Blitzes retiram de circulação veículos com descargas adulteradas em Ipu

 




A Autarquia Municipal de Trânsito de Ipu, em parceria com a Guarda Civil Municipal, realizou blitzes em diversos pontos da cidade na última sexta-feira (09/10).

Durante a fiscalização, veículos com descargas adulteradas foram retirados de circulação. A operação teve como objetivo combater a poluição sonora, preservar o sossego da população e promover mais segurança no trânsito.

🔗 Confira todos os detalhes na matéria completa acessando o link (clique aqui).

(Ipu Notícias.com)

Fogo iniciado em vegetação seca atinge pátio de delegacia em Ipueiras

  Um incêndio atingiu o pátio da Delegacia de Polícia Civil de Ipueiras, no Ceará

Um incêndio que começou em vegetação seca se espalhou até o pátio da delegacia de Ipueiras, no Ceará, nesta sexta-feira, 9. Não houve registro de vítimas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a notificação sobre a ocorrência foi recebida a partir das 15 horas. As chamas começaram em uma área externa com vegetação seca e se espalharam até o espaço onde estavam estacionados veículos.

A ocorrência foi registrada em Ipueiras, município que integra a Área Integrada de Segurança Pública 7 (AIS 7) do Ceará.

Corpo de Bombeiros foi acionado 

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) foi chamado para atender à ocorrência e combater o fogo.

A corporação não informou, na nota divulgada, a extensão da área atingida nem qual foi os danos aos veículos que estavam estacionados no pátio da delegacia.

Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio

A PCCE informou que apura as circunstâncias do caso. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o que provocou o início das chamas ou sobre a existência de possíveis danos à estrutura da unidade policial.

Na ocasião, a Enel alertou para os riscos associados a esse tipo de ocorrência. Até o momento, porém, não há informação oficial que estabeleça relação entre o incêndio na delegacia de Ipueiras e uma queimada, nem confirmação de que o fogo tenha sido provocado por ação humana ou por causas naturais.

O Povo 

PM mata homem que invadiu creche e resgata 13 crianças mantidas reféns em Curitiba

 capa da noticia

Um homem armado com uma faca invadiu uma creche no Bairro São Braz, em Curitiba, e fez 13 crianças reféns na tarde desta sexta-feira (9). O suspeito foi morto por agentes da Polícia Militar às 18h20, após mais de duas horas de tentativas de negociação. 

Segundo o g1, o caso ocorreu em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) detalhou que o homem chegou a espalhar combustível pela sala com as crianças e que planejava atear fogo. 

As crianças foram resgatadas sem nenhum ferimento grave. No entanto, devido ao ocorrido, elas e os familiares terão atendimento médico e psicológico.

A Polícia Militar informou que as crianças que estavam em outras salas conseguiram deixar o local em segurança. O sequestro durou cerca de três horas. 

Tentativas de negociação com o sequestrador

Conforme o  comandante Alexandre Lopes Dias, do Comando de Missões Especiais da PM-RP, o suspeito sofria de esquizofrenia.

A área próxima à creche foi isolada durante a operação, que contou com agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) nas negociações com o homem.

"A equipe do Bope entrou de uma forma muito tática, usando todos os recursos com os quais eles vêm treinando cotidianamente", disse Alexandre.  

DN

Policial militar é morto com golpe de faca após discussão com idoso

 

 Policial militar foi golpeado com uma faca no peito, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará. — Foto: Reprodução.

O subtenente da Polícia Militar do Ceará Francisco Acácio Pereira, de 52 anos, foi morto com uma facada, durante uma discussão, nesta sexta-feira (9), no bairro João Cabral, em Juazeiro do Norte, no cariri cearense. O suspeito, identificado como Raimundo Esmerindo Coelho, de 68 anos, foi preso em flagrante.

A TV Verdes Mares procurou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) para obter mais informações sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

O policial estava de folga e teria discutido com o idoso antes de ser atingido pelo golpe de faca. Um vídeo feito por câmera de segurança mostra a discussão e o crime (assista acima).

No vídeo, Francisco Acácio (de blusa azul) aparece caminhando em direção a Raimundo Esmerindo enquanto os dois discutem. O policial segura um objeto na mão e chega a atingir o homem. Em seguida, o suspeito golpeia Francisco com uma faca, e o policial sai correndo.

Francisco Acácio Pereira era natural de Assaré e ingressou na Polícia Militar em 1998. Ele era vinculado ao 10º Batalhão da PM, em Iguatu.

O sargento estava na condição funcional de agregado da PM, em razão de problemas de saúde que o afastaram das atividades policiais.


g1 

Advogados são presos suspeitos de atuar como 'mensageiros' de facções

 

 Ministério Público do Ceará. — Foto: MPCE/ Divulgação

Dois advogados foram presos nesta sexta-feira (9) suspeitos de intermediar a troca de mensagens entre chefes de organização criminosa no Ceará. Segundo a polícia, eles atuavam dentro de uma unidade prisional do estado e seriam responsáveis por transmitir ordens de líderes do crime presos a integrantes de facções que estavam em liberdade.

O g1 apurou que os advogados presos foram identificados como Renata Estevam Barroso e Rafael de Souza Costa. As prisões ocorreram durante a Operação Elo Oculto, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). As investigações seguem em andamento.

Além dos advogados, os outros dois alvos dos mandados de prisão são um detento e outra pessoa suspeita de também repassar os comunicados.

De acordo com o MP, a estrutura identificada permitia que mensagens, orientações e informações fossem transmitidas do ambiente prisional para o meio externo, mantendo contatos e articulações mesmo com a chefia da organização presa.

"A operação busca interromper esse fluxo de comunicação e impedir que o ambiente prisional seja utilizado como ponto de articulação para atividades relacionadas à organização criminosa", acrescentou o órgão.

As investigações continuam para esclarecer os fatos, identificar a participação de cada envolvido e apurar se há outras pessoas ligadas à rede de comunicação investigada.

OAB acompanha prisões

A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) informou, em nota, que "está acompanhando os fatos que resultaram na prisão de dois advogados, nesta sexta-feira (9), durante a operação Elo Oculto, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco)".

"O acompanhamento está sendo realizado pela Diretoria de Prerrogativas, pelo Centro de Apoio ao Advogado e pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED), com o objetivo de zelar pela legalidade dos procedimentos e assegurar o respeito às prerrogativas profissionais, incluindo o direito à ampla defesa, ao contraditório e a custódia em sala de Estado-Maior", informou a OAB.

A OAB-CE afirmou ainda que "seguirá atenta aos desdobramentos do caso e ressalta que não compactua com condutas incompatíveis com a ética, a dignidade e os deveres da advocacia. Caso seja constatada a prática de infração disciplinar por profissional regularmente inscrito em seus quadros, serão adotadas as medidas cabíveis, nos termos da Lei nº 8.906/1994 e das demais normas aplicáveis".

g1 

Acusado de matar a ex-mulher é condenado a 39 anos de prisão no Ceará

 

 Erinalda Silva dos Santos, de 37 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro em frente de casa na zona rural de Ubajara. — Foto: Arquivo pessoal

Em novembro de 2024, Antônio Adreanio Ferreira dos Santos, ex-companheiro Erinalda, atingiu a mulher com 12 golpes e deixou a faca cravada a vítima, por não aceitar o fim do relacionamento. Ele fugiu do local após o crime, mas foi preso posteriormente.

Conforme a advogada criminalista Flávia Santana, que atuou como assistente de acusação no julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o réu praticou o crime no contexto de violência doméstica, com o agravante do crime ser cometido por meio de traição e emboscada, com recurso que dificultou a defesa da vítima.

"Nós da acusação não comemoramos apenas uma condenação, porque condenação nenhuma vai trazer a Erinalda para suas filhas e sua família, mas reconhecemos que é um marco histório ao combate do crime de feminicídio, que tem sido tão naturalizado", disse.

Relação marcada por violência

Conforme a denúncia do Ministério Público, Erinalda e Antônio Adreanio se relacionaram por cerca de 15 anos e tiveram duas filhas. Após o fim do relacionamento, ele passou a perseguir e ameaçar a ex-mulher, que conseguiu medida protetiva.

Antes do crime, reiteradamente o homem descumpriu as medidas estabelecidas pela Justiça, o que levou a ele ser preso três vezes. Ele também tinha antecedentes por outros delitos e usava tornozeleira eletrônica.

Ainda segundo o MP, na noite do assassinato, Erinalda estava chegando em casa com o atual companheiro, mas encontrou a residência fechada. Diante disso, ela foi até a casa da mãe buscar a chave, enquanto o atual foi guardar o veículo em outro imóvel.

Quando a mulher retornou, foi atacada pelo ex-companheiro nas proximidades da residência onde morava. Ela deixou duas filhas.

"Enquanto Erinalda transitava sozinha, o denunciado mediante emboscada, utilizando-se de uma faca, assassinou a vítima, desferindo 12 facadas contra ela, deixando a arma do crime cravada no corpo de Erinalda", diz um trecho da denúncia do Ministério Público.

g1 

Agricultor é agredido e tem rosto fraturado após reclamar que companheiro foi impedido de usar passe-livre em van no Ceará

 

 Fernando Lemons Francisco, de 37 anos, disse que foi atacado após uma reunião com um representante da cooperativa de vans. — Foto: Reprodução.

A agressão ocorreu após Fernando ter uma reunião com a Cooperita, cooperação de vans que opera entre municípios da região norte do Ceará. O encontro foi marcado para o agricultor representar o companheiro, Gabriel de Sousa Lima, de 20 anos, que teria sido impedido de usar gratuitamente o serviço das vans. Gabriel e Fernando possuem união estável.

Na saída da reunião, o agricultor foi agredido por um homem identificado como José Carlos de Sousa Rodrigues. Conforme documentos acessados pelo g1, ele teria ligações comerciais com um motorista da cooperativa, mas não é funcionário da Cooperita. O g1 não conseguiu localizar a defesa de José Carlos.

Imagens de câmera de segurança mostram José Carlos abordando e empurrando Fernando na frente da sede da cooperativa. Em outro vídeo, ele apareceu segurando uma pasta que pertencia a Fernando e quebrando o celular do agricultor ao arremessar o aparelho no chão.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Itapipoca investiga o crime de lesão corporal e disse que um suspeito foi identificado. Porém, ninguém foi preso até a publicação desta matéria.

Fernando entrou com um processo por danos materiais e denunciou a Cooperita, cooperação de vans que opera entre municípios da região norte do Ceará. O g1 entrou em contato com a defesa da cooperativa, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

" Eu perdi a mastigação, sequela definitiva, estética. Parestesia [formigamento/dormência] no lado [direito]. Não sinto mais nada", lamentou Fernando.

Discussão por passe-livre

Gabriel Lima, à época, fazia acompanhamento psiquiátrico em uma clínica particular de Itapipoca. Por este motivo, utilizava, há 5 meses, a gratuidade nas vans da região norte. O jovem é diagnosticado com Síndrome de Tourette e teria sido impedido de usar o passe-livre concedido para pessoa com deficiência.

💡 A Síndrome de Tourette é uma doença relacionada à saúde mental e neurológica, que comumente aparece associada a uma variedade de problemas emocionais e de comportamento. Entre os sintomas estão tiques motores (repetição de gestos obscenos, repetição de movimentos de outras pessoas) e tiques vocais (como a repetição de palavras obscenas, repetição ou imitação de ecos de palavras que a própria pessoa acabou de dizer, repetição de palavras ou frases que ouve de outras pessoas).

➡️ O passe-livre é destinado a conferir gratuidade ao direito de assentos reservados nos serviços regulares convencionais (ônibus) e nos serviços regulares complementares (vans) às pessoas com deficiência e com hemofilia, comprovadamente carentes. Também têm direito pessoas vivendo com HIV e AIDS, devidamente diagnosticadas, mediante a comprovação da instituição em que é realizado o tratamento de saúde.

No dia 3 de agosto de 2026, Gabriel foi, sozinho, utilizar o serviço da van operada pela Cooperita. No entanto, motorista e cobrador que trabalhavam na van tentaram impedir Gabriel de utilizar a gratuidade. Ele conseguiu utilizar o serviço, mas, na volta para casa, no mesmo dia, passou por novo constrangimento do mesmo funcionário que alegou que "Gabriel já havia viajado gratuitamente naquele dia".

Ao g1, a Agência Reguladora do Ceará (Arce) explicou que é necessário possuir um cartão específico de gratuidade para que pessoas diagnosticadas com alguma deficiência possam utilizar o benefício. No entanto, o casal argumentou que Gabriel utilizava o serviço há meses e a Cooperita não cobrava a apresentação do cartão.

Até então, era necessário apenas que Gabriel mostrasse um qr-code impresso em um crachá que ele usava no pescoço. Ao ler o qr-code, era possível acessar um Certificado da Pessoa com Deficiência emitido, em nome de Gabriel, pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

No dia 4 de agosto, Gabriel passou, novamente, por constrangimento ao tentar utilizar a gratuidade na van. Dessa vez, ele estava acompanhado de Fernando. O casal acredita que o impedimento tenha também homofobia envolvida. "Vocês acham que são melhores que os outros", teria dito o funcionário da empresa, em referência a ambos serem homossexuais. O episódio provocou a crise que levou Gabriel à internação hospitalar.

Agressão após reunião

Câmera mostra discussão na sede da cooperativa antes de agricultor ser agredido.

Câmera mostra discussão na sede da cooperativa antes de agricultor ser agredido.

O casal marcou uma reunião com a direção da Cooperita para tentar resolver o problema do uso da gratuidade. No entanto, Gabriel teve um surto psiquiátrico e precisou ficar internado em um hospital. Assim, Fernando foi sozinho ao encontro na sede da cooperativa.

"Quando ele foi me atender, eu falei assim: 'A situação de discriminação agora já virou uma situação um pouco mais séria, porque o meu esposo precisou ser internado. Ele olhou para mim e falou assim: 'Eu não tenho nada a ver com isso. Eu não quero saber disso'", lembrou Fernando.

Fernando foi recebido pelo presidente da Cooperita, Ricardo Oliveira Lima. Os dois discutiram após Ricardo perceber que Fernando estava filmando a conversa com um aparelho celular. Os ânimos entre os dois se exaltaram (veja no vídeo acima) e Ricardo pediu que Fernando fosse embora.

Ainda na frente da sede da Cooperita, o agricultor foi surpreendido pela chegada de José Carlos, que iniciou as agressões físicas. Devido às agressões, Fernando procurou a Delegacia de Itapipoca para denunciar o caso. Ricardo também foi a unidade policial para depor.

O g1 teve acesso ao depoimento prestado por Ricardo Oliveira Lima na delegacia de Itapipoca. À polícia, ele disse que conversou com Fernando até o momento em que percebeu que ele gravava a conversa com um celular.

Ricardo teria dito a Fernando que "aquele não era o caminho" e perguntou se o agricultor queria extorqui-lo. Ele se recusou a continuar a reunião se Fernando continuasse gravando. Então, pediu que o agricultor fosse embora da sede da cooperativa.

Lesões permanentes

Exames mostram placas e pinos colocados na face de Fernando devido às fraturas. — Foto: Reprodução

Fernando perdeu todos os dentes por conta da gravidade da agressão. Ele teve de colocar duas placas metálicas e quatro pinos de metais, além de precisar passar por cirurgia bucomaxilofacial para o tratamento das fraturas. Desde a agressão, ele não consegue se alimentar normalmente, ingerindo apenas alimentação pastosa.

O agricultor foi encaminhado a Fortaleza em uma ambulância disponibilizada pela Prefeitura de Itapipoca. Ele, primeiro, foi atendido em um hospital particular e, depois, encaminhado ao Hospital Instituto Dr. José Frota (IF), no Centro de Fortaleza.

"Fui informado pela equipe médica que tem uma sequela permanente em relação a um nervo da face do Fernando. Não tem como corrigir. Ele rompeu um nervo importante do maxilar, vai sentir dormência no queixo e na parte do maxilar direito", disse Gabriel após a cirurgia do companheiro.

Fernando foi diagnosticado com:

  • Fratura da mandíbula causada pela agressão física;
  • Complicação mecânica de outros dispositivos, implantes e enxertos ósseos internos;
  • Assimetria facial estrutural e protusão;
  • Colapso da Dimensão Vertical de Oclusão - DVO (redução no terço inferior da face com padrão braquifacial severo e perda de suporte labial/tecidos moles;
  • E impotência funcional mastigatória severa (perda total da capacidade oclusal por ausência de engrenamento dental e comprometimento alveolar).

A defesa de Fernando pediu à Justiça que a Cooperita pague uma indenização de R$1.924.129,56 referentes aos danos (morais, mentais, físicos e materiais) causados no episódio da agressão.

"Ele destruiu a minha boca. A minha alimentação é comum, só que é mais reforçada, porque eu não tenho dentes. A alimentação vai encarecer meu custo de vida. Hoje a gente está vivendo do quê? De empréstimos", lamentou o agricultor.

Decisões judiciais

No último dia 2 de outubro, a Justiça determinou que a Cooperita ficará responsável por custear:

  • Medicamentos exclusivamente mediante exibição de três orçamentos, sempre com apresentação de prescrição médica atualizada e indicando relação com o fato [fraturas], cujo pagamento deve se dar exclusivamente ao fornecedor;
  • Transporte para atendimento realizado fora do município de domicílio [Trairi] do autor fica condicionado à demonstração da inexistência de profissional ou estabelecimento apto ao atendimento em seu domicílio ou em localidade mais próxima, observada a ampliação gradativa do raio geográfico, bem como, quando necessária modalidade especial de transporte em razão das limitações decorrentes das fraturas, à correspondente indicação pelo médico assistente.

O juiz Gustavo Ferreira Mainardes decidiu ainda que "as consultas médicas/odontológicas só poderão ser agendadas mediante prévio encaminhamento da relação dos profissionais existentes [sempre primeiro indicando aqueles do município e, não havendo, ampliando o raio geográfico gradativamente], com respectivo valor da consulta e indicação de ao menos 3 – cabendo ao réu eleger e acordar, diretamente, o custeio".

"Os exames - que igualmente deverão observar a praça de domicílio e ampliação gradativa do raio geográfico – igualmente demandam 3 orçamentos, fornecimento dos contatos diretamente ao réu para tratamento direto das questões financeiras e ficam sujeitos à prescrição médica atualizada constando vinculação de sua recomendação ao tratamento das lesões", complementou o juiz.

g1 

Preso suspeito de matar mulher no Piauí é localizado em Timon

 Maiza Sousa dos Santos, à direita; José Anderson Pereira, ao centro; e Ryan Gabriel Lima Oliveira, à esquerda. — Foto: PC-PI

 Um jovem identificado como Ryan Gabriel Lima Oliveira, de 18 anos, foi preso nesta sexta-feira (9), em Timon, no Maranhão, suspeito de participação no assassinato de Maiza Sousa dos Santos, de 33 anos. A mulher foi encontrada morta em uma área de mangue em Luís Correia, no litoral do Piauí. Segundo a Polícia Civil, Ryan é apontado como um dos executores do crime.

De acordo com as investigações, o homicídio teria sido encomendado por José Anderson Pereira, companheiro da vítima. Ele foi preso na quinta-feira (8), enquanto já estava custodiado na Penitenciária de Parnaíba.

Já Ryan foi localizado e preso em Timon, no Maranhão, após uma troca de informações entre as forças de segurança dos dois estados.

Além deles, a polícia aponta Guilherme Rodrigues da Silva Gonçalves, conhecido como “Palhacim”, como participante da execução. Ele morreu após o crime, antes da expedição dos mandados de prisão.

O caso

O corpo de Maiza foi encontrado em 31 de agosto, nas proximidades do Porto do Patrício, em Luís Correia. Conforme a investigação, a mulher foi morta com golpes de um objeto contundente na cabeça e no rosto.

Segundo a Polícia Militar, o corpo estava em uma área de difícil acesso e apresentava avançado estado de decomposição, além de deformações no rosto. Maiza era natural do Ceará.

O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí foi acionado para auxiliar na retirada do corpo. Um pescador que estava na região também ajudou na operação.

Segundo a Polícia Civil, com a prisão de Ryan e de José Anderson e a morte do terceiro suspeito, o caso é considerado esclarecido. O inquérito, porém, continua em andamento para a conclusão das investigações.

g1 

Mais de 13 mil presos fazem provas para obter certificados no Ceará

 

Total de inscrições representa um aumento de 16,9% em comparação com 2025 — Foto: Pablo Pedraza/Divulgação 

O Encceja PPL é destinado a pessoas privadas de liberdade que não concluíram os estudos na idade adequada. O exame permite obter a certificação dos ensinos Fundamental ou Médio.

Em relação ao total de pessoas presas, o Ceará tem a maior proporção de inscritos no Encceja entre os estados brasileiros, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP). O número de inscritos equivale a 53,85% da população prisional considerada no levantamento da Coordenadoria de Educação do Sistema Penitenciário (Cespe).

O total de inscrições representa um aumento de 16,9% em comparação com 2025, quando 11.171 pessoas privadas de liberdade se inscreveram. O recorde anterior havia sido registrado em 2023, com mais de 13 mil participantes.

A Unidade Prisional de Aquiraz teve o maior número de participantes entre os presídios cearenses, com 1.293 inscritos, o equivalente a 88,68% da população prisional da unidade. Em seguida aparecem as unidades de Pacatuba, com 1.262 inscritos; Sobral, com 1.229; e Caucaia, com 1.114.

Aprovação pode reduzir tempo de pena

Além da certificação escolar, a aprovação em todas as áreas do conhecimento pode permitir a remição de pena pelo estudo. Conforme a Resolução nº 391 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a remição pode chegar a 177 dias para o ensino fundamental e 133 dias para o ensino médio.

Em entrevista divulgada pela SAP, um dos participantes do exame na Unidade Prisional de Aquiraz, Williams Nogueira, destacou que os internos têm acesso a livros didáticos e aulas preparatórias.

"A gente tem acesso a alguns livros didáticos, mas também tem muitos aulões aqui na unidade que são preparatórios para o Encceja. A certificação pode mudar os nossos planos para o futuro porque, através da remição, a gente pode retornar mais rápido para a nossa família", afirmou.

Outro participante, Marcos Gomes, disse que realizou a prova tanto para buscar a remição de pena quanto para testar os próprios conhecimentos.

“Fiz o Encceja pela remição e também para testar meus conhecimentos. Quero mostrar que a cadeia não precisa ser o fim, mas pode ser um novo começo”, destacou.

Segundo a SAP, a oferta de educação no sistema prisional integra as ações voltadas à ressocialização e à ampliação das oportunidades para pessoas privadas de liberdade após o cumprimento da pena.

Oferta de educação no sistema prisional integra as ações voltadas à ressocialização

g1 

Crise financeira e pressão: ONU corta 10 mil empregos e vê riscos

 

A crise da ONU em números — Foto: Lara Bernardino/Arte g1 

"A minha mãe tinha medo da rusga. Eram carros militares com caçamba que levavam os meninos maiores. Minha mãe sabia que mais cedo ou mais tarde a rusga podia levar seus filhos para a guerra. As mães escondiam os filhos homens", relembra.

Mas a decisão de deixar Angola trouxe outros desafios para a família. Apesar de pertencerem à classe média no país de origem, os três enfrentaram dificuldades financeiras no Brasil. Ao decidir permanecer no Rio com os filhos, Amélia perdeu o emprego que tinha em Angola e precisou solicitar refúgio.

Foi no atendimento humanitário da Cáritas e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) que a família encontrou apoio para recomeçar.

Durante a infância e a adolescência, Delmany e o irmão receberam cestas básicas, material escolar e auxílio para pagar o aluguel. Também tiveram acesso a medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a cursos de qualificação profissional.

Anos depois, bolsas de estudo abriram caminho para o ensino superior. Delmany se formou primeiro em Educação Física, por meio de políticas públicas voltadas a estudantes de baixa renda. Depois, cursou Fisioterapia com uma bolsa viabilizada por uma parceria com o ACNUR.

"Foi um divisor de águas na nossa vida. Hoje as pessoas me chamam de doutor, tenho clínica e virei empresário. Mas eu não seria nada disso se não tivesse recebido esse auxílio lá no início. O suporte nos deu comida, remédio e acesso ao estudo. Formou cidadãos."

Delmany quando criança (em pé) e hoje em dia, aos 40 anos — Foto: Arquivo pessoal

Mas crianças que, como Delmany, hoje buscam uma vida melhor em outro país com as famílias podem não ter a mesma oportunidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) enfrenta uma grave crise financeira e vem promovendo cortes de pessoal e mudanças na estrutura para tentar contornar a situação.

Em um ano, as Nações Unidas cortaram mais de 10 mil postos de trabalho e viram o orçamento geral sofrer uma redução importante. Isso colocou programas e ações humanitárias em risco. Enquanto isso, a entidade sofre pressões dos Estados Unidos, que devem bilhões de reais em contribuições obrigatórias.

Os cortes de pessoal atingiram 21 das 41 agências e organismos da ONU em 2025. Entre os mais afetados estão o ACNUR, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

  • Os dados estão em um relatório do Conselho de Chefes Executivos da ONU, que reúne informações sobre o quadro de funcionários das diferentes entidades da organização.
  • Em 2024, o sistema das Nações Unidas tinha 130.948 postos de trabalho. No ano seguinte, o número caiu para 120.176, uma redução de 8%.
  • Para 2026, a organização aprovou a extinção de outros 2,9 mil cargos em diferentes setores.
  • A ONU também instituiu um programa de demissão voluntária e de aposentadorias antecipadas.

No fim do ano passado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a situação financeira da organização era a mais frágil em anos. De forma geral, as agências que integram todo o sistema das Nações Unidas vêm sofrendo com a queda de receita.

Em 2025, por exemplo, a manutenção de toda a estrutura da ONU custou US$ 64,3 bilhões (R$ 322 bilhões), uma queda de 2% em relação a 2024. Dois terços desse valor foram destinados à assistência humanitária e a ações de desenvolvimento nos países.

O cenário para 2026 é ainda mais desafiador, principalmente para o setor humanitário.

Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres, disse ao g1 que os Estados Unidos reduziram drasticamente as contribuições voluntárias para a assistência humanitária. O país era responsável por cerca de 45% do orçamento da área. Além disso, países europeus também fizeram cortes.

"O resultado foi dramático. As pessoas nos campos de refugiados passaram a receber menos alimentos e vacinas e tiveram menos acesso à educação. Programas inteiros foram encerrados. Com isso, as pessoas que dependiam dessa ajuda não receberam o que precisavam", afirmou.

Nesta reportagem, você ainda vai ver:

A crise da ONU em números — Foto: Lara Bernardino/Arte g1

Alerta no ACNUR

O caso do ACNUR é um dos mais graves. No ano passado, o Comissariado para Refugiados havia pedido US$ 10,6 bilhões para cumprir todas as funções e dar suporte a quase 130 milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, a agência arrecadou menos de 40% desse valor.

A situação já havia sido ruim em 2024. Naquele ano, o ACNUR conseguiu arrecadar apenas 48% do valor necessário para manter as operações. Diante desse cenário, a agência cortou um terço da força de trabalho, fechou escritórios em 140 locais e encerrou operações em 15 países.

  • Esses cortes, segundo o ACNUR, podem fazer com que 8,3 milhões de pessoas deixem de receber assistência vital neste ano.
  • Entre elas estão pessoas em países como Afeganistão, Síria e Etiópia, onde serviços de proteção foram reduzidos de forma significativa.
  • No Chade, por exemplo, mais de 230 mil crianças podem ficar sem serviços de proteção infantil.

Ao g1, um porta-voz do ACNUR afirmou que a situação financeira continuou se deteriorando em 2026. Mesmo promovendo cortes e reduzindo o orçamento em 20%, até o fim de julho a agência havia recebido apenas US$ 2,7 bilhões dos US$ 8,5 bilhões necessários para funcionar no ano.

Além disso, mais da metade do dinheiro arrecadado só pode ser usado em ações específicas, determinadas e exigidas pelos próprios doadores.

“Estamos fazendo tudo o que podemos para minimizar o impacto sobre os refugiados e direcionar os recursos para proteção que salva vidas, assistência emergencial e apoio que ajude os refugiados a se tornarem autossuficientes”, afirmou.

“O apoio adicional dos doadores, especialmente por meio de financiamento flexível, é essencial para evitar novos cortes na assistência e nos serviços de proteção.”

Crianças refugiadas da Somália em uma tenda na Etiópia, em agosto de 2011 — Foto: UN Photo/Eskinder Debebe

No Brasil, a situação não é diferente. Segundo Davide Torzilli, representante do ACNUR no país, até o fim de agosto, a agência havia recebido apenas 22% dos recursos necessários para operar durante todo o ano de 2026.

  • No ano passado, 40% da força de trabalho do ACNUR e de organizações parceiras financiadas pela agência no Brasil precisou ser cortada.
  • As reduções colocam em risco a assistência a mais da metade dos refugiados no país que precisam de apoio.
  • Sem esses recursos, famílias podem ficar sem abrigo, alimentação e itens básicos, segundo a agência.

Isso acontece em um momento em que até 500 pessoas chegam ao Brasil diariamente para pedir proteção internacional. Segundo Torzilli, já há situações em que refugiados no Brasil deixaram de receber assistência.

"A redução de recursos significa que algumas pessoas que anteriormente poderiam ser atendidas por programas apoiados pelo ACNUR ou por seus parceiros deixaram de ter acesso a esses serviços, enquanto outras passaram a receber um atendimento mais focalizado ou limitado, de acordo com critérios de vulnerabilidade e prioridades de proteção", explica.

Delmany, que teve a vida transformada pelo trabalho da agência no Brasil, lamenta a falta de financiamento a projetos do ACNUR.

"É uma dor muito grande, porque a gente sente que é como se estivessem virando as costas para essas famílias. A gente sabe a dificuldade que é ser um refugiado."

Estados Unidos devendo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026 — Foto: Mike Segar/Reuters

A crise financeira da ONU é agravada pelo atraso no pagamento das contribuições obrigatórias dos países-membros. Nos últimos dois anos, os Estados deixaram de pagar US$ 1,6 bilhão.

Entre os maiores devedores estão os Estados Unidos, que também são o país que mais contribui para o orçamento regular da organização.

  • No mês passado, a ONU afirmou que os americanos deviam US$ 1,3 bilhão (R$ 6,4 bilhões) em contribuições anuais.
  • O valor não inclui os repasses previstos para as missões de paz, que também são obrigatórios.

A dívida, porém, era ainda maior. Em setembro, os Estados Unidos pagaram US$ 725 milhões (R$ 3,6 bilhões) referentes às contribuições regulares anuais e outros US$ 102 milhões (R$ 508 milhões) para as missões de paz.

Por outro lado, os Estados Unidos têm feito críticas constantes à ONU e segurado recursos para pressionar a organização.

No mês passado, o presidente Donald Trump afirmou que as Nações Unidas precisam passar por reformas profundas e acabar com a “agenda de burocratas globalistas não eleitos”.

Ao g1, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que, assim como o repasse recente, o pagamento de novos recursos dependerá de “um progresso contínuo e mensurável” da ONU.

“Este pagamento não deve ser interpretado como uma demonstração de satisfação com o status quo. Ele reflete o reconhecimento das reformas já realizadas e a expectativa de que muitas outras ainda serão implementadas”, disse.

“A ONU também foi avisada de que este pagamento não deve ser usado para financiar organizações e entidades que sejam antiamericanas ou que contrariem a agenda de política externa do presidente Trump.”

Ainda segundo o porta-voz americano, os Estados Unidos continuarão fiscalizando a ONU para garantir que dinheiro não seja enviado a instituições “antiamericanas”. Caso isso seja identificado, o país promete bloquear o envio de novos recursos.

Para Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas universidades de Estrasburgo e Groningen, os Estados Unidos estão fazendo uma "chantagem" contra a ONU. Segundo ele, o governo de Donald Trump faz exigências à organização enquanto ameaça retaliar.

O especialista afirma ainda que Trump também tenta manter alguns pagamentos para evitar que a inadimplência dos EUA coloque em risco o poder de voto do país na Assembleia Geral da ONU.

"E o que ele pretende conseguir com isso? A primeira coisa é forçar a ONU a atender às suas exigências de 'maior eficiência'. Na prática, ele quer uma organização menor, com menos funcionários, menos gastos e uma estrutura muito mais enxuta", analisa.

"Mas existe também um segundo objetivo, que é enfraquecer a própria instituição. Trump nunca acreditou muito no multilateralismo. Ele prefere negociar diretamente com outros líderes."

Fancelli afirma ainda que o presidente americano aposta na criação de estruturas paralelas, nas quais os Estados Unidos e o próprio Trump tenham mais poder. É o caso do Escudo das Américas e do Conselho da Paz para Gaza.

"Nesse último caso, há algo ainda mais perturbador. Trump não criou simplesmente uma organização sob a liderança da Presidência dos EUA, mas também reservou para si uma posição de liderança que pode continuar existindo mesmo depois que deixar a Casa Branca", diz.

Quem paga quanto?

A bandeira da ONU na sede das Nações Unidas em Nova York, em 21 de setembro de 2026 — Foto: Brendan McDermid/Reuters

Para 2026, o orçamento das Nações Unidas foi reduzido em 7%, para US$ 3,45 bilhões (R$ 16 bilhões). O valor leva em consideração apenas os recursos usados pelo Secretariado da ONU, responsável pela administração da entidade. Esse valor é bancado pelos países-membros da organização.

A conta sobre as contribuições dos membros da ONU leva em consideração principalmente a capacidade econômica de cada país, com base em dados como renda nacional e renda por habitante. A organização também considera o peso da dívida e faz ajustes para países de baixa renda.

  • A escala estabelece ainda limites para as contribuições: a menor taxa é de 0,001%, a maior é de 22%, e os países menos desenvolvidos têm um limite específico de 0,01%.
  • Na prática, isso faz com que os países mais ricos sejam responsáveis pelas maiores parcelas do orçamento.

Os Estados Unidos estão no limite máximo e respondem por cerca de 22% das contribuições regulares da ONU, o maior percentual entre os 193 países-membros.

A China vem em seguida, com 20%. Pequim terminou de pagar a contribuição prevista para 2026 em 1º de setembro. Ao todo, foram US$ 641 milhões (R$ 3,1 bilhões).

O Brasil também está em dia com a organização. A participação brasileira no orçamento é de 1,4%, e o país concluiu em 12 de março o pagamento de US$ 44,8 milhões (R$ 223 milhões).

Até 1º de outubro, 143 dos 193 países-membros haviam quitado os repasses previstos para 2026. Além dos Estados Unidos, entre os 50 que continuam devendo estão países como Bolívia, Chile, Equador, El Salvador, Irã, Síria e Venezuela.

Essa fatia de inadimplentes representa quase 25% do valor que todos os países precisam enviar para a ONU neste ano.

A situação do Brasil

Apesar da situação grave do ACNUR, os investimentos separados em iniciativas da ONU no Brasil aumentaram de 2024 para 2025. No ano passado, foram aplicados US$ 213 milhões (R$ 1 bilhão) em ações no país — um aumento de 37%.

Apenas em 2025, as Nações Unidas implementaram 338 iniciativas no país. Entre as ações estão atendimentos em saúde, assistência para pessoas em situação de rua, colaboração com agricultores familiares e ações de combate à pobreza.

As iniciativas alcançaram milhões de pessoas em todo o país.

A situação financeira mais favorável no país acontece justamente por causa da colaboração do poder público e do setor privado. No ano passado, o governo federal disponibilizou US$ 106,1 milhões para ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à implementação da Agenda 2030 no Brasil.

  • 💡 A Agenda 2030 é um programa da ONU adotado por 193 países que estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para erradicar a pobreza, reduzir desigualdades, combater a crise climática e alcançar a paz.

Outros países, como Alemanha, Luxemburgo e Reino Unido, também fizeram doações para manter programas da ONU no Brasil. Só a União Europeia destinou US$ 1,3 milhão ao país no ano passado.

O governo do Canadá, por exemplo, doou cerca de R$ 59 milhões para o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. Parte desse recurso já foi usada na proteção de crianças e adolescentes que vivem na região, oferecendo serviços de saúde e educação.

g1 

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