/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/w/Vl0zbzQVO2fSJdSHEN5w/design-sem-nome-2-.png)
O momento da queda foi registrado em vídeo por testemunhas que
flagraram o momento em que a jovem foi empurrada da plataforma sem que a
corda estivesse conectada ao corpo dela (assista acima).
Três homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil. A seguir, o g1 reúne perguntas e respostas com o que se sabe sobre o caso:
Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira
Maria Eduarda tinha 21 anos e era natural de Jandira
(SP). Com formação em educação física e gestão esportiva, e costumava
compartilhar nas redes sociais sua paixão por atividades ao ar livre e
pela natureza.
Horas antes de morrer, ela publicou fotos mostrando o local do salto,
as pulseiras de identificação e brincou com a situação. Em uma das
postagens, escreveu: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma
ponte???".
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda
Como o acidente aconteceu?
Um vídeo que circula nas redes sociais
mostra Maria Eduarda sendo carregada por três funcionários até a
beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a
queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a
corda".
A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso
ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado
no chão da estrutura de salto.
Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os
instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.
Ao contrário do bungee jump, que usa uma corda elástica e faz a pessoa
"quicar", o rope jump interrompe a queda de forma controlada e faz o
praticante balançar de um lado para o outro, como um pêndulo humano.
Por ser uma atividade de risco extremo, empresas profissionais adotam
protocolos rígidos, como a checagem dupla, onde mais de um instrutor
confirma se todos os equipamentos estão fixados antes de autorizar a
queda.
Quem era responsável pelo salto?
Eles eram um grupo de praticantes do esporte que se conheceram e, há
cerca de um ano, passaram a promover eventos em vários destinos.
Por que a corda não foi presa à jovem na hora do salto?
Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na
checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de
conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda.
Um cliente que saltaria logo em seguida relatou que os funcionários
ignoraram a conferência padrão na vez dela. A corda grossa que deveria
segurar a queda da jovem ficou enrolada no chão da plataforma.
Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não souberam
explicar o motivo do erro. A delegada responsável pelo caso afirmou que
eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a
obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não
ter sido feita antes de empurrarem a vítima.
Morte de jovem em rope jump sem corda: três homens serão investigados por homicídio com dolo eventual — Foto: Reprodução
O grupo tinha autorização para atuar no local?
A polícia informou que o grupo não tinha nenhum tipo de autorização
para realizar saltos na região da Ponte do Esqueleto. Mesmo sem a
permissão legal para uso do espaço, a atividade organizada por eles
naquele sábado reunia cerca de 100 participantes.
Quais os crimes investigados e próximos passos da investigação?
Para a delegada do caso, ao não fazerem a checagem da corda, eles assumiram o risco de produzir o resultado trágico.
A polícia agora vai ouvir outras testemunhas e aguarda a conclusão dos
laudos da perícia. Com o avanço do inquérito, os instrutores poderão ser
formalmente denunciados à Justiça e responder criminalmente pela morte
da jovem.
Qual o posicionamento dos instrutores presos?
O advogado de defesa afirmou que os três clientes são apaixonados pelo
esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso
como uma "triste fatalidade".
De quem é a responsabilidade pelo local?
A Ponte do Esqueleto, onde ocorreu a tragédia, é de responsabilidade do
Governo Federal. Em nota, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU)
disse estar "à disposição das autoridades para colaborar nas
investigações".
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o
local faz parte do patrimônio imobiliário da extinta Rede Ferroviária
Federal (RFFSA) e foi classificado como bem não operacional a cargo do
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
"A ponte do Esqueleto pertencia a trecho não implantado do ramal da
RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades
particulares. A transferência patrimonial para a superintendência da SPU
de São Paulo foi finalizada em março de 2026", detalhou, em nota.
Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda
g1