Criança de 7 anos morre no hospital IJF após ser baleada na Barra do Ceará, em Fortaleza. — Foto: Fabiane de Paula/SVM
Lucas Vitor de Lima,
conhecido como “Gago”, tinha como alvo o pai da criança. A menina de 7
anos caminhava pela rua com o pai quando Lucas chegou de motocicleta e
começou a atirar neles, fugindo logo em seguida. Um dos tiros acertou a
criança.
De acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE), que apresentou
denúncia contra o réu, ele acreditava que o pai da vítima pertencia a
uma facção criminosa rival.
A menina chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto
Atendimento do Pirambu. Devido à gravidade, ela foi transferida para o
Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), mas não resistiu aos
ferimentos e faleceu na madrugada seguinte.
Lucas foi condenado a 44 anos, quatro meses e cinco dias de prisão pelo
homicídio da criança e pela tentativa de homicídio contra o pai dela,
após sentença do Tribunal da 6ª Vara do Júri de Fortaleza. Ele também foi condenado por integrar organização criminosa armada.
De acordo com o MPCE, o caso integra o Programa Tempo de Justiça, que
busca dar celeridade aos processos do júri por meio de uma parceria com o
Tribunal de Justiça, a Defensoria Pública e o Governo do Ceará.
A impressão de muitos cearenses de que choveu menos em março deste ano se confirmou. Em 2026, o mês foi o menos chuvoso desde 2019 no Ceará.
Historicamente, março é o período de maior volume de precipitações dentro da quadra chuvosa, que vai de fevereiro a maio. Mas, neste ano, o acumulado ficou abaixo do esperado: a média histórica é de 206,5 milímetros (mm), mas, até a manhã desta terça-feira (31), foram registrados apenas 180,7 mm.
O cenário foi diferente de fevereiro, quando o acumulado de chuvas ficou acima da média.
Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme)
e foram coletados na manhã desta terça-feira, portanto, ainda podem ter
alguma alteração, conforme a atualização do sistema do órgão, que
recebe informações dos municípios. Eles indicam que, em termos
proporcionais, o acumulado em março foi 12,5% inferior ao esperado.
Nos últimos anos, março vinha registrando bons volumes. Entre 2019 e 2024, o mês teve, na maioria das vezes, chuvas acima do esperado no Estado.
Em 2025, o índice já havia ficado levemente abaixo, mas a diferença
foi pequena. Em 2026, a queda foi mais acentuada, marcando o pior
resultado para o mês desde 2019.
Em fevereiro, as chuvas acima do esperado, segundo a Funceme, foram
ocasionadas, principalmente, pela atuação de vórtices ciclônicos de
altos níveis ao longo do mês. Mas, apesar desse cenário positivo para
quem aguardava chuva, houve irregularidade espacial e temporal na
distribuição das precipitações, o que é comum em territórios do
semiárido.
Enquanto para março a média histórica de precipitações (tomados como
referência os dados de 1981 a 2010) é de 206,5 milímetros, nos demais
meses, os acumulados esperados são menores: 121,3 mm em fevereiro, 190,7
mm em abril e 90,7 mm em maio.
Histórico de chuvas em março no Ceará
Acumulado esperado para março: 206.5
2019: registrado 234 mm (13,3% acima do esperado);
2020: registrado 275,1 mm (33,2% acima do esperado);
2021: registrado 206,5 mm (9% abaixo do esperado);
2022: registrado 265,4 mm (28,5% acima do esperado);
2023: registrado 300,6 mm (45,6% acima do esperado);
2024: registrado 233,2 mm (12,9% acima do esperado);
2025: registrado 206 mm (0,3% abaixo do esperado);
2026: registrado 180,7 mm (12,5% abaixo do esperado).
Segundo a gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, o principal sistema que influencia chuvas em março, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT),
não se posicionou sobre o Ceará em 2026. Ao longo do mês, ela
permaneceu mais sobre o oceano, aproximando-se do litoral em alguns
momentos, mas sem avançar pelo Estado.
Foto:Davi Rocha/Arquivo DN.
Onde mais choveu?
Se considerado o balanço dos dois primeiros meses da quadra chuvosa,
as cidades de Baixio e Penaforte, ambas no Cariri, tiveram os maiores
desvios positivos, com, respectivamente, acumulados de 108,6% e 90,9%
acima do esperado.
Cidades como Ipaporanga, Ararendá, Ipaumirim e Assaré tiveram 70% ou
mais 70% de desvio positivo, o que resultou em bons acumulados de
chuvas.
Na outra ponta, Jardim, Porteiras, Jati e Jucás, todas no Cariri,
foram as cidades que tiveram desvio negativo no acumulado de chuvas no
decorrer de fevereiro e março.
Em Fortaleza, o cenário também foi de redução. A
Capital registrou 249,9 mm de chuva, abaixo do esperado de 337 mm. O
resultado interrompe uma sequência de marços chuvosos na Capital, já que
desde 2019 os volumes registrados eram acima do esperado.
Histórico de chuvas em março em Fortaleza
Acumulado esperado para março: 337 mm
2018: registrado 228,8 mm (32,1% abaixo do esperado);
2019: registrado 519,8 mm (54,2% acima do esperado);
2020: registrado 401,3 mm (19,1% acima do esperado);
2021: registrado 451,8 mm (34.1% acima do esperado);
2022: registrado 638,4 mm (89,4% acima do esperado);
2023: registrado 391,2 mm (16,1% acima do esperado);
2024: registrado 507,5 mm (50,6% acima do esperado);
2025: registrado 429,8 mm (27,5% acima do esperado);
2026: registrado 249,9 mm (25,9% abaixo do esperado).
Balanço dos açudes
Em relação aos açudes, dos 144 monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), 11 estão sangrando e outros 11 apresentam volume acima de 90% até esta terça-feira (31). Na outra ponta da lista, 32 reservatórios estão com menos de 30% da capacidade.
No total, o volume acumulado dos 144 açudes é de 43,73%. No início de
março, esse índice era de 39,32%, enquanto antes do começo da quadra
chuvosa estava em 38,30%.
Entre os quatro maiores açudes do Estado, o Castanhão registra 24,48%
da capacidade; o Orós, 84,15%; o Banabuiú, 28,56%; e o Araras, 68,61%
Lula e Alckmin em cerimônia — Foto: Ricardo Stuckert/PR
Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam
deixar as funções até 4 de abril para disputar o pleito. Ou seja,
precisam ser exonerados e sair do governo. A exceção são os cargos de
presidente e vice-presidente.
É
o caso do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, que chefia o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e se
despedirá do cargo de ministro para poder concorrer.
"O
companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que
deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra
vez", afirmou Lula.
Mudanças na Esplanada
Lula já afirmou que pretende minimizar ao máximo os impactos das trocas na Esplanada. Por isso, em muitos ministérios, a
tendência é que os secretários-executivos assumam os cargos, com a
missão de garantir a continuidade das políticas e ações já em andamento
em cada área.
Um exemplo é o Ministério da Fazenda, com a saída de Fernando Haddad,
que deve disputar o governo de São Paulo. Dario Durigan assumiu como
novo ministro da pasta. Ele ocupava o cargo de secretário-executivo
desde o início do governo.
Durigan, inclusive, já participou de evento público ao lado do
presidente, que o apresentou oficialmente como novo titular da Fazenda.
Mas
essa não é a regra. Alguns ministérios podem ser chefiados por outros
nomes que já são ligados ao governo mas não são secretários.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. De acordo com o texto, a extensão ocorrerá de forma gradual, passando dos atuais cinco dias para 10 dias em 2027; 15 dias em 2028; e 20 dias em 2029.
“São 38 anos de espera pra regulamentar a licença-paternidade e
ampliar essa licença, que hoje tem cinco dias, depois vai para 10, 15 e
20 dias. Essa foi uma conquista conjunta da sociedade civil com o
Parlamento e com a nossa participação”, destacou a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
“A mulher já conquistou o mercado de trabalho fora, mas o homem ainda
não conquistou a cozinha. Essa lei vai ensinar os homens a dar banho em
criança, a acordar de noite para cuidar da criança quando chora. Ele
vai ter que aprender a trocar fralda”, disse Lula. “É uma lei que eu
sanciono com muito prazer”, completou.
Entenda
O projeto de lei foi aprovado no Senado no último dia 4.
O tema, entretanto, era debatido no Congresso Nacional há 19 anos,
depois de ser apresentado pela ex-senadora Patrícia Saboya, em 2007, e
relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA).
Entre os argumentos para aprovação do texto está a possibilidade de
maior participação dos pais nos cuidados com os filhos recém-nascidos ou
adotados.
Quando foi aprovado na Câmara dos Deputados,
em novembro do ano passado, o relator Pedro Campos (PSB-PE) afirmou que
nenhum direito é mais fundamental do que o de nascer cercado de
cuidado. O deputado lembrou que o tema era alvo de debates desde a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988.
A Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) demitiu o
servidor público Leonardo Nascimento Chaves, professor acusado de
ordenar o assassinato da própria esposa. Kaianne Bezerra Lima Chaves, de
35 anos, foi assassinada dentro de casa, em Aquiraz, Região
Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A determinação sobre a demissão de Leonardo foi publicada no Diário
Oficial do Estado (DOE) e assinada pela titular da Seduc, Eliana Nunes
Estrela. Consta na publicação que a Pasta acatou integralmente relatório apresentado pela 2ª Comissão Processante da Procuradoria Geral do Estado.
Leonardo ocupava o cargo de professor, integrante do Grupo
Ocupacional Magistério, e perdeu a condição de servidor público devido à
acusação do homicídio. A defesa dele não foi localizada pela
reportagem.
"A assistência à acusação, representada pelos advogados Fernanda
Cavalcante e Jader Aldrin, recebe com serenidade e senso de justiça a
exoneração de Leonardo Nascimento Chaves, medida alinhada à gravidade
dos fatos e à decisão judicial que o pronunciou como mandante do
feminicídio de Kaianne Bezerra. Para a família, o ato representa um
sinal de responsabilidade institucional diante de um crime de grande
repercussão. O caso avança para sua fase decisiva", disseram os
advogados, com expectativa de que "o plenário ocorra com a seriedade
necessária e que a Justiça seja alcançada".
Além de Leonardo, o Tribunal do Júri também deve decidir se condena ou absolve
o réu Adriano Andrade Ribeiro, apontado como executor direto do crime e
responsável pela ação dentro da residência da própria vítima, a mando
do professor. Ambos seguem presos.
CRIME 'FRIAMENTE PREMEDITADO
Conforme o Ministério Público do Ceará (MPCE), Kaianne foi vítima de um crime 'friamente premeditado', pelo próprio esposo dela.
Um terceiro homem foi acusado por envolvimento no crime, mas restou
impronunciado por a Justiça entender "ausência de indícios suficientes
de autoria".
Com previsão de subvenção ao diesel importado
da ordem de R$ 1,20, sendo R$ 0,60 do governo federal e R$ 0,60 dos
governos estaduais, o Sindicato dos Postos do Ceará (Sindipostos-CE)
prevê uma redução correspondente nas bombas de combustível.
De acordo com o assessor econômico dos Sindipostos, Antônio José Costa,
“a tendência, como posto é um repassador de custo, é cair exatamente no
mesmo valor. O impacto é nesse sentido”. Ele acrescenta que “quanto
menor o preço melhor para o consumidor e o posto sai ganhando porque o
produto fica mais barato e facilita as negociações”.
Em meio à alta no diesel, devido à guerra no Oriente Médio, o governo federal deve publicar nesta terça-feira, 31, a medida provisória com as ações econômicas previstas para lidar com o problema.
Na semana passada ocorreu a Reunião Ordinária do Comsefaz, Comitê
Nacional de Secretários de Fazenda, em São Paulo, com representantes do
Ministério da Fazenda.
A
ideia era sair uma decisão dali, mas, alguns secretários preferiram
levar os esclarecimentos aos governadores antes de bater o martelo. Foi o
que explicou, na ocasião, o presidente do Comsefaz, Flávio César de Oliveira, que é secretário de Fazenda do Mato Grosso do Sul.
"Alguns estados tiveram necessidade de melhor esclarecimento de alguns pontos,
que foram todos eles dirimidos no dia de hoje (sexta-feira passada). E
agora, com muito mais clareza, eu tenho certeza que vai ajudar muito aos
estados que ainda não tomaram a decisão, para que os secretários de
fazenda sentem à mesa com seus governadores e possa, definitivamente,
aí, ser tomada uma decisão."
Também após o encontro, o Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou a proposta da União aos estados.
"Que nós pudéssemos aí contar com o apoio dos estados com uma subvenção de R$ 1,20.
Por um período de dois meses, os estados arcariam com metade e a União
com metade. Então a União faria jus a uma subvenção de R$ 0,92 — os R$
0,32 que já foram concedidos mais os R$ 0,60 — e os outros R$ 0,60 para
os estados. De nenhuma forma foi qualquer tipo de imposição, uma medida
de parceria para apoiar a população de cada estado, os produtores rurais
de cada estado, os caminhoneiros de cada estado", detalhou.
Alguns
estados criaram menos resistência à proposta do Ministério da Fazenda, e
outros pediram para avaliar até a última segunda-feira, 30, já que
acatar significa perder arrecadação. O secretário Rogério Ceron, explicou que o governo federal deve publicar a MP, com ou sem o apoio de todos os estados.
Vale lembrar que o Ceará foi um dos autores da proposta atual para
enfrentar a alta do diesel e, portanto, deve aderir a proposta.
Para o consultor na área de petróleo e energia, Bruno Iughetti,
a medida, contudo, é “pífia” na busca da regulação dos preços do
combustível dada a instabilidade do cenário internacional e a própria
configuração do mercado de diesel no País. “Ela não resolve o problema,
uma vez que o diesel importado corresponde a 20% do total da demanda de
diesel do país. Então, até o nível de abrangência seria menor, seria
pequeno”, aponta
“Eu acredito que deve-se
encontrar outros meios para que os preços sigam o encaminhamento de
acordo com a prática da formação de preço do mercado interno que seria
através da valoração do produto a nível de refinaria. Deveria se tanger a
uma política de preços a nível de refinarias e não
como está se pretendendo”, avalia, acrescentando que “essa ação geraria
benefício se nós tivéssemos 100% do diesel importado, que não é o caso.
Isso de certa maneira onera o caixa público dos estados e, na minha
opinião, não resolve o problema”.
Pensando mais em longo prazo, Iughetti defende a necessidade de ampliação do refino.
“Precisaria que o governo decidisse sobre o aumento da capacidade de
refino porque praticamente a última refinaria que foi construída aqui é a
de Pernambuco e, assim mesmo, com uma série de limitações. Haveria
necessidade de ampliar o parque de refino. Com isso, nós não
precisaríamos importar nada do Exterior porque a produção do diesel
seria autossuficiente aqui no Brasil”, enfatiza.
A Operação Semana Santa 2026 da
Polícia Rodoviária Federal (PRF) começa nesta quinta-feira (2) e segue
até o domingo (5), nas rodovias federais que cortam o Ceará. A
iniciativa busca reduzir acidentes durante o feriado, período em que há
aumento no fluxo de veículos, principalmente nas saídas de Fortaleza em
direção ao interior. A atuação será concentrada em trechos considerados
críticos, com reforço na fiscalização e orientação aos motoristas.
Foto: Reprodução
O
esquema especial da PRF abrange, principalmente, as BRs 116, 222 e 020,
que ligam a capital a regiões como Cariri, Sertão Central, Vale do
Jaguaribe, Serra da Ibiapaba e Inhamuns. Além do policiamento ostensivo,
equipes também vão atuar na organização do trânsito e na prevenção de
infrações.
Durante os dias de
operação, a PRF intensifica abordagens para coibir condutas de risco.
Entre as principais infrações fiscalizadas estão excesso de velocidade,
ultrapassagens irregulares, uso de celular ao volante e direção sob
efeito de álcool.
Operação Semana Santa da PRF intensifica fiscalização nas rodovias
Além
da repressão a irregularidades, a Operação Semana Santa 2026 da PRF
também inclui ações educativas. Os agentes vão orientar motoristas sobre
a importância da revisão dos veículos, da regularidade da documentação e
do planejamento da viagem.
Outro
foco é o uso correto de equipamentos de segurança, como cinto de
segurança e dispositivos de retenção para crianças. A intenção é reduzir
comportamentos que aumentam o risco de acidentes e estimular uma
condução mais segura nas estradas.
No
domingo de Páscoa (5), será implantado um esquema especial de tráfego
na BR-116. Entre 12h e 18h, o trecho entre o km 70 e o km 53 funcionará
em mão única no sentido interior–Fortaleza, para facilitar o retorno à
capital.
Motoristas que
precisarem seguir no sentido oposto devem evitar a área e buscar rotas
alternativas, como as rodovias estaduais CE-040 e CE-060. A medida leva
em conta o histórico de congestionamentos no local, que possui trechos
de pista simples.
A partir desta terça-feira (31), os preços dos medicamentos no Brasil podem subir em até 3,81%, teto máximo do reajuste autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que define os limites de preços no País.
Há três níveis distintos de aumento, que variam conforme as
categorias de cada produto definidas pela CMED. O valor de 3,81% se
refere ao nível 1, para medicamentos com maior concorrência.
A média da alta entre os três níveis é de 2,47%, a menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses.
Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o aumento nos preços não é automático, uma vez que fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores aos estabelecidos pela CMED ou até manter os preços.
As porcentagens máximas dos reajustes para os três níveis estabelecidos são as seguintes:
Nível 1: reajuste de até 3,81% - inclui medicamentos de alta concorrência, como para hipertensão e colesterol;
Nível 2: reajuste de até 2,47% - inclui medicamentos com poucas opções de marcas, como para tratamento de diabetes e alguns antidepressivos;
Nível 3: reajuste de até 1,13% - inclui medicamentos mais complexos e com pouca concorrência, como insulinas de ação prolongada
O reajuste dos preços dos medicamentos no País foi publicado em resolução do Governo Federal no Diário Oficial da União.
Homem é preso após matar mulher e ferir criança com faca no Bairro Messejana, em Fortaleza, na tarde desta terça-feira (31). — Foto: Reprodução
Uma mulher foi morta a facadas por um homem no cruzamento da Rua Doutor
Joaquim Bento com a Rua Diogo Feijó, no Bairro Messejana, em Fortaleza, na tarde desta segunda-feira (30). Uma criança também foi ferida na ação. O suspeito foi preso.
Segundo testemunhas, a mulher estava passando em frente a uma padaria
na companhia da criança quando as duas foram atacadas por um homem que
transitava pela região.
A adulta, que não teve a identidade informada, não resistiu aos
ferimentos e morreu no local. A criança foi socorrida por uma ambulância
do Samu. Não há informações do estado de saúde dela.
Segundo a Secretaria da Segurança, a Polícia Militar foi acionada, fez
buscas pelo bairro e conseguiu prender o suspeito do crime, um homem de 40 anos, que não teve a identidade revelada. O facão usado no ataque às vítimas foi apreendido.
Após a prisão, o homem foi encaminhado para a 6ª Delegacia de Polícia Civil da capital, onde foi autuado em flagrante por homicídio doloso. O indivíduo já possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas.
Em meados do último mês de fevereiro, Diacisa Noronha, de 65 anos, e o
marido, de 70 anos, percorreram quase 300 km para acompanhar o filho
deles em uma perícia médica. A família saiu de Parambu,
onde mora, no Sertão de Inhamuns, até Juazeiro do Norte, no Cariri
cearense, em um carro fretado por R$ 800, pago com recursos próprios.
A peregrinação forçada vivida pela família da idosa não é um caso
isolado. Os moradores de Parambu que precisam passar pela perícia do
INSS são obrigados a viajar, em média, mais de 210 km para ter acesso ao
serviço. A cidade lidera o ranking cearense dos municípios com maiores
distâncias médias entre o local de residência e o de realização das
perícias médicas em 2025.
A análise foi realizada pelo Diário do Nordeste, a partir de dados do Ministério da Previdência Social obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Na solicitação, foram pedidos dados sobre perícias médicas contendo o
município de residência do requerente e a cidade onde a consulta foi
realizada, por ano, entre 2019 e 2025.
Esta é a segunda e última parte da reportagem que mostra como os
gargalos do INSS forçam beneficiários a percorrer longas distâncias para
a perícia médica, procedimento obrigatório para manter o benefício
ativo. Para quem depende exclusivamente dessa renda, como pessoas com
invalidez ou incapacidade permanente, o custo do deslocamento representa
mais um peso sobre uma renda já corroída.
Na primeira parte desta reportagem, você leu que quase metade dos segurados no Ceará precisa viajar 70 km para realizar a perícia, em um universo de 156,3 mil pessoas agendadas em municípios diferentes do de residência ou até em outros estados.
A seguir, você verá como algumas cidades cearenses concentram agendamentos a distâncias ainda maiores, com Parambu como o caso mais extremo do Estado.
Diacisa, citada anteriormente, conta que o filho, que hoje tem 33
anos, é acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) desde pequeno e recebe o benefício há quase três décadas.
Além do desgaste da distância e do custo financeiro com deslocamento e alimentação, ela lembra que, durante a viagem, tanto o filho quanto o marido passaram mal.
“Foi o sofrimento maior do mundo”, lembra. Esse caso
também não foi o único na família. Diacisa também elenca outro filho e
um genro que tiveram perícias marcadas, respectivamente, para Canindé, a
290 km de Parambu, e para Picos, no Piauí, a 159 km da cidade.