
A conclusão do inquérito sobre as investigações foi apresentada pela
Polícia Civil de Goiás (PCGO) nesta sexta-feira (27). Segundo o delegado
Felipe Sala, responsável pelas apurações, as atitudes do secretário
demonstram que o crime foi premeditado.
As vítimas são Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8.
As autoridades ouviram 24 testemunhas. A partir das oitivas, a investigação apontou que, nas horas que antecederam os homicídios, o secretário já demonstrou um comportamento diferente. Thales teve um jantar com os pais, por volta das 18h do dia do crime. As informações são do portal g1.
"Os pais de Thales nos informaram que posteriormente aos fatos eles
conseguiram observar que Thales ali, houve ali nesse jantar um tom de
despedida, um carinho a mais, e que eles só conseguiram notar após os
fatos", disse o delegado Felipe Sala.
A Polícia Civil concluiu que os homicídios dos meninos e o suicídio
do pai ocorreram entre 23h39 e meia-noite do dia 12 de fevereiro, pois
esse foi o horário estimado em que o prefeito Dione chegou ao local. As crianças estavam dormindo no momento do crime.
"Eles estavam deitados, os dois com a face esquerda no travesseiro e
ambos receberam disparos de arma de fogo na têmpora direita", descreveu o
delegado Felipe Sala sobre as crianças. Em seguida, o pai atirou na
própria boca e morreu na hora.
Os meninos foram socorridos ao hospital com vida, mas Miguel morreu no mesmo dia. O caçula, Benício, passou por cirurgia e foi internado na UTI, mas faleceu no dia seguinte.
Ainda segundo a polícia, Thales comprou galões de gasolina e despejou pela casa. Também foi encontrado um isqueiro na cena do crime, confirmando a intenção de Thales de incendiar a casa.
"Agora, o porquê ele não cometeu, não temos como dar essa resposta.
Fato é que ao lado de sua cama existia um isqueiro e o mesmo não o
acendeu e não causou o incêndio", disse o delegado.
O secretário usou no crime uma arma Glock G25 .380, registrada em seu
nome. "Portanto, nem mesmo a arma ele arrumou ou conseguiu com um
terceiro", completou o delegado, esclarecendo os boatos de que outras pessoas teriam participado do crime, o que foi descartado pela polícia.
DN