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| Foto: Reprodução/Pexels |
A mãe da pequena Helena, bebê de 10 meses que morreu em um caso
investigado pela Polícia Civil como suspeita de estupro seguido de
morte, concedeu uma entrevista exclusiva ao GCMais e falou, pela primeira vez, sobre os momentos que antecederam a tragédia registrada no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
Em
um relato emocionado, Isabelle afirmou que se recorda de toda a
sequência dos acontecimentos da madrugada e negou ter ingerido bebida
alcoólica durante a confraternização em que estava com familiares e
amigos.
"Eu lembro de tudo"
Segundo
Isabelle, o dia começou com uma reunião familiar para comemorar o
aniversário do avô e do tio. Após a confraternização, parte do grupo
decidiu seguir para um apartamento de conhecidos.
"A gente passou o
dia na piscina. Era a comemoração do aniversário do meu avô e do meu
tio. Depois, um amigo de infância, meu irmão e minha cunhada chamaram
para continuar comemorando no apartamento de um primo desse amigo. A
gente foi."
Ela afirmou que permaneceu sóbria durante todo o
encontro. "Eu não trisquei numa gota de bebida. Eu lembro de tudo que
aconteceu."
Enquanto os adultos jogavam Banco Imobiliário, Helena
permaneceu ao seu lado. "A minha filha estava do meu lado, no meu
colinho, brincando comigo."
Mãe diz que mudou de lugar para dormir com a bebê
Já
durante a madrugada, Isabelle contou que decidiu dormir com a filha.
Inicialmente, deitou em uma rede, mas resolveu mudar de lugar porque a
bebê começou a tossir por causa do ar-condicionado.
"Ela começou a tossir porque o ar-condicionado era debaixo da rede. Depois disso, eu fui para outra cama com ela."
Segundo
a mãe, Helena foi colocada para dormir como fazia todos os dias.
"Coloquei ela debaixo do meu bracinho, como eu sempre dormi com ela."
Emocionada, ela lembrou da relação que tinha com a filha. "Quem me conhece sabe que a minha filha era meu mundo."
"Quando acordei, ela já estava em outra posição"
Na
sequência da entrevista, Isabelle relatou que ainda amamentava Helena
quando outras pessoas entraram no quarto. Ela contou que pediu um copo
de água e que, em seguida, um dos homens presentes deitou na cama ao
lado da bebê. "Eu estava do lado da minha filha, dando peito a ela.
Quando eles chegaram na porta, eu pedi um copo d'água. Ele voltou, me
deu um copo d'água e, enquanto eu bebia, se jogou na cama do lado da
minha filha."
Segundo ela, o homem era uma pessoa de porte físico
avantajado. "Como ele era muito pesado, ele ainda deitou em cima do
braço dela."
Isabelle afirmou que puxou a filha para mais perto de
si para evitar que ela caísse da cama. "Puxei o bracinho dela e
coloquei ela debaixo do meu braço para que, caso alguém se mexesse, eu
sentisse."
Pouco depois, ela disse que adormeceu. "Desde então, eu apaguei."
Ao
despertar, percebeu que Helena estava em uma posição completamente
diferente da habitual. "Quando eu acordei, a minha filha já estava em
outra posição. Ela não dormia daquele jeito."
Segundo o relato, a
criança estava com a cabeça inclinada para baixo e as pernas sobre o
corpo da mãe. "Ela estava de cabeça baixa e as pernas em cima de mim."
A mãe afirma ainda que encontrou o homem sobre a região da cabeça da bebê. "Ele estava em cima da cabeça da minha filha."
Desesperada,
Isabelle disse que retirou o homem imediatamente e pegou a filha nos
braços. Muito emocionada, encerrou o relato lembrando do sonho de ser
mãe. "Ela era minha única filha. Quem me conhece sabe o quanto eu
desejei ela. Ela era tudo o que eu tinha na minha vida."
Caso é investigado pela Polícia Civil
A
morte de Helena ocorreu na última segunda-feira (13) e é investigada
pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente
(Dececa).
De forma preliminar, a Polícia Civil aponta como
principais suspeitos o padrasto da criança e um primo dele, que estavam
no apartamento onde a família permaneceu durante a madrugada. Conforme
as primeiras informações obtidas pelos investigadores, ambos
apresentavam sinais de embriaguez.
A investigação também apura a
suspeita de violência sexual contra a bebê. No entanto, a Polícia Civil
ressalta que essa hipótese ainda depende da conclusão dos laudos
periciais da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que deverão
confirmar ou descartar o estupro, além de esclarecer a causa da morte.
Familiares
da criança, incluindo a mãe e um tio da bebê, prestaram depoimento na
Dececa como parte das primeiras diligências. Ao todo, quatro pessoas
foram conduzidas à unidade especializada para prestar esclarecimentos.
O
caso segue sendo tratado como prioridade pelas autoridades, que
realizam coleta de depoimentos, análise de vestígios e outras
diligências para reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar a
participação de cada envolvido.
O GCMais acompanha o caso e
seguirá atualizando as informações conforme o avanço das investigações e
a divulgação oficial dos laudos periciais e das decisões da Polícia
Civil.
A entrevista completa com Isabelle será exibida nos
telejornais da TV Cidade e também terá novos trechos publicados nas
plataformas digitais do GCMais.
(GC+)