Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República, mas os dois candidatos permanecem em empate técnico a quatro dias do segundo turno, marcado para domingo (25). Pesquisa do instituto Ideia encomendada pelo Canal Meio e divulgada nesta quarta-feira (21) aponta 48% das intenções de voto para o senador e 46% para o atual presidente.
A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, de 2,5 pontos para mais ou para menos. O resultado, portanto, não permite afirmar que um dos candidatos tenha vantagem estatisticamente consolidada sobre o outro.
Quando são considerados apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio registra 51,1%, enquanto Lula tem 48,9%. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre 15 e 19 de outubro. O nível de confiança informado é de 95%.
Veja os números da pesquisa Meio/Ideia
Na pergunta estimulada, que considera o conjunto dos entrevistados, os resultados foram:
- Flávio Bolsonaro (PL): 48%;
- Lula (PT): 46%;
- Branco ou nulo: 3,4%;
- Não sabe: 2,6%.
No cenário de votos válidos, a distribuição é a seguinte:
- Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%;
- Lula (PT): 48,9%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08251/2026.
Os percentuais de votos válidos são calculados sem considerar os eleitores que declaram voto branco ou nulo e aqueles que ainda não decidiram. Essa forma de apresentação permite observar a proporção atribuída a cada candidato entre os votos direcionados aos concorrentes.
Levantamento anterior mostrava cenário diferente
Na rodada anterior do Meio/Ideia para o segundo turno, realizada entre 25 e 28 de setembro, Lula tinha 48,5% das intenções de voto, enquanto Flávio registrava 48%.
Na comparação apresentada entre os levantamentos, o presidente perdeu 2,5 pontos percentuais, enquanto o senador permaneceu estável. Os dados indicam uma mudança na posição numérica dos candidatos, embora o resultado mais recente ainda esteja dentro da margem de erro.
Outras pesquisas divulgadas na segunda-feira (19) também colocaram Flávio numericamente à frente de Lula nos votos válidos. As diferenças apontadas nesses levantamentos variavam de 0,6 a quatro pontos percentuais.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53,8 milhões, ou 45,16%.
Maioria dos eleitores afirma que já decidiu o voto
O levantamento também investigou a possibilidade de mudanças na escolha dos eleitores até o domingo de votação. A maior parte dos entrevistados declarou já ter definido o candidato: 83,7% afirmaram que a decisão está tomada, enquanto 16,3% disseram que ainda podem mudar de voto.
Entre os eleitores que admitem rever a escolha, 39,3% não sabem o que poderia fazê-los mudar de opinião. Outros 16% afirmaram que poderiam reconsiderar o voto caso descobrissem uma proposta do candidato que prejudicasse a si próprios ou a suas famílias. A mesma proporção, 16%, apontou o desempenho dos candidatos nos debates como fator decisivo.
O primeiro debate do segundo turno foi realizado pela Band no domingo (18). O último confronto previsto será promovido pela TV Globo na sexta-feira (23), a partir das 21h20, após o Jornal Nacional.
Aprovação do governo Lula cai na pesquisa
A pesquisa também mediu a avaliação da gestão do presidente Lula. O índice de aprovação passou de 49% na rodada anterior para 46,4% no levantamento divulgado nesta quarta-feira. Já a desaprovação caiu de 49% para 48,2%.
Na avaliação geral do governo, 31,7% dos entrevistados classificaram a gestão como ótima ou boa, ante 35,3% na pesquisa anterior. Para 40,6%, o governo é ruim ou péssimo. Na rodada precedente, esse grupo correspondia a 41%.
Os números mostram uma redução na parcela que avalia positivamente a administração federal, enquanto a avaliação negativa apresentou uma variação menor no período.
Economia e segurança pública têm avaliação negativa
Quando a pergunta considera especificamente a economia, 30,2% dos entrevistados classificam a atuação do governo como ótima ou boa. Outros 22,9% consideram o desempenho regular, enquanto 41,8% avaliam a área como ruim ou péssima.
A avaliação negativa da economia é maior no Centro-Oeste, onde chega a 51,7%, e na classe A/B, com 52,8%. Entre os evangélicos, o percentual alcança 61,4%. No Nordeste, 39,5% aprovam e 24,9% reprovam, conforme os percentuais regionais apresentados no levantamento.
A segurança pública aparece como a área de pior avaliação entre os indicadores divulgados. Apenas 24,6% dos entrevistados classificam a atuação do governo como ótima ou boa, enquanto 45,8% a consideram ruim ou péssima.
A avaliação negativa da segurança chega a 59% entre integrantes da classe A/B, a 64,3% entre evangélicos e a 54,2% no Centro-Oeste. No Nordeste, a parcela que avalia negativamente a área é de 36,5%, acima dos 29,6% que a avaliam positivamente.
(GC+)