na década de 1990, a Marcha para Jesus tornou-se uma das maiores manifestações religiosas do Brasil. O evento é realizado anualmente em diversas cidades brasileiras e também em outros países, reunindo fiéis de diferentes igrejas evangélicas.
Na capital paulista, considerada a principal edição da mobilização, milhares de participantes percorrem ruas da cidade até o local das apresentações musicais, pregações e momentos de oração.
Organizada pelo apóstolo Estevam Hernandes, a Marcha para Jesus consolidou-se como um dos eventos religiosos de maior alcance no país, atraindo anualmente autoridades, lideranças religiosas e caravanas de diversas regiões.
A edição de 2026 ocorreu em meio às movimentações que antecedem a eleição presidencial do próximo ano. Nesse contexto, a presença de representantes de diferentes governos e grupos políticos ampliou a visibilidade do evento e reforçou sua importância no cenário público nacional.
(GC+)







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