O governador do Ceará, Elmano de Freitas, encaminhou à Assembleia
Legislativa do Ceará (Alece) uma mensagem propondo a criação do
Departamento de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), nova estrutura
da Polícia Civil voltada ao rastreamento de recursos financeiros ligados
ao crime organizado.
O
anúncio foi feito pelo governador nesta quinta-feira (25), por meio das
redes sociais. Segundo o Governo do Estado, a nova unidade terá atuação
especializada em investigações financeiras e na identificação de
patrimônio e ativos de organizações criminosas.
De acordo com Elmano,
as ações de bloqueio de bens e recursos ilegais já resultaram no
congelamento de mais de R$ 3,3 bilhões vinculados a grupos criminosos no
Ceará.
“Com essa mensagem, nós estamos criando o Departamento de
Repressão à Lavagem de Dinheiro no nosso estado. Vamos criar uma rede de
inteligência na área financeira para trabalharmos no sentido de
asfixiar ainda mais as organizações criminosas”, afirmou o governador.
Nova estrutura terá cinco delegacias
A
proposta prevê a instalação de cinco delegacias especializadas ligadas
ao novo departamento. Três delas ficarão na Região Metropolitana de
Fortaleza, enquanto as outras duas serão instaladas nas regiões Norte e
Sul do Estado.
A descentralização das unidades busca ampliar a
capacidade de investigação fora da Capital e fortalecer o combate às
estruturas financeiras utilizadas por facções criminosas.
Segundo a
mensagem enviada à Assembleia, o enfrentamento ao crime organizado
exige não apenas a responsabilização dos envolvidos, mas também a
identificação, o rastreamento, o bloqueio e a recuperação de recursos
obtidos ilegalmente.
Combate financeiro às organizações criminosas
Nos
últimos anos, as forças de segurança têm ampliado o foco nas
investigações patrimoniais e financeiras, estratégia considerada
fundamental para reduzir a capacidade de atuação de grupos criminosos.
A
criação do DRLD pretende reunir equipes especializadas e integrar ações
de inteligência para identificar movimentações suspeitas, ocultação de
patrimônio e mecanismos utilizados para lavar dinheiro oriundo de
atividades ilícitas.
A proposta também fortalece a atuação da
Polícia Civil em investigações complexas que envolvem redes criminosas
com atuação dentro e fora do Ceará.
Reestruturação da segurança no Ceará
A
criação do novo departamento ocorre poucos meses após a reestruturação
das forças de segurança estaduais, implementada em março deste ano.
As
mudanças incluíram a criação de novos comandos operacionais da Polícia
Militar, batalhões e companhias, além da ampliação da estrutura da
Polícia Civil com a criação de departamentos especializados e delegacias
voltadas ao combate ao crime organizado.
Também foram implantadas
novas seccionais, setores de inteligência e núcleos regionais da
Perícia Forense, além da ampliação do Sistema Estadual de Inteligência
da Segurança Pública.
Segundo o Governo do Estado, o efetivo
voltado à atividade de inteligência passou de 135 para 791 agentes,
reforçando a atuação integrada entre os órgãos de segurança e as
investigações de organizações criminosas no Ceará.
(GC+)