CBF anuncia amistosos do Brasil contra Japão e Singapura em novembro

 




A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou dois novos amistosos da seleção brasileira masculina para novembro. O Brasil enfrentará o Japão no dia 14 e Singapura no dia 17, em partidas que serão disputadas no Estádio Nacional de Singapura.

O confronto contra o Japão está marcado para as 7h15, pelo horário de Brasília. Três dias depois, em 17 de novembro, a seleção brasileira volta a campo às 7h para enfrentar a equipe anfitriã. Os dois jogos fazem parte do início do trabalho de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira e ampliam a programação da equipe para os próximos meses.

O primeiro dos dois amistosos será contra o Japão, em 14 de novembro. A partida terá início às 7h15, no horário de Brasília, no Estádio Nacional de Singapura. Na sequência, o Brasil enfrentará Singapura no dia 17 de novembro, às 7h. O duelo será realizado no mesmo estádio, que foi inaugurado em 2014 e tem capacidade para aproximadamente 55 mil torcedores.

O jogo contra Singapura será um confronto inédito entre as duas seleções. Já o duelo diante do Japão será mais uma oportunidade de reencontro entre equipes que se enfrentaram recentemente em uma Copa do Mundo. Na ocasião, Brasil e Japão disputaram a fase de 16 avos de final do Mundial, em Houston, nos Estados Unidos. A seleção brasileira venceu a partida por 2 a 1.


(gc+)

Vereador de Morada Nova é solto após operação contra facção que movimentou R$ 500 milhões


 


O vereador de Morada Nova, no interior do Ceará, José Weder Basílio Rabelo (PP) foi solto pela Justiça após ter sido preso em uma operação que investiga o braço financeiro de uma facção criminosa suspeita de movimentar R$ 500 milhões. A decisão foi tomada na segunda-feira (31), e a soltura ocorreu nesta terça-feira (1º).

Weder Basílio estava preso desde maio, quando foi alvo da operação. A investigação tem como foco uma estrutura financeira de uma organização criminosa com atuação no Ceará e em Minas Gerais. Na decisão que autorizou a liberdade, o juiz apontou que não foram identificados elementos que demonstrassem transações financeiras diretas entre contas vinculadas ao vereador e contas de pessoas apontadas como responsáveis pela operação financeira do núcleo investigado.

Com a decisão, o parlamentar poderá acompanhar o andamento do inquérito em liberdade, mas terá de cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. O pedido de liberdade foi apresentado pela defesa, representada pelo advogado Igor César Rodrigues.

Vereador de Morada Nova é solto pela Justiça

A decisão altera a situação cautelar de José Weder Basílio, que deixa a prisão e passa a responder ao andamento da investigação em liberdade. A determinação judicial não encerra o inquérito e também não representa uma decisão definitiva sobre as acusações investigadas. O vereador continuará submetido às medidas impostas pela Justiça durante o andamento do caso.

Um dos fundamentos considerados na decisão foi a ausência de elementos que demonstrassem, de forma direta, transações financeiras entre contas relacionadas ao vereador e contas das pessoas apontadas como responsáveis pela movimentação financeira do núcleo investigado.

Quais medidas cautelares foram impostas ao vereador

Para permanecer em liberdade, Weder Basílio terá de cumprir uma série de determinações judiciais. Entre as medidas está o monitoramento eletrônico pelo período de 180 dias. O vereador também está proibido de se ausentar do município.

A decisão ainda estabelece restrições relacionadas ao exercício de atividade de natureza econômica ou financeira e determina que o parlamentar não poderá deixar o Brasil. Para isso, deverá entregar o passaporte. Weder Basílio também não poderá manter contato com outros investigados na operação.

Outra obrigação é o comparecimento pessoal aos atos do inquérito e, caso seja instaurado processo, às demais convocações feitas pela Justiça. Nos finais de semana e feriados, o vereador deverá permanecer em recolhimento domiciliar.

Medidas determinadas pela Justiça

  1. monitoramento eletrônico por 180 dias;
  2. uso de tornozeleira eletrônica;
  3. proibição de se ausentar do município;
  4. proibição do exercício de atividade de natureza econômica ou financeira;
  5. proibição de sair do Brasil;
  6. entrega do passaporte;
  7. proibição de contato com outros investigados;
  8. comparecimento obrigatório aos atos do inquérito e de eventual processo;
  9. recolhimento domiciliar aos finais de semana e feriados.

As medidas foram estabelecidas como condições para que o vereador acompanhe o andamento da investigação fora da prisão.

Defesa afirma que prisão não deve atingir inocentes

Após a decisão, o advogado Igor César Rodrigues se manifestou sobre o caso e defendeu que o combate às organizações criminosas seja realizado de maneira proporcional. A defesa sustenta que a decisão sobre a liberdade não representa uma conclusão definitiva a respeito das acusações investigadas.

O advogado também destacou a necessidade de que as medidas adotadas durante investigações contra organizações criminosas sejam direcionadas aos envolvidos nos fatos apurados. Com a decisão judicial, Weder Basílio deixa a prisão, mas continua submetido às restrições determinadas enquanto o inquérito prossegue.

Operação Consorte investigou braço financeiro de facção

A prisão do vereador ocorreu durante a Operação Consorte, que teve como alvo o braço financeiro de uma organização criminosa com atuação no Ceará e em Minas Gerais. A ofensiva foi realizada em municípios cearenses e em Belo Horizonte. A operação mobilizou mais de uma centena de agentes para o cumprimento dos mandados judiciais.

A investigação buscou atingir a estrutura responsável pela movimentação financeira da organização criminosa. Segundo as informações relacionadas à operação, o grupo teria movimentado R$ 500 milhões. Weder Basílio foi preso em maio, posteriormente às prisões de outros vereadores de Morada Nova ocorridas em março.

Cinco vereadores de Morada Nova foram presos em março

Em março, a Operação Traditori, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE), levou à prisão de cinco vereadores de Morada Nova. A investigação tinha como foco uma organização criminosa suspeita de envolvimento no financiamento ilícito de campanhas eleitorais no município, localizado no Vale do Jaguaribe.

Entre os parlamentares presos estavam Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT), então presidente da Câmara de Morada Nova; Lucia Gleidevania Rabelo, conhecida como Gleide Rabelo (PT), secretária da mesa diretora; Claudio Roberto Chaves da Silva, o Cláudio Maroca (PT); José Regis Nascimento Rumão (PP); e José Gomes da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Dedé (PSB).

Com a prisão de Weder Basílio em maio, seis vereadores do município haviam sido presos em operações realizadas ao longo de 2026. Os casos estão relacionados a diferentes investigações, com apurações envolvendo organizações criminosas e movimentação de recursos.


(GC+)

Idoso morre após micro-ônibus com pacientes de Ibiapina colidir com caminhão em Caucaia

 



Um homem de 77 anos morreu após uma colisão entre um micro-ônibus da Prefeitura de Ibiapina e um caminhão na BR-222, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. O acidente aconteceu por volta das 4h55 desta quinta-feira (3), no bairro Primavera, no sentido Fortaleza.

O micro-ônibus transportava 10 pacientes de Ibiapina que seguiriam para Fortaleza para tratamento de saúde. A vítima foi identificada como Pedro Pinto de Oliveira, que era passageiro do veículo. A morte foi constatada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em avaliação preliminar, agentes que estavam no local apontam que o micro-ônibus tentou fazer uma ultrapassagem. O veículo bateu contra o lado esquerdo da traseira do caminhão. O passageiro atingido estava sentado na primeira cadeira do transporte da saúde. 

Em nota, a prefeitura de Ibiapina lamentou o acidente e manifestou o "mais profundo" pesar pelo falecimento do passageiro. "Mobilizamos imediatamente as equipes das Secretarias da Saúde e da Assistência Social para acolhimento necessário", diz texto publicado nas redes sociais da gestão municipal.

As equipes de socorro que atenderam à ocorrência identificaram o condutor do micro-ônibus como Lucas Bezerra de Azevedo. Já o caminhão era dirigido por Antonio Marcos da Silva, de 50 anos. 

Em nota, a prefeitura de Ibiapina lamentou o acidente e manifestou o "mais profundo" pesar pelo falecimento do passageiro. "Mobilizamos imediatamente as equipes das Secretarias da Saúde e da Assistência Social para acolhimento necessário", diz texto publicado nas redes sociais da gestão municipal.

Além do Samu, o Corpo de Bombeiros também participou do resgate, enquanto agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuaram no controle do tráfego e nos procedimentos iniciais de apuração.

Profissionais da segurança e da saúde atendem a ocorrência na BR-222.

Legenda: Profissionais da segurança e da saúde atendem a ocorrência na BR-222.

Foto: Reprodução.


Durante o atendimento, a BR-222 ficou parcialmente interditada. As circunstâncias da colisão ainda são investigadas pelas autoridades competentes.



(Diário do Nordeste)

Família de vítima de feminicídio pede ajuda para custear traslado do corpo para o Ceará


 



O corpo da cearense Marcila de Souza Carvalho, de 35 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro, em São Paulo, foi liberado pelo Instituto Medico Legal (IML) do Estado nesta quarta-feira (2).

Devido ao alto custo do traslado para o Ceará, a família dela está realizando uma campanha solidária para arrecadar doações e trazê-la de volta o quanto antes.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, Marina Rodrigues de Souza Carvalho, uma das irmãs de Marcila, informou que o valor estimado para a viagem de São Paulo até o município de Nova Russas, no Sertão de Crateús, é superior a R$ 13 mil.

Isso inclui os custos das passagens de ida e volta de Marina, que precisa ir pessoalmente para acompanhar o traslado. "Não temos nem metade para arcar com esse custo. Em cima da hora, não sei como vou fazer", disse.

'Qualquer ajuda é bem-vinda'

Marina explicou que já conseguiu o transporte do corpo de Fortaleza para Nova Russas. Porém, para que o traslado seja viabilizado junto com um velório rápido para a família, eles precisam pagar por um serviço privado.

Caso utilizassem o serviço gratuito da prefeitura, as regras impediriam que uma funerária particular fizesse a retirada e o transporte do corpo posteriormente.

Até o momento, os parentes da cearense arrecadaram R$ 8 mil para custear o traslado. Ainda falta as passagens de Mariana, que estão em torno de R$ 2 mil cada.

A irmã afirmou que, até o momento, não recebeu apoio de nenhuma organização beneficente ou de assistes sociais, apenas de amigos próximos e de outros parentes.

"Qualquer ajuda é bem-vinda. Temos que fazer isso o mais rápido possível. Minha mãe, uma senhora de 62 anos, está toda hora me perguntando quando Marcila vai voltar para casa. É angustiante, mas esperamos que isso tudo vá dar certo", finalizou Marina.

Como ajudar?

Todas as doações podem ser feitas para o Pix de Marina Rodrigues de Souza Carvalho, a irmã de Marcila. O número é (11) 98212-4938.

Relembre o caso

Marcila de Souza Carvalho foi encontrada morta na manhã de segunda-feira (31) na casa onde vivia no bairro Jardim São Martinho, na Zona Leste de São Paulo. 

O caso foi registrado como feminicídio pelo 50º DP do Itaim Paulista, conforme informado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) ao Diário do Nordeste.

Marcila teria sido assassinada a facadas na região do pescoço. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima já sem vida no local, com sinais aparentes de violência.

O principal suspeito do crime é o ex-namorado dela, Eric Draven Trajano Oliveira, de 25 anos. Ele é investigado pela Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) e não foi localizado até a publicação desta matéria.

À reportagem, uma das irmãs da vítima, Marina Rodrigues de Souza Carvalho, relatou que Marcila vivia há dez anos em São Paulo, desde que deixou o município cearense de Nova Russas, no Sertão do Crateús.

Até pouco tempo, trabalhava como atendente de caixa de um frigorífico, mas deixou o emprego para cuidar do filho de dois anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Ainda conforme a irmã, há dois meses, a cearense terminou o relacionamento com o suspeito do assassinato, que também é o pai da criança. Porém, ele continuou a buscar contato com a ex-namorada, chegando até a ameaçá-la.



(Diário do Nordeste)

Lula tenta se distanciar de caso Vorcaro/Moraes e focar agenda positiva

 




Com o avanço de propostas de interesse do governo no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta nas pautas positivas para se distanciar da crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação do relatório da Polícia Federal (PF) que aponta a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Desde que os diálogos vieram a público, o petista tem evitado declarações sobre o tema para reduzir desgastes. Ainda assim, entre terça-feira (1º/9) e quarta-feira (2/9), Lula manteve conversas, separadamente, com o presidente do STF, Edson Fachin, os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Como noticiou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, o chefe do Executivo tem se mostrado preocupado com o rompimento entre Andrei e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master. Lula teme o isolamento do diretor-geral da PF, que se distanciou do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.

Nas conversas individuais, Lula teria afirmado que não é de seu interesse alimentar a crise e que seu objetivo é ajudar a pacificar o ambiente.

Aliados defendem que o presidente mantenha distância do caso. Embora Lula não esteja envolvido no episódio, a avaliação é de que há tendência de associar Moraes ao governo, o que pode respingar na campanha de reeleição em andamento.

Diante desse cenário, o presidente indicou a aliados que manterá distância calculada do caso pelo maior tempo possível. Se for questionado, defenderá a pacificação, mas sem fazer defesa explícita do ministro.



(Metrópoles)


30% das escolas do Ceará têm internet inadequada; veja onde

 



A internet é hoje uma ferramenta essencial no ambiente escolar, seja para apoiar o aprendizado dos estudantes, ampliar o acesso a conteúdos educacionais ou auxiliar professores no planejamento das atividades em sala de aula.

Porém, no Ceará, 1.839 escolas, o equivalente a 30,8% das 5.977 unidades de ensino analisadas pelo Painel Escolas Conectadas, têm velocidade de internet considerada inadequada.

Segundo os dados do Painel, que monitora a Estratégia Nacional Escolas Conectadas (Enec), a maior parte das unidades com velocidade inadequada pertence às redes municipais de ensino.

São 1.291 escolas municipais, o equivalente a 70,2% do total. Na rede estadual, são 545 unidades, cerca de 29,6%. Já a rede federal possui três escolas nessa situação, correspondendo a aproximadamente 0,2%.

O que significa ter internet inadequada?

A classificação do Painel não significa necessariamente que a escola esteja sem acesso à internet. O indicador avalia a qualidade e a capacidade da conexão para utilização pedagógica.

A Estratégia Nacional Escolas Conectadas utiliza o Indicador Escolas Conectadas (Inec) para acompanhar as condições de conectividade das unidades. Entre os critérios estão a velocidade da conexão, a infraestrutura disponível e a cobertura da rede Wi-Fi.

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Assim, uma escola pode possuir internet, mas ainda ser classificada como inadequada quando a velocidade disponível não é suficiente para atender à demanda da unidade.

O indicador vai do Nível 0, o pior cenário, ao Nível 5, considerado o nível adequado de conectividade:

  • Nível 0: corresponde a escolas sem conexão à internet ou sem energia adequada
  • Nível 1: a unidade possui velocidade inadequada e não dispõe de rede Wi-Fi
  • Nível 2: reúne escolas com velocidade e Wi-Fi inadequados
  • Nível 3: corresponde a unidades com velocidade adequada, mas sem rede Wi-Fi.
  • Nível 4: representa escolas com velocidade adequada, mas rede Wi-Fi insuficiente;
  • Nível 5: cenário considerado ideal, com velocidade de internet e rede Wi-Fi adequados.

No Ceará, das 5.977 escolas analisadas, 4 unidades estão no Nível 0; 22, no Nível 1; 1.883, no Nível 2; 19, no Nível 3; 956, no Nível 4; e 3.093 escolas estão no Nível 5.

Municípios sofrem para levar internet a escolas rurais

Para José Oliveira da Silva Júnior, vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a conectividade precisa ser tratada como uma política pública permanente para reduzir as desigualdades educacionais entre os municípios.

Segundo ele, embora existam esforços conjuntos dos governos federal, estadual e municipal, localidades mais afastadas ainda enfrentam dificuldades para ter acesso a uma conexão adequada.

Conforme o dirigente, um dos principais obstáculos está justamente na falta de oferta de internet em determinadas regiões.

O primeiro desafio que eu gostaria de colocar é que essa cobertura da internet, em algumas localidades, não chega. Por mais que o município tenha o interesse de fazer a contratação, que a escola tenha o recurso para contratar, não tem operadora que chegue e realmente, de fato, naquela localidade

Ele cita como exemplo as escolas rurais, onde a dificuldade de acesso à infraestrutura de telecomunicações é maior. “A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) tem uma política específica para atendimento das escolas rurais. É até uma obrigação do estado com uma operadora do atendimento nas escolas rurais, porém, ainda não chega da forma que deveria chegar”, afirma.

Ao Diário do Nordeste, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), responsável pela oferta do Ensino Médio no Ceará, diz que, no momento, "realiza tratativas para melhorar a internet no âmbito escolar" e que "ainda não é possível falar de investimento".

Conforme a Pasta, atualmente, a rede pública estadual é constituída de 788 escolas e todas conectadas por meio da infraestrutura tecnológica do Cinturão Digital do Ceará. Mais de 98% das unidades estão contempladas com rede Wi-Fi de alta densidade.

No que se refere à ampliação da internet no âmbito escolar, com recursos de segurança da informação, a Seduc explica que todas as unidades de ensino estão na lista de beneficiadas, a partir do investimento da Enec.

Conectividade precisa de investimento permanente

O vice-presidente da Undime também defende que os programas de conectividade não se limitem à instalação inicial da infraestrutura. Para ele, é necessário garantir recursos para manutenção e custeio ao longo dos anos.

A gente defende que os programas federais de conectividade não se concentrem apenas no investimento inicial. A gente defende muito isso, certo? Porque, se a gente tiver apenas aquele investimento inicial e não houver um acompanhamento, dificilmente a escola, dois, três, quatro, cinco anos depois, vai conseguir manter a estrutura

O dirigente também chama atenção para uma diferença entre simplesmente instalar internet na escola e garantir que ela funcione adequadamente para toda a comunidade escolar.

“Não basta a gente conectar só a escola. É necessário garantir conexão. Porque, se a gente só fazer a contratação da internet, fazer só a conexão da internet na escola, não é a garantia que a internet vai chegar para todos”, afirma.

Serviço inadequado compromete aprendizagem

Para Igor de Moraes Paim, doutor em Educação e diretor do Centro de Referência em EaD do Instituto Federal do Ceará (IFCE), a instabilidade do serviço de internet pode interferir diretamente nas experiências de aprendizagem.

“Quando a plataforma não abre, quando um vídeo trava, quando os estudantes não conseguem acessar uma biblioteca digital, por exemplo, a tendência é interromper e abandonar a atividade”, afirma.

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O professor destaca ainda que a internet é cada vez mais utilizada para ampliar as experiências pedagógicas. “Hoje a gente sabe que muitas visitas guiadas, muitos museus têm usado essa tecnologia imersiva, pervasiva, laboratórios virtuais. Existem nesse formato, simulações”.

A conexão inadequada também pode afetar a rotina dentro da sala de aula. “O professor já tem que administrar a disciplina na sala. Então, quando você tem uma perda, uma demora de conexão, isso tumultua a ordem natural das coisas e realmente dificulta”, pontua o profissional.

Redes municipais enfrentam desafios de orçamento


Na avaliação de Paim, as diferenças entre as redes de ensino ajudam a explicar parte da desigualdade na qualidade da conexão. As redes municipais, segundo ele, costumam ter maior capilaridade e incluem escolas menores e unidades localizadas em áreas rurais e mais afastadas dos centros urbanos.

As redes municipais, elas são via de regra mais capilarizadas. São escolas menores, são escolas rurais, que são mais afastadas do centro urbano. Também a gente vê que nos municípios há uma diferença brutal de orçamento, de capacidade de contratação, de equipes técnicas para poder fazer a manutenção dos equipamentos

Já a rede estadual, conforme o professor, possui maior centralização e padronização, o que pode favorecer a contratação de equipamentos e serviços em escala. “Consegue inclusive preços melhores para computadores, para fazer contratos de equipamentos e serviços”, explica.

Internet inadequada sobrecarrega professores

Além dos impactos sobre os estudantes, a conectividade inadequada pode aumentar a carga de trabalho dos professores. Paim explica que a atividade docente envolve diferentes etapas, desde a preparação das aulas até a correção de atividades e o cumprimento de tarefas administrativas.

Segundo ele, quando a escola não oferece uma conexão adequada, o professor pode ser obrigado a utilizar recursos próprios ou transferir para casa tarefas que deveriam ser realizadas no ambiente escolar.

Muitas vezes, a melhor internet do professor é na casa dele. Então, se ele tiver preso a um Wi-Fi que não é bom, dependendo da infraestrutura para preparar as aulas ou então para fazer qualquer outra atividade, enfim, relacionada de extensão ou até mesmo de pesquisa, ele vai ter dificuldades

Para o especialista, esse cenário transfere para o próprio profissional parte dos custos e das consequências da deficiência de infraestrutura. “E isso já é um prejuízo para o trabalho docente, sobrecarrega o professor, coloca também os custos do trabalho sobre ele, porque ele está dependendo da sua própria internet, que ele paga do próprio bolso”, afirma.

Especialista defende responsabilidades divididas 

Para enfrentar os problemas de conectividade, Paim defende uma divisão de responsabilidades entre os diferentes níveis de governo. Na avaliação dele, a União deve atuar principalmente no financiamento, na definição de padrões técnicos e na expansão da infraestrutura de telecomunicações.

A gente pode estabelecer que a União deve garantir o financiamento, os padrões técnicos, as normativas mais amplas, a expansão da fibra ótica, também o atendimento por satélite, e também o fomento, integração, comunicação melhor dos programas como o Aprender Conectado, dentre outros

Ao Estado, caberia oferecer suporte técnico e buscar soluções que permitam ganhos de escala. “O Estado pode apoiar tecnicamente os municípios, pode favorecer na contratação com preços melhores, fazendo licitações conjuntas, em escala, organizar equipes regionais de suporte”, explica.

Já os municípios, por estarem mais próximos das escolas, teriam papel importante no diagnóstico e na manutenção da infraestrutura local.



(Diário do Nordeste)

Rodoviárias de Fortaleza terão 91 viagens extras para atender movimento do feriado de 7 de Setembro

 




As empresas de ônibus vão ofertar 91 viagens extras nos Terminais Rodoviários de Fortaleza para atender ao aumento da demanda durante o feriado do Dia da Independência do Brasil. A programação será reforçada entre esta quinta-feira (3) e segunda-feira (7), período em que a movimentação deve superar a média habitual.

A expectativa é de que mais de 34 mil passageiros embarquem pelos terminais da Capital durante os cinco dias. Segundo a administração dos terminais, o número representa um crescimento de 14% em relação à movimentação normalmente registrada no período.

Na comparação com o feriado de 2025, a previsão é ainda maior: 20% de aumento no número de passageiros que devem utilizar o transporte rodoviário para viajar pelo Ceará ou para outros estados.

O reforço na operação foi informado pela Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) e poderá ser ampliado caso a procura por passagens aumente nos próximos dias.

Somando as viagens regulares às adicionais, a estimativa é de 1.587 viagens realizadas durante o período, volume 6% superior à média habitual.

Sexta-feira deve ter maior movimento nas rodoviárias de Fortaleza

Entre os dias de programação especial, a sexta-feira (4) deve concentrar o maior fluxo de passageiros nos terminais rodoviários da Capital.

A estimativa da Socicam, empresa responsável pela administração dos terminais, é de que 8.061 passageiros embarquem somente na sexta-feira.

O aumento do movimento está relacionado ao feriado prolongado, que permite que moradores de Fortaleza aproveitem os dias de folga para visitar familiares, viajar para cidades turísticas ou se deslocar para outros estados.

A concentração de passageiros em determinados horários também exige atenção de quem pretende viajar de ônibus. Com maior procura por passagens, os assentos disponíveis podem se esgotar mais rapidamente, especialmente nos destinos mais procurados.

Por isso, a orientação aos passageiros é antecipar a compra dos bilhetes e evitar deixar a organização da viagem para os últimos momentos.

Veja os destinos mais procurados no Ceará

Entre os destinos intermunicipais que apresentam maior procura estão Sobral, Canindé, Juazeiro do Norte, Quixadá e Itapipoca.

As cidades estão entre as opções escolhidas pelos passageiros que deixam Fortaleza durante o feriado.

No transporte interestadual, a lista inclui destinos do Nordeste, como Teresina, no Piauí; Natal, no Rio Grande do Norte; Recife, em Pernambuco; João Pessoa, na Paraíba; e Mossoró, também no Rio Grande do Norte.

A movimentação para destinos dentro e fora do Ceará contribui para o aumento previsto no fluxo dos terminais durante os cinco dias.

A oferta de viagens extras tem justamente o objetivo de acompanhar essa procura e ampliar a quantidade de assentos disponíveis aos passageiros.

Como a quantidade de viagens adicionais pode aumentar conforme a demanda, quem ainda não comprou a passagem deve consultar a disponibilidade junto às empresas responsáveis pelo trajeto escolhido.

Passageiros devem chegar com antecedência ao terminal

Além de comprar a passagem antecipadamente, os passageiros devem ficar atentos aos horários de apresentação no terminal.

A recomendação é chegar à rodoviária com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao horário previsto para o embarque. A orientação busca evitar transtornos provocados pelo aumento do movimento nos terminais durante o feriado.

Já para o embarque, a indicação é que o passageiro se dirija ao local de saída do ônibus com 30 minutos de antecedência.

Outro cuidado importante envolve a documentação. Os passageiros devem conferir previamente quais documentos são necessários para realizar a viagem, especialmente no caso de crianças e adolescentes.

A recomendação é verificar a documentação antes de sair de casa para evitar problemas no momento do embarque.

Identificação das bagagens também exige atenção

Com o aumento do número de passageiros, também cresce a quantidade de bagagens circulando pelos terminais.

Por isso, a orientação é identificar corretamente malas e outros volumes antes do embarque. As etiquetas devem conter nome, telefone e endereço do passageiro.

A identificação facilita a localização dos pertences em caso de extravio ou troca de bagagem.

Também é importante que o passageiro confira seus volumes antes de deixar o ônibus e o terminal, especialmente em viagens com grande movimentação.

O feriado de 7 de Setembro deve aumentar o fluxo nas rodoviárias de Fortaleza ao longo dos cinco dias. Com mais de 34 mil passageiros previstos e 91 viagens extras programadas, a recomendação para quem pretende viajar é se organizar com antecedência.

A expectativa de maior movimento na sexta-feira (4) também reforça a importância de chegar cedo ao terminal e conferir previamente passagem, documentação e bagagem.

As empresas poderão ampliar a oferta de viagens extras caso a demanda aumente. Assim, passageiros que ainda estão planejando viajar devem acompanhar a disponibilidade de horários e adquirir os bilhetes com antecedência para reduzir o risco de não encontrar vagas no período do feriado.



(GC+)

Votação do fim da escala 6x1 é adiada


 



A votação da PEC do fim da escala 6x1 foi adiada nesta quarta-feira (2) e não deve mais ocorrer nesta semana no Senado. A proposta pode ficar para depois do primeiro turno das eleições, em um movimento que expôs a dificuldade do governo em reunir os votos necessários para aprovar uma mudança constitucional na jornada de trabalho.

A decisão ocorreu depois de uma articulação de Flávio Bolsonaro e parlamentares da oposição, que contribuiu para aumentar a pressão sobre o governo antes da análise da proposta.

Para aprovar uma PEC no Senado, são necessários 49 votos favoráveis, número equivalente a três quintos dos 81 senadores. O governo, porém, avaliou que não tinha segurança suficiente para levar a matéria ao plenário neste momento.

A questão não era apenas garantir a presença dos parlamentares. Mesmo com o painel do Senado chegando a registrar 75 senadores presentes, a avaliação do governo foi de que não havia certeza de que esse número de parlamentares apoiaria a proposta.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a estimativa interna era de 53 a 54 votos favoráveis. Apesar de o número superar o mínimo necessário, a margem foi considerada insuficiente para garantir uma votação segura.

Governo não tem garantia de votos para o fim da escala 6x1

O principal obstáculo para a votação do fim da escala 6x1 passou a ser justamente a conversão das manifestações de apoio em votos efetivos no plenário.

A diferença entre presença e apoio é importante em uma votação de PEC. O fato de 75 senadores estarem registrados no plenário não significa que todos votariam pela mudança na jornada de trabalho.

Nesse cenário, trabalhar com uma estimativa de 53 ou 54 votos representaria uma margem de apenas quatro ou cinco votos acima do mínimo constitucional.

Para o governo, portanto, colocar a proposta em votação sem uma base mais consolidada poderia resultar em uma derrota ou em uma votação apertada, com forte repercussão política.

O adiamento permite que os articuladores da proposta busquem ampliar o apoio entre os senadores antes de uma nova tentativa de votação.

A decisão também muda o calendário previsto para a discussão da PEC. A matéria, que poderia avançar ainda nesta semana, agora corre o risco de ficar para um período posterior ao primeiro turno das eleições.

Flávio Bolsonaro e oposição pressionaram governo

A movimentação de Flávio Bolsonaro e da oposição contribuiu para o adiamento da análise da proposta.

A atuação da oposição ocorre em um momento de disputa política em torno de uma pauta que tem forte impacto sobre trabalhadores e empregadores. O debate sobre a escala 6x1 envolve a possibilidade de alterar a organização das jornadas de trabalho e, por se tratar de uma PEC, exige uma maioria qualificada no Congresso.

A estratégia adotada pelos oposicionistas aumentou a pressão sobre o governo, que precisou avaliar se possuía votos suficientes para sustentar a aprovação da matéria.

Com a decisão de retirar a votação do calendário imediato, os senadores ganham mais tempo para negociar o texto e definir posições.

O adiamento, contudo, não significa que a PEC tenha sido rejeitada. A proposta continua em discussão e poderá voltar à pauta posteriormente, dependendo da articulação política no Senado.

O que acontece agora com a PEC da escala 6x1

Com a votação adiada, o próximo passo será definir quando a proposta voltará ao plenário e se o governo conseguirá ampliar a margem de apoio entre os senadores.

A possibilidade de deixar a análise para depois do primeiro turno das eleições acrescenta uma variável política ao debate. O calendário eleitoral tende a concentrar a atenção dos parlamentares em suas campanhas, alianças e disputas locais, o que pode dificultar ou modificar a dinâmica das votações no Congresso.

Ao mesmo tempo, o tema da jornada de trabalho tem grande potencial de mobilização social. O debate sobre a escala 6x1 ganhou espaço justamente por envolver a rotina de trabalhadores que cumprem seis dias consecutivos de atividade para apenas um dia de descanso.

Por se tratar de uma alteração constitucional, qualquer mudança precisa superar um processo legislativo mais rigoroso do que o exigido para projetos de lei comuns.

No Senado, a proposta precisa alcançar pelo menos 49 votos favoráveis. Caso o governo consiga consolidar os 53 ou 54 apoios estimados por Randolfe, haveria uma margem de segurança maior. O problema identificado nesta quarta-feira foi justamente a falta de garantia de que essa estimativa se confirmaria diante do painel.

A estratégia, portanto, passa a ser de negociação política.

O governo terá de identificar quais senadores ainda estão indecisos, ampliar o apoio à proposta e reduzir o risco de uma derrota em plenário. A oposição, por sua vez, ganha tempo para organizar sua atuação e tentar impedir que a PEC alcance os votos necessários.

O adiamento também mantém aberta a discussão sobre o futuro da jornada de trabalho no país. Por enquanto, não há nova votação prevista para esta semana, e a análise pode ser transferida para depois do primeiro turno das eleições.



(GC+)

Justiça solta vereador preso em operação contra braço financeiro de facção que movimentou R$ 500 milhões

 



A Justiça soltou o vereador José Weder Basílio Rabelo (PP), de Morada Nova, no interior do Ceará. Ele foi preso em maio deste ano, durante uma operação contra o braço financeiro de uma facção criminosa, responsável por movimentar R$ 500 milhões. A decisão judicial é da última segunda-feira (31), e ele foi solto nesta terça (1º). 

 Na decisão, o juiz argumentou que não foram identificados elementos que demonstrem transações financeiras diretas entre as contas do vereador e das pessoas apontadas como operadoras financeiras do núcleo criminoso.

A decisão permite que o vereador acompanhe em liberdade o andamento do inquérito, de acordo com as determinações estabelecidas pela Justiça. A concessão atende ao pedido formulado pela defesa, representada pelo advogado Igor César Rodrigues.

José Weder foi colocado em liberdade com as seguintes medidas cautelares:

  • monitoração eletrônica pelo período de 180 dias com uso de tornozeleira eletrônica e proibição de se ausentar do município;
  • proibição do exercício de atividade de natureza econômica ou financeira;
  • proibição de sair do país e obrigação de entregar o passaporte;
  • proibição de manter contato com outros investigados da operação;
  • comparecimento pessoal e obrigatório a todos os atos do inquérito e do eventual processo a que forem convocados;
  • recolhimento domiciliar nos finais de semana e feriados.

O advogado Igor Rodrigues afirmou que "o combate às facções tem que ter a prudência de não encontrar como alvo pessoas que são inocentes. Não pode ser um combate desmedido, desproporcional, tem que ser um combate certeiro, sobretudo para não se fazer uma injustiça maior do que a justiça que se busca fazer".

A defesa destaca que a decisão judicial trata da situação cautelar do envolvido e não representa, neste momento, um julgamento definitivo sobre as acusações.

Operação Consorte

A ação policial mirou o braço financeiro da organização criminosa com atuação no Ceará e Minas Gerais. Batizada de Operação Consorte, a ação ocorreu em municípios cearenses e em Belo Horizonte, com o cumprimento de mandados judiciais e a mobilização de mais de uma centena de agentes.

Em março, cinco vereadores de Morada Nova foram presos durante a Operação Traditori, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE) para combater uma organização criminosa envolvida no financiamento ilícito de campanhas eleitorais na cidade do Vale do Jaguaribe.

O g1 apurou, com fonte da Câmara de Morada Nova, que os vereadores presos foram:

  • Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT) - presidente da Câmara de Morada Nova;
  • Lucia Gleidevania Rabelo - Gleide Rabelo (PT) - secretária da mesa diretora da Câmara;
  • Claudio Roberto Chaves da Silva - Cláudio Maroca (PT);
  • José Regis Nascimento Rumão (PP) e
  • José Gomes da Silva Júnior - Júnior do Dedé (PSB).

Em nota enviada pelo advogado de defesa do vereador Hilmar Sérgio, Fernandes Neto, o parlamentar diz que "manifesta surpresa diante da decisão judicial e declara não ter qualquer vínculo com organizações criminosas. Servidor público e militante político há quase 30 anos, residente de Morada Nova durante toda a vida, espera ter acesso aos autos para comprovar sua inocência. Confia na Justiça divina e na Justiça dos Homens".

A defesa dos demais vereadores não foi localizada na época da prisão.

Movimentação de R$ 500 milhões


Segundo os investigadores, foi identificado um fluxo financeiro superior a R$ 500 milhões da organização criminosa, que utilizaria mecanismos sofisticados para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos.

Ao todo, participam da ofensiva 108 policiais federais e civis, distribuídos em 27 equipes operacionais. Estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão, expedidos pela 93ª Zona Eleitoral. As diligências ocorrem em Fortaleza, Aquiraz, Morada Nova, Jaguaribara, Ibicuitinga, além da capital mineira.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava um esquema ainda não detalhado para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas, com ramificações em outros estados além do Ceará. Segundo a Polícia Federal, a operação buscou aprofundar a identificação desses mecanismos e interromper o fluxo financeiro da organização.

A ação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco), que reúne diferentes órgãos de segurança pública, como as polícias Civil, Federal, Militar e Rodoviária Federal, além de instituições periciais e administrativas.



(G1/CE) 

Noiva que comprou vestido por R$ 10 mil fica sem respostas de loja

 



A médica veterinária cearense Camila Russo, de 31 anos, é uma das dezenas de noivas que compraram vestido na loja paulista My Vintage Dress e viram o sonho do casamento ser atingido por uma forte incerteza: a poucas semanas ou mesmo poucos dias da cerimônia, elas não sabem se vão receber o vestido de noiva pelo qual pagaram e aguardaram meses. Ela comprou o vestido por quase R$ 10 mil e está sem resposta da loja nos últimos dias

Na última segunda-feira (31), noivas e familiares foram à loja, localizada no bairro Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, cobrar as peças que deveriam ter recebido. Elas afirmam que, nos últimos dias, tiveram as datas das retiradas desmarcadas e não conseguiram mais contato com a loja. Diante do tumulto, a polícia foi acionada.

De outro lado, clientes temem não receber os vestidos a tempo dos casórios e questionam a falta de respostas concretas: se vão receber as peças, e quando.

Camila Russo não sabia o que estava acontecendo até a terça-feira (1º), quando uma amiga de São Paulo viu a notícia sobre a confusão na loja em um telejornal local e ligou para avisar à cearense. "Assim que soube passei mal de tanta ansiedade", conta a veterinária, que vai casar em 35 dias. "Tem noivas que casam esse final de semana e não receberam os vestidos".

Camila está com viagem marcada para São Paulo na terceira semana de setembro, data na qual estão marcadas as últimas provas do vestido. Ela deve receber a peça alguns dias depois e, na sequência, voltar para Fortaleza, onde vai casar na segunda semana de outubro.

Tecnicamente, a loja ainda está no prazo para entregar o vestido a ela, mas a cearense relata que o estabelecimento parou de respondê-la e não confirmou as datas marcadas para prova e entrega do vestido.

"O vestido já está todo pago, dias até meu casamento, e uma situação dessas… É desesperador", resume a veterinária.

Estilo especial motivou escolha de loja

Ao g1, Camila contou que planeja o casamento desde julho de 2025. O vestido foi o primeiro item da lista que ela fechou, no dia 30 de julho daquele ano. Ela pagou cerca de R$ 10 mil na peça. No dia em que fechou a compra, a loja ofereceu até champanhe para celebrar a aquisição.

A veterinária conta que conheceu a loja pela internet e se apaixonou pelo estilo dos vestidos da My Vintage Dress. O ateliê é conhecido por peças no estilo boho, com um mix de rendas, sobreposições e pedras.

"Escolhi a My Vintage porque era um sonho, era o estilo de vestido que eu queria, confiei. Uma empresa com 14 anos de mercado e, na data da minha compra, não havia nenhuma polêmica", relata a veterinária.

Agora, ela e outras noivas que vão casar nos próximos dias aguardam orientações da loja para entender se vão receber as peças efetivamente. Elas formaram um grupo de WhatsApp para trocar informações e discutir os próximos passos. Conforme a veterinária, cerca de 160 noivas estão no aguardo dos vestidos - 30 somente para o mês de setembro.

Segundo Camila, nas últimas horas, algumas clientes conseguiram receber os vestidos. Outras chegaram a retirar os vestidos semi-prontos, faltando detalhes de acabamento, e decidiram procurar costureiras independentes para finalizar o vestuário.

"Vou manter a viagem, ainda mantenho esperança na boa fé da loja de que, se meu vestido já estiver finalizado, ainda possa receber. Mas já estou correndo atrás de um plano B, porque não tem nenhum posicionamento concreto da loja", destaca.

Noivas, familiares e amigos procuraram loja de vestidos em São Paulo em busca de resposta; PM foi acionada — Foto: Reprodução

Loja nega golpe e fala de problema de produção

Em série de posicionamentos publicados nas redes sociais, a My Vintage Dress negou que tenha aplicado golpes e afirmou que o problema com os vestidos decorreu de problemas na produção em meio a um período de alta demanda, sem detalhar, porém, que problemas são esses.

A loja afirmou que, diante do grande fluxo de pessoas nos últimos dias, que chamou de "invasão", alguns vestidos foram levados sem autorização. Diante disso, foi necessário remover as outras peças da loja. Com a retirada dos vestidos, passaram a circular imagens da loja vazia, como se o estabelecimento estivesse fechando - o que a My Vintage Dress nega.

Além disso, o estabelecimento disse que está mobilizando suas equipes e até equipes de outras lojas de vestido para concluir os pedidos a tempo para as clientes. "Hoje, estamos atravessando um dos momentos mais difíceis da nossa trajetória, mas seguimos concentradas no que mais importa: fazer o possível para honrar nossos compromissos", disse a loja.

Leia o posicionamento abaixo na íntegra:

"A My Vintage Dress está enfrentando um problema importante em sua operação de produção, que impactou parte dos atendimentos e cronogramas em andamento.

Neste momento, nossa prioridade absoluta é atender as noivas com casamentos mais próximos, organizando cada caso individual de acordo com a urgência de cada data.

Sabemos que muitas clientes estão entrando em contato ao mesmo tempo e entendemos a ansiedade e a necessidade de respostas. No entanto, o volume de mensagens recebidas está muito acima da nossa capacidade imediata de retorno, e por isso não conseguiremos responder todas simultaneamente.

Pedimos, por favor, que aguardem nosso contato. Todas as clientes com processos em andamento serão procuradas individualmente, e estamos trabalhando para organizar cada situação com o máximo de responsabilidade e cuidado possível.

Entendemos a preocupação que essa situação gera e pedimos desculpas por todo o transtorno. Estamos concentrando nossos esforços em encontrar soluções concretas e conduzir cada caso da forma mais responsável possível. Agradecemos pela compreensão e pedimos que aguardem novas orientações pelos nossos canais oficiais."


(G1/CE)

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