Policial é preso por suspeita de ameaça, sequestro e cárcere no Ceará

Policial militar é preso por suspeita de ameaça, sequestro e cárcere privado de família. — Foto: Arquivo pessoal
Policial militar é preso por suspeita de ameaça, sequestro e cárcere privado de família. — Foto: Arquivo pessoal

 



Um soldado da Polícia Militar foi preso, nesta quinta-feira (30), por suspeita de ameaça, sequestro e cárcere privado de uma família na cidade de Barbalha, no Cariri cearense.

O crime aconteceu no dia 12 de maio deste ano, quando o agente Daniel Lopes da Silva, de 35 anos, invadiu uma residência no Sítio Tereza, distrito de Arajara, na zona rural da cidade.

Segundo testemunhas, o policial portava uma arma de fogo e rendeu os moradores, entre eles crianças e idosos, e os manteve reféns. Além disso, o soldado pegou os celulares das vítimas para que elas não pedissem ajuda.

O crime teria sido motivado por uma dívida que um dos moradores do imóvel teria com um amigo do militar.

As vítimas só foram liberadas após a denúncia de uma testemunha, que estranhou a movimentação no imóvel e acionou a polícia. À época, o policial não foi preso.

Prisão preventiva

Segundo a Polícia Militar, o soldado Daniel Lopes se apresentou espontaneamente à Delegacia da Polícia Civil de Barbalha, nesta quinta-feira, ocasião em que foi cumprido o mandado de prisão preventiva expedido contra ele.

"O policial estava lotado na 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar (2ºBPM) e se encontrava afastado da sua função por força de licença para tratamento de saúde de familiar", disse a Polícia Militar.

Conforme a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), a ocorrência está sendo investigada no âmbito administrativo.



(G1/CE) 

Policial salva motociclista que levou facada no pescoço em Caucaia

Cabo Wellington Júnior salvou o motociclista de aplicativo Ismael Madyson da Silva, de 22 anos, após o trabalhador levar uma facada no pescoço durante um assalto em Caucaia. — Foto: Reprodução
Cabo Wellington Júnior salvou o motociclista de aplicativo Ismael Madyson da Silva, de 22 anos, após o trabalhador levar uma facada no pescoço durante um assalto em Caucaia. — Foto: Reprodução

 

Um motociclista de aplicativo foi salvo por um policial militar após sofrer uma facada no pescoço durante um assalto no Bairro Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. O crime ocorreu na quarta-feira (29), e o suspeito foi preso

O cabo Wellington Júnior, do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), que estava de serviço na região, estancou o sangue do ferimento e prestou os primeiros socorros ao motociclista Ismael Madyson da Silva, de 22 anos, até a chegada da equipe do Samu.

Vídeos feitos por testemunhas mostram o momento que militar estabilizou a vítima, que estava com um ferimento profundo, mas consciente.

'Sem ele, não estaria vivo'

Após ser hospitalizado e levar sete pontos no pescoço, Ismael recebeu alta e reencontrou o policial nesta quinta-feira (30), para agradecer.
"Sem ele, eu não estaria vivo. [...] Se não fosse por esse policial que me salvou eu não estaria vivo, pois ele fez tudo. Minha eterna gratidão a ele. Deus sabe de tudo", falou Ismael.

Conforme Ismael Madyson, ele estava fazendo uma corrida para um homem que saiu do Bairro Potira com destino ao Icaraí. Ao chegar ao endereço, o passageiro anunciou o assalto, deu uma facada no pescoço do trabalhador e roubou a motocicleta.

"Na hora da facada eu pensei que ia morrer, fiquei em estado de choque, não acreditei que estava naquela situação. [...] Parecia um pesadelo. O cara nem falou que era um assalto, só tacou a faca no meu pescoço e assim ficou", relatou Ismael Madyson.

A equipe do cabo Wellington Júnior, que patrulhava pela região, foi acionada e encontrou a vítima ferida.

Suspeito de 19 anos é preso

Conforme a Polícia Militar, após o crime, os agentes fizeram buscas na região e na tarde desta quinta-feira (30) capturaram o suspeito do crime, de 19 anos, no Bairro Icaraí. A identidade do infrator não foi informada.

Durante a ação, a motocicleta da vítima foi localizada abandonada próximo ao local do crime e os agentes apreenderam pedras de crack na posse do suspeito.

"O suspeito confessou ter atingido a vítima com um golpe de faca no pescoço durante a tentativa de roubo da motocicleta. Ele também indicou o local onde escondia aproximadamente quatro gramas de crack, que estavam ocultadas no forro do telhado da residência", informou a Polícia Militar.

Após a prisão, o suspeito foi conduzido ao 4º Distrito Policial de Caucaia, onde foi autuado pelos crimes de tentativa de latrocínio e tráfico de drogas.



(G1/CE) 

Gabriella Aguiar será indicada candidata a vice na chapa de Elmano

 




A vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), será indicada nesta sexta-feira (31) candidata a vice-governadora na chapa de Elmano de Freitas (PT). O acordo já está firmado entre as lideranças do grupo governista e o ato deverá ser consumado na convenção que homologa o nome do governador para a reeleição na presença do presidente Lula. 

A escolha do PSD 

A indicação garante ao PSD a terceira posição da chapa majoritária governista, que já tinha indicação de Elmano e Cid. O partido é um dos mais fortes do arco de aliança e vinha sendo tratado, desde o início das conversas, como candidato à vaga. 

A cadeira chegou a ser especulada para o ex-vice-governador Domingos Filho, pai de Gabriella. De qualquer forma, a vaga ficou na família, que tem base política na região dos Inhamuns. 

A indicação reedita a dobradinha de 2024, quando Gabriella foi eleita vice-prefeita de Fortaleza na chapa com Evandro Leitão (PT), na disputa mais apertada da história recente da Capital.

Quem é Gabriella Aguiar 

Gabriella Pequeno Costa Gomes de Aguiar tem 36 anos, é médica e natural de Fortaleza. Na política, tem origem tradicional, mas carreira recente. Foi deputada estadual eleita em 2022, mas renunciou ao cargo para assumir a vice-prefeitura de Fortaleza em 2024.  

A biografia familiar explica parte do peso da indicação: é filha de Domingos Filho, ex-vice-governador do Ceará e comandante do PSD estadual, e de Patrícia Aguiar, prefeita de Tauá. É irmã do deputado federal Domingos Neto. 

Segunda vaga segue aberta 

A definição da vice não encerra a montagem da chapa. A outra vaga ao Senado deve ficar em aberto até os últimos dias do prazo de confirmação, disputada entre aliados do governador e do ministro Camilo Santana. 

Seguem com força na negociação os nomes do ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira e o da deputada federal Luizianne Lins, lançada ontem candidata ao Senado pela federação Rede/PSOL. Eunício Oliveira (MDB) é outro nome que disputa a indicação. 

A tendência, conforme apurou esta Coluna, é que a decisão só seja tomada depois da convenção. 



(Diário do Nordeste)


Inmet emite alerta laranja para baixa umidade do ar em 8 estados e DF

 



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, abrangendo oito estados, além do Distrito Federal, em razão da baixa umidade do ar. A condição estará em vigor entre 12h e 18h desta sexta-feira (31) e prevê uma variação da umidade relativa do ar entre 20% e 12%.  

O alerta, que indica perigo, abrange 501 municípios do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e o DF. O instituto ressalta que, com a umidade do ar neste patamar, há risco potencial de incêndios florestais e à saúde das populações nesta região. 

Um outro aviso, também relacionado à baixa umidade ar, abrange uma área maior do centro do país. Neste caso, o alerta é amarelo, que indica perigo potencial. Neste cenário, a umidade pode variar entre 30% e 20% e há baixo risco de incêndios florestais e à saúde. Esse alerta estará em vigor entre 10h30 e 21h desta sexta-feira. Confira as áreas afetadas:

Ventos costeiros 

Após a ventania que assustou moradores de São Paulo e do Rio de Janeiro nesta semana, o Inmet indica perigo potencial para a ocorrência de ventos costeiros no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

De acordo com o Instituto, o alerta amarelo estará em vigor ao longo de toda sexta-feira, indicando intensificação dos ventos nas regiões litorâneas, com movimentação de dunas de areia sobre construções na orla. O alerta abrange um total de 48 municípios, conforme mapa abaixo:


(Agência Brasil)

Corpo de jovem encontrado morto em Ipu é encaminhado à Perícia Forense; caso é investigado como possível homicídio

 




O corpo de Caio César, de 19 anos, encontrado sem vida na madrugada desta sexta-feira (31), em Ipu, foi removido e encaminhado ao Núcleo da Perícia Forense de Tianguá.

A ocorrência foi inicialmente tratada como um acidente de trânsito, devido aos sinais de colisão em um poste próximo ao local. No entanto, durante o atendimento, equipes do Samu identificaram indícios de perfuração por arma de fogo, e a investigação passou a considerar a hipótese de homicídio.

Conforme as informações apuradas, o jovem teria sido atingido por um disparo, perdeu o controle da motocicleta, colidiu contra o muro de uma construção e morreu no local.


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(Ipu Notícias.com)

Homem e mulher investigados por homicídio são presos em Cruz durante ação da FICCO no Ceará

 



Um homem e uma mulher investigados por homicídio foram presos no município de Cruz, no litoral norte do Ceará, durante uma ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE). A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar do Ceará (PMCE) e cumpriu, ao todo, três mandados de prisão nos municípios de Cruz e Capistrano.

As prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados judiciais. Segundo as forças de segurança, os dois investigados presos em Cruz são apontados como integrantes de uma facção criminosa. A mulher era alvo de um mandado de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e homicídio. Já o homem teve a prisão preventiva decretada por investigação relacionada a um homicídio.

Durante a ação em Cruz, as equipes do RAIO de Acaraú apreenderam cerca de 471 gramas de uma substância análoga à cocaína, três aparelhos celulares e três balanças de precisão. Os dois suspeitos e todo o material recolhido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Acaraú, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.

Outro mandado foi cumprido em Capistrano

Além da operação realizada em Cruz, a FICCO também cumpriu um terceiro mandado de prisão no município de Capistrano, também no interior do Ceará.

A captura foi realizada por policiais militares da 2ª Companhia do 29º Batalhão da PMCE. O alvo era um homem condenado pelo crime de roubo que teve decretada regressão cautelar. Após a prisão, ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Baturité para a realização dos procedimentos legais.

Quem integra a FICCO

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará é coordenada pela Polícia Federal e reúne diferentes órgãos de segurança pública.

Compõem a FICCO a Polícia Federal, a Polícia Civil do Ceará, a Polícia Militar do Ceará, a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Operação Impacto 8 também teve como alvo organização criminosa

As ações da FICCO ocorrem em meio à intensificação das operações contra organizações criminosas no Ceará. Na quinta-feira (30), a Polícia Civil deflagrou a oitava fase da Operação Impacto. A ofensiva resultou na prisão de 18 suspeitos, além do cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Aquiraz, São Gonçalo do Amarante e Baturité. Durante a operação, três pessoas também foram autuadas em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, a investigação tem como alvo uma organização criminosa de origem carioca com atuação na capital e na Região Metropolitana de Fortaleza. As apurações também buscam desarticular o esquema de lavagem de dinheiro utilizado pelo grupo para ocultar patrimônio e financiar atividades ilícitas.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Thiago Salgado, as diligências continuam para localizar outros investigados.

Segundo o delegado, a Operação Impacto 8 dá continuidade à Operação Cashback, realizada em 2025. Conforme a investigação, a organização criminosa movimentou mais de R$ 160 milhões entre 2022 e 2024.

"Na operação de 2025, ficou identificado que o fluxo financeiro durante o período de 2022 a 2024 dessa organização criminosa ultra-violenta de origem carioca teria sido uma movimentação de acima de R$ 160 milhões. A DCLD, que é a Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro, já tinha deflagrado uma operação, que foi a Operação Cashback, em 2025. E agora, em 2026, a Operação Impacto 8 é uma continuidade da Operação Cashback", afirmou.

Durante a operação também foi cumprido mandado contra um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). No endereço do investigado foram apreendidas duas armas de fogo. Segundo a Polícia Civil, uma delas possuía registro, mas estava guardada em local diferente do autorizado. A outra apresentava registro de roubo. O investigado foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e receptação.



(GC+)

Lula desembarca em Fortaleza nesta sexta (31) para participar da convenção de Elmano de Freitas


 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca em Fortaleza nesta sexta-feira (31) para participar da convenção partidária que oficializará a candidatura do governador Elmano de Freitas (PT) à reeleição no Ceará. O evento será realizado às 17h, no Centro de Eventos do Ceará, e também deve confirmar a composição inicial da chapa majoritária governista para as eleições.

A presença de Lula motivou a antecipação da convenção, inicialmente prevista para o sábado (1º). A participação do presidente foi anunciada pelo ex-chefe da Casa Civil do Governo do Ceará, Chagas Vieira (PDT). Segundo ele, Lula estará ao lado do governador e das lideranças da base aliada durante a oficialização da candidatura.

O encontro marca o início oficial da campanha de Elmano à reeleição e ocorre no mesmo local onde sua primeira candidatura ao Governo do Ceará foi homologada, em 2022. Naquele ano, Lula também participou da convenção, enquanto disputava a Presidência da República contra Jair Bolsonaro (PL). Agora, tanto Lula quanto Elmano buscam reeleição.

Ceará integra roteiro estratégico de Lula

Antes de seguir para a Bahia, Lula cumpre agenda no Ceará, estado considerado estratégico para o PT no cenário nacional. Além da votação expressiva obtida pelo partido nas últimas eleições, Fortaleza é atualmente a única capital brasileira administrada pelo PT.

Nas eleições de 2022, Lula venceu a disputa presidencial nos 184 municípios cearenses, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Integrantes do partido avaliam que a visita reforça a articulação política da legenda no Nordeste.

A direção nacional também considera o grupo político liderado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, uma das principais estruturas partidárias do país.

Convenção deve definir vice e manter indefinição sobre segunda vaga ao Senado

A expectativa é de que também seja oficializada a indicação da vice-prefeita de Fortaleza, Gabriela Aguiar (PSD), para disputar a vice-governadoria. Embora o nome ainda não tenha sido anunciado oficialmente, ela é apontada nas articulações da base governista como a principal escolha para compor a chapa.

Cid Gomes (PSB) será candidato ao Senado pela base aliada, buscando reeleição. Já a segunda candidatura ao Senado permanece indefinida. A decisão deverá ocorrer apenas no dia 5 de agosto, após novas negociações entre os partidos aliados.

Entre os nomes analisados para ocupar a vaga estão a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (Rede), o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT) e outros integrantes da base de apoio ao governador.

Convenções oficializam as candidaturas

As convenções partidárias são reuniões promovidas pelos partidos para definir oficialmente os candidatos que disputarão as eleições. Durante esses encontros, os filiados deliberam sobre os nomes que representarão a legenda nos cargos em disputa e podem discutir outros temas previstos na legislação eleitoral.

As convenções podem ser realizadas de forma presencial, virtual ou híbrida, conforme os estatutos de cada partido e as regras da Justiça Eleitoral.

Após a homologação durante a convenção, os candidatos ainda precisam registrar suas candidaturas na Justiça Eleitoral. Até essa etapa, permanecem na condição de pré-candidatos. Somente depois do registro é que passam a disputar oficialmente as eleições.

A convenção desta sexta-feira integra o calendário eleitoral de 2026 e representa uma das primeiras etapas formais da disputa no Ceará, reunindo dirigentes partidários, filiados e representantes dos partidos que compõem a base governista.



(GC+)

Multidão lota última noite do Arrastapé Carnaúba em Reriutaba

 



Uma verdadeira multidão lotou a praça de eventos de Reriutaba para a última noite do Arrastapé Carnaúba. 

A programação reuniu grandes atrações musicais, como Lorim Vaqueiro, Zé Vaqueiro e Janaína Alves, levando muito forró e animação ao público. Mais uma vez, o evento reforçou sua importância para a cultura nordestina e movimentou a cidade durante três dias de festa.


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(Ipu Notícias.com)

Lulinha investigado por tráfico de influência e corrupção: do INSS à Lava Jato, o que pesa contra o filho de Lula

 





O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como "Lulinha".

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo g1, na semana passada a PF pediu a abertura do inquérito para investigar Lulinha. Mendonça foi sorteado e será o relator do caso no Supremo — a investigação é para apurar se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS".

Apontado pela PF como um dos principais operadores das fraudes no INSS, Antunes está preso preventivamente desde setembro.

Em março, a proposta final do relatório da CPMI do INSS — comissão parlamentar que investigou fraudes no pagamento de aposentadorias — pediu o indiciamento e a prisão preventiva de Lulinha.

O documento foi votado pela CPMI e rejeitado por 19 votos a 12. No texto, o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmou que havia indícios de que o filho de Lula teria cometido quatro crimes: tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e participação em corrupção passiva.

Gaspar integra a oposição ao governo Lula, e parlamentares da base o acusaram de agir politicamente, de olho em dividendos eleitorais nas eleições presidenciais de outubro.

À época, o advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori Santos, disse à BBC News Brasil que o empresário foi incluído no relatório da CPMI do INSS por motivos políticos.

"A motivação é evidentemente política. Não há outra explicação. No que tange ao Fábio Luis, 95% de tudo o que é escrito no relatório é a reprodução de reportagens. A comissão não conseguiu trazer nada novo, dizendo que há, apenas, uma possibilidade de que Fábio Luis tenha ligação com os investigados", disse.

Santos afirmou ainda que seu cliente não teria recebido recursos de Antunes e que Lulinha viajou a Portugal a convite de Antunes a Portugal para conhecer um projeto sobre medicamentos à base de canabidiol, mas que os dois nunca tiveram qualquer negócio juntos.

A divulgação do relatório e as investigações da PF são os episódios mais recentes de uma longa história envolvendo os negócios de Lulinha que remonta pelo menos 21 anos.

Em 2005, outra CPMI, a dos Correios, investigava as denúncias de que o governo comprava o voto de parlamentares para aprovar projetos no Congresso, no caso que ficou conhecido como escândalo do mensalão. Naquele mesmo ano, os negócios de Lulinha vieram à tona e, por pouco, não entraram no relatório final da comissão.

Ao longo das duas últimas décadas, nem mesmo o perfil discreto adotado pelo filho de Lula foi capaz de tirá-lo das atenções das autoridades e da oposição. Ele foi alvo tanto de boatos quanto de investigações conduzidas pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) durante a Operação Lava Jato.

Os inquéritos foram arquivados ao longo dos anos, mas agora, ele enfrenta uma nova leva de questionamentos.

Lulinha sob os holofotes

Mas o que fez com que Lulinha se tornasse, ao longo dos últimos anos, uma espécie de "calcanhar de Aquiles" do presidente Lula?

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam que o escrutínio sobre a vida de filhos e parentes de chefes de Estado é comum não apenas no Brasil, mas em outros países.

Segundo eles, os negócios de Lulinha com pessoas próximas ao governo vêm inspirando suspeitas ao longo dos anos e que isso pode ter um impacto, ainda que limitado, à campanha de reeleição de seu pai.

Gaspar fala ao microfone, de pé, com uma grande pilha de papéis a sua frente, seu relatório para a CPMI
Relatório de Gaspar tem mais de 4 mil páginas e pedia o indiciamento de 216 pessoas

Lulinha entrou no radar das autoridades (e da oposição) em 2005, ainda no primeiro mandato de seu pai. Durante a CPMI dos Correios, instalada após a revelação do caso do mensalão, as relações comerciais de Lulinha começaram a vir à tona.

Naquela época, parlamentares de oposição pediram que a CPMI investigasse os repasses de R$ 5 milhões da Telemar (atual Oi) para a Gamecorp, uma empresa de mídia da qual Lulinha era sócio.

As suspeitas eram de que a Telemar, que tinha entre seus sócios o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), controlado pelo governo federal, só teria feito o repasse porque Lulinha era filho do presidente Lula.

A oposição chegou a pedir que Lulinha fosse indiciado pela CPMI, mas, na última hora, segundo divulgou o jornal Folha de S. Paulo à época, o nome de Lulinha foi retirado do relatório.

O caso, no entanto, voltou à tona anos depois.

Em 2007, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar os repasses da Telemar à Gamecorp.

Como a empresa é concessionária pública e tinha o BNDES como sócio, o Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para averiguar suspeitas de crimes como tráfico de influência e se o investimento da companhia na Gamecorp teria causado prejuízos aos sócios da operadora de telefonia.

A investigação, no entanto, foi arquivada em 2012 sem que nenhum depoimento fosse tomado. Naquela ocasião, o então advogado de Lulinha, Roberto Teixeira, negou qualquer irregularidade nos repasses recebidos pela empresa e disse que "inexiste qualquer impedimento legal para que Fábio Luis possa participar de sociedade pelo fato de ser filho do atual presidente".

Ainda de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o procurador responsável pelo caso, Marcus Goulart teria reconhecido que a transação envolvendo as empresas e o fato de Lulinha ser filho do então presidente poderiam levantar suspeitas de favorecimento ou tráfico de influência, mas que "todas essas ilações podem convencer os leigos, mas são absolutamente insuficientes para levar o operador do direito a tomar uma decisão."

O caso envolvendo a Gamecorp voltou a rondar a família Lula da Silva em 2015. Naquele ano, foi a vez da Força Tarefa da Lava Jato abrir uma nova investigação sobre o assunto.

Em 2019, a PF deflagrou uma operação no âmbito da Lava Jato que cumpriu mandados de busca e apreensão contra vários alvos, entre eles, Lulinha.

A operação apurava suspeitas de que a Telemar/Oi teria feito pagamentos de R$ 132 milhões a empresas ligadas aos irmãos Fernando e Kalil Bittar e de Jonas Suassuna. Os três, por sua vez, eram sócios de Lulinha na Gamecorp. Segundo os procuradores, a Gamecorp teria recebido um total de R$ 82 milhões.

As suspeitas, segundo o MPF, eram de que os pagamentos haviam sido feitos em troca de decisões do governo favoráveis à empresa, como a que permitiu a fusão da antiga Brasil Telecom e da Telemar, originando a Oi.

"O maior ativo que a Oi/Telemar buscava na Gamecorp era o fato de que entre os seus sócios estava o filho do então presidente da República", disse o então procurador do caso, Roberson Pozzobon, durante uma entrevista à época.

A defesa de Lulinha, novamente, negou que os repasses feitos pela Telemar/Oi fossem contrapartidas por decisões do governo.

Em 2022, a investigação contra Lulinha foi novamente arquivada. Daquela vez, a Justiça Federal de São Paulo arquivou o caso com base na suspeição do então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, o atual senador Sergio Moro (PL-PR).

A suspeição foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, na prática, invalidou atos praticados por Moro relacionados ao então ex-presidente Lula e pessoas ligadas a ele.

Como a investigação contra Lulinha se baseava em quebras de sigilo fiscal, bancário e telefônico ordenados por Moro, a Justiça Federal de São Paulo entendeu que as evidências que embasaram a investigação também estavam anuladas.

Confusão generalizada entre parlamentares após aprovação de quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
Parlamentares entraram em confronto após CPMI aprovar quebra de sigilo de Lulinha em fevereiro; depois, medida foi anulada pelo STF

CPMI do INSS

O nome de Lulinha começou a aparecer nas investigações sobre as fraudes no INSS depois que a PF passou a se debruçar sobre as atividades de Antunes.

Segundo as investigações, Antunes atuaria como intermediário entre sindicatos e associações e servidores do instituto, recebendo valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas e repassando parte dos recursos a funcionários do INSS, familiares e empresas ligadas a eles.

Já a empresária Roberta Luchsinger, também alvo das investigações, é apontada como amiga próxima de Lulinha e elo entre ele e Antunes, sendo suspeita de ter intermediado pagamentos para o filho do presidente.

De acordo com o relatório da CPMI, a testemunha Edson Claro, ex-empregado de Antunes, disse à PF que "o Careca do INSS fez um pagamento de 25 milhões (em moeda desconhecida) para Fábio Luís e pagava também uma 'mesada' de cerca de R$ 300 mil."

Além disso, aponta o relator da CPMI, a Polícia Federal identificou uma troca de mensagens entre Antunes e outro funcionário seu, Milton Salvador de Almeida Júnior.

Nessa conversa, diz o relatório, "Milton questiona Antônio [Camilo Antunes] acerca de quem seria o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil, ao que Antônio responde de forma lacônica: 'o filho do rapaz'. Na sequência, Milton encaminha a Camilo o comprovante de transferência de R$ 300 mil para a empresa de Roberta Luchsinger".

Para a Polícia Federal, nota Gaspar, a expressão "o filho do rapaz" seria uma referência velada ao filho de Lula.

O relatório da CPMI também lista três viagens que Lulinha fez à Europa em datas coincidentes com o Careca do INSS, ao longo de 2024, segundo passagens aéreas no nome dos dois levantadas pela PF.

Eles teriam estado juntos em Lisboa em junho e novembro, e em Madri em setembro. Luchsinger teria participado da primeira viagem a Lisboa e da ida a Madri.

"Está provado que o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição, por Careca do INSS, de passagens de primeira classe em voos internacionais, bem como hospedagens de luxo em países europeus", dizia o relatório de Gaspar.

O relatório cita ainda reportagem do jornal O Globo revelando que Antunes esteve cinco vezes no Ministério da Saúde entre 2024 e 2025, segundo registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Em uma delas, estava acompanhado de Luchsinger.

"Os indícios apontam que Fábio Luís, valendo-se de sua posição de filho do Presidente da República, teria recebido valores periódicos de Antônio Camilo, por intermédio da empresa de Roberta Luchsinger, como contraprestação pela facilitação de acesso a órgãos federais, notadamente o Ministério da Saúde e a ANVISA, onde o lobista buscava viabilizar negócios no setor de cannabis medicinal e telemedicina", escreveu Gaspar.

Parlamentares da base do governo contestam o relatório de Gaspar e acusam o relator da CPMI de ter agido politicamente durante as investigações da comissão.

"O relator tá preocupado em ser [eleito em outubro] senador por Alagoas. Essa é a verdade", disse o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) na CPMI, chamando também a CPMI de "circo".

Assim como ele, outros parlamentares petistas afirmaram que a fraude no INSS começou antes do governo Lula e foi apurada em sua gestão por causa da autonomia garantida à Polícia Federal.

"No governo Bolsonaro, os bandidos entraram pra dentro do INSS pra roubar velhinhos aposentados. E, no governo Lula, deflagrou a operação [da PF] Sem Desconto", disse a deputada Dandara Tonantzin (PT/MG), antes da leitura do relatório de Gaspar.

Imagem divulgada pela Polícia Federal na nova fase da Operação Sem Desconto
Imagem divulgada pela Polícia Federal na nova fase da Operação Sem Desconto

No total, o relatório de Gaspar pedia o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Antunes, Roberta Luchsinger e parlamentares, como o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE).

Entre os indiciados, estão também o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente acusado de fraudes no Banco Master, do qual era dono.

Apesar do foco no INSS, a CPMI acabou entrando no escândalo do Banco Master, com o argumento de apurar irregularidades em empréstimos consignados para aposentados.

Isso levou à PF a compartilhar material sigiloso da investigação do Master com a CPMI do INSS, conteúdo que acabou vazado para a imprensa, revelando a proximidade de Vorcaro com autoridades, como parlamentares e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Foi nesse contexto que a CPMI não teve sua prorrogação autorizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Parlamentares interessados na continuidade da comissão pediram sua prorrogação ao STF, mas a maioria dos ministros negou o pedido por entender que essa decisão cabia ao Congresso.

Boatos

Ao mesmo tempo em que se viu alvo de investigações, Lulinha também passou a ser o personagem de diversos boatos e especulações envolvendo o seu nome.

O principal deles era o de que ele seria uma espécie de sócio-oculto do frigorífico JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Os dois, por sua vez, chegaram a ser presos durante a Operação Lava Jato e firmaram acordos de colaboração premiada no qual revelaram pagamento de vantagens indevidas a políticos.

Apesar disso, não foram encontradas evidências de que Lulinha teria tido qualquer tipo de participação societária no grupo econômico do qual faz parte da JBS.

Agências de checagem desmentiram, pelo menos duas vezes, os boatos de que Lulinha seria sócio da empresa.

Outro rumor que afetou a imagem de Lulinha era o de que ele seria o dono de um carro esportivo da marca Ferrari banhada a ouro.

O boato também foi desmentido por agências de checagem.

Impacto político

Para a cientista política Luciana Santana, professora de Ciência Política na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Lulinha se tornou um personagem politicamente útil porque sua figura permite condensar críticas mais amplas ao lulismo e ao próprio presidente Lula.

Segundo ela, o caso reúne, de uma só vez, suspeitas sobre a proximidade familiar e supostos acessos privilegiados a benefícios econômicos.

"O ponto central, desde então, nunca foi apenas a figura privada de Fábio Luís, mas o valor político do enredo: transformar o filho do presidente em atalho narrativo para atingir o próprio Lula", afirma.

A professora de Ciência Política da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Denilde Holzhacker faz uma avaliação semelhante. "Essas relações que Lulinha manteve em sua vida comercial sempre levantam suspeitas sobre o quanto ele utilizou ou não sua posição de filho do presidente para fazer negócios".

Para Holzhacker, isso faz de Lulinha um "flanco sensível para Lula porque seu nome reaparece ligado a investigações e a narrativas sobre tráfico de influência".

Santana também avalia que o caso tem uma dimensão simbólica.

Segundo ela, filhos de presidentes ou de chefes-de-Estado funcionam como "atalhos morais" no debate público.

"Em vez de discutir apenas decisões de governo, a oposição desloca o foco para a família presidencial, onde a acusação costuma produzir mais indignação, mais personalização e mais repercussão. No caso de Lulinha, isso foi facilitado pelo contraste explorado publicamente entre sua situação anterior e sua ascensão empresarial após Lula chegar ao Planalto", explica.

Holzhacker e Santana concordam que o escrutínio à vida privada ou comercial de filhos de chefes-de-Estado é um padrão não apenas no Brasil, mas no exterior. "A gente viu isso com o filho do ex-presidente Joe Biden (Hunter Biden) e agora com os filhos e o genro do presidente Donald Trump", diz Holzhacker.

Hunter Biden foi alvo de investigações nos Estados Unidos por suspeitas de negócios ilegais na China e na Ucrânia enquanto seu pai era vice-presidente dos Estados Unidos.

Os filhos de Trump, por outro lado, vêm gerando polêmica por fazer negócios no ramo imobiliário e investidas no mundo das criptomoedas enquanto o pai está no comando do país.

"A gente vê isso com filhos de políticos de outros países e, mais recentemente, até em relação a filhos de ministros do Judiciário brasileiro", diz Holzhacker.

Ao olhar para 2026, o caso envolvendo Lulinha reativa o sentimento negativo contra o PT em relação a denúncias de corrupção. Apesar disso, ela pondera que o desgaste para a campanha à reeleição de Lula não seria automático.

Segundo ela, isso se daria porque, apesar das citações a Lulinha no caso da CPMI do INSS, sua defesa estaria atuando para minimizar o impacto dessas investigações e porque, apesar disso, Lula ainda vem se mostrando competitivo no cenário eleitoral.



(O Povo)

Sobrevivente de acidente com ônibus de basquete recebe alta após 45 dias internado no Ceará


Sobrevivente de acidente com ônibus de basquete recebe alta após 45 dias internado no Ceará
Bruno fazia parte da delegação que retornava de Sobral após uma competição de basquete. (Foto: Reprodução)


O sobrevivente do acidente com o ônibus que transportava equipes de basquete de Juazeiro do Norte recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (30), após permanecer 45 dias internado. O estudante e atleta Bruno Lira da Silva, de 17 anos, deixou o Hospital Regional do Cariri depois de passar por quatro cirurgias e agora seguirá a recuperação ao lado da família. O acidente aconteceu em 15 de junho, na CE-187, no distrito de Santa Tereza, em Tauá, deixando sete mortos e dezenas de feridos.

Bruno fazia parte da delegação que retornava de Sobral após uma competição de basquete. Horas antes da viagem, a equipe sub-19 da qual integrava havia conquistado o título da categoria. Logo após o acidente, o adolescente recebeu os primeiros atendimentos em um hospital de Tauá. Posteriormente, foi transferido para o Hospital Regional do Cariri, onde permaneceu internado até receber alta médica.

A saída do hospital marca uma nova etapa na recuperação do jovem. Mesmo em casa, ele ainda enfrenta limitações físicas decorrentes das lesões sofridas no acidente e seguirá em tratamento para recuperar os movimentos do braço esquerdo.

Sobrevivente de acidente com ônibus de basquete inicia recuperação em casa

Morador de Juazeiro do Norte, Bruno agora divide a rotina entre o descanso, o acompanhamento médico e as sessões de fisioterapia. Ele também deverá passar por um novo procedimento no braço como parte da recuperação.

Além dos desafios físicos, o retorno para casa representa o início da reconstrução da rotina interrompida pela tragédia. Durante os 45 dias de internação, familiares acompanharam diariamente sua evolução clínica. A mãe do estudante, Ana Maria Lira, afirmou que o momento representa um recomeço para toda a família. Segundo ela, a experiência transformou a rotina dos dois e reforçou a força demonstrada pelo filho durante o período de internação.

Bruno Lira quer voltar aos estudos e ao basquete

Aluno do 3º ano da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Presidente Geisel, conhecida como Polivalente, Bruno pretende retornar às aulas de forma gradual. Como ainda possui restrições para realizar algumas atividades após as cirurgias, a readaptação ocorrerá aos poucos. A escola já disponibilizou apoio para facilitar esse retorno.

Além da recuperação física, o estudante mantém o foco na preparação para o Enem e para o vestibular. O objetivo é ingressar no curso de Educação Física. O sonho de voltar às quadras também permanece. Antes disso, ele precisará concluir a fisioterapia e finalizar o tratamento no braço esquerdo.

No primeiro dia de volta para casa, Bruno recebeu visitas de familiares e amigos. Entre eles estava Cícero Igor Silva Lima, de 18 anos, colega de escola e também integrante da equipe de basquete. Igor também ficou ferido no acidente e permaneceu cinco dias internado no Hospital Regional do Cariri.

Investigação do acidente em Tauá continua em andamento

Enquanto os sobreviventes seguem em recuperação, a investigação sobre o acidente continua. Segundo a Polícia Civil do Estado do Ceará, os laudos periciais já foram anexados ao inquérito e subsidiam as investigações.

A perícia inicial não identificou problemas mecânicos no ônibus. Os exames realizados no motorista também não apontaram a presença de álcool ou drogas no organismo. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Tauá, que continua realizando oitivas e outras diligências para esclarecer as circunstâncias do tombamento registrado na CE-187, no distrito de Santa Tereza. As investigações permanecem em andamento e buscam reunir todos os elementos necessários para esclarecer o que provocou o acidente que vitimou sete pessoas e deixou dezenas de feridos.



(GC+)

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