Policial penal é suspeito de aliciar menina de 12 anos

 Advogado acusa policial penal de aliciar sua filha de 12 anos — Foto: Reprodução

O pai da criança, Sandro Figueiredo, é o responsável pela denúncia e contou ao g1 que registrou o caso na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).

Nas redes sociais, Sandro acusou o servidor, que aparece em documentos oficiais da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) como inspetor, de ter aliciado sua filha para um encontro na praia, "para jogarem futevôlei".

"Ele estava convidando a minha filha, de 12 anos de idade, que estava praticando esporte, pra jogar futevôlei com ele na praia sozinho, jogar altinha na praia, mandava fotos temporária, visualização única pra minha filha. Esse ato de convidar uma criança pra jogar futevôlei na praia sozinho isso é crime previsto no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente", explicou Sandro.

Segundo o Sandro, o policial tinha o costume de apagar as mensagens após o envio.

"Mandava mensagens de visualização temporária, aliciando a minha filha, uma criança de 12 anos de idade. Minha filha não tem corpo, não tem rosto, não tem jeito de adulto, tem o corpo, rosto e jeito de criança. Isso é transparente como a mais pura das águas cristalinas. E ele estava aliciando", completou.

“Registrei o caso na DCAV e já foi pra Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes, a Veca. O juiz mandou pro Ministério Público. O Ministério Público concordou com as cautelares e já existe a decisão judicial favorável. Foi essa decisão que me comunicaram”, acrescentou Sandro.

A Seppen informou que "a Corregedoria instaurou sindicância para apurar a denúncia, no que tange às medidas administrativas cabíveis, e enviou ofício de comunicação ao Ministério Público. No âmbito criminal, a investigação está a cargo da Polícia Civil."

A secretaria reforçou que não compactua com desvios de conduta ou crimes cometidos por seus servidores.

O g1 entrou em contato com o MP e aguarda retorno.

G1 

Universitária de 22 anos é encontrada morta em pátio de condomínio em Fortaleza; mãe cobra respostas

 

(Foto: Reprodução)



A morte da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no pátio de um condomínio na Aldeota, em Fortaleza, ainda é cercada por perguntas sem resposta para a família. O corpo foi localizado no domingo (13), e a causa da morte ainda não foi determinada. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) informou aos familiares que o laudo cadavérico pode levar até 30 dias para ficar pronto. O caso está sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.

A mãe da jovem, a professora Isorlanda Caracristi, afirmou que só tomou conhecimento da morte no dia seguinte. Preocupada porque a filha não havia mantido a rotina de comunicação que as duas tinham diariamente, Isorlanda tentou entrar em contato com Isabelle e, diante da ausência de respostas, decidiu ir pessoalmente ao condomínio.

Em um relato publicado nas redes sociais, a professora descreveu a relação próxima que mantinha com a filha e contou os acontecimentos que antecederam a morte. A manifestação foi feita em meio à busca por esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.

Minha filha estava viva e voltou morta para os meus braços”, afirmou Isorlanda em seu relato.

A declaração repercutiu nas redes sociais e levou entidades ligadas à comunidade acadêmica e jurídica a manifestarem pesar pela morte da jovem.

A Polícia Civil, porém, ainda não divulgou uma conclusão sobre o que provocou a morte. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Pefoce foram acionadas para o local. A pasta ressalta que somente o laudo cadavérico poderá confirmar a causa do óbito.

Isabelle Caracristi foi encontrada morta em condomínio na Aldeota

Isabelle cursava Direito e, segundo o relato da mãe, tinha 22 anos e estava no segundo semestre da graduação. Isorlanda descreveu a filha como uma jovem alegre, comunicativa e cheia de planos profissionais.

A mãe contou que Isabelle pretendia seguir carreira na advocacia, com interesse pela área criminal. O início da graduação teria sido acompanhado por uma nova oportunidade profissional: ainda segundo o relato da professora, a jovem havia conseguido um estágio em um escritório de advocacia de Fortaleza.

A partir desse período, conforme contou Isorlanda, a filha teria passado por mudanças na rotina pessoal. A mãe relatou que Isabelle começou um relacionamento com um homem que, segundo ela, era superior hierárquico no ambiente profissional.

É importante ressaltar que as informações sobre o relacionamento e os acontecimentos anteriores à morte fazem parte do relato da mãe e não representam, até o momento, conclusões da investigação policial.

Isorlanda afirmou que percebeu uma aproximação rápida entre a filha e o namorado e que chegou a manifestar preocupação com a velocidade com que o relacionamento avançou.

Em determinado momento, segundo a mãe, Isabelle passou a permanecer cada vez mais tempo na residência do namorado até decidir morar no local.

A professora contou que tentou conversar com a filha sobre a situação, mas também buscou preservar a proximidade entre as duas.

Eu fiquei com receio de brigar muito com minha filha e nós nos afastarmos cada vez mais”, relatou.

A preocupação, segundo Isorlanda, aumentou à medida que a filha passou a passar mais tempo fora de casa.

Mãe relata últimos dias da filha e cobra esclarecimentos

No relato publicado nas redes sociais, Isorlanda também descreveu os últimos dias em que esteve com Isabelle.

Segundo a professora, a jovem chegou a passar um período na casa da mãe porque não estaria se sentindo bem. As duas foram a um aniversário de família e Isabelle dormiu na residência.

No domingo, de acordo com Isorlanda, a filha apresentava um quadro de indisposição e teria mencionado dores no pescoço, tosse e coriza. A mãe disse ainda que Isabelle recebeu mensagens durante boa parte do período em que esteve em casa.

A professora afirmou ter percebido a filha mais apreensiva e relatou que houve diversas mensagens trocadas com o namorado.

O telefone era o tempo inteiro ela recebendo mensagens. O tempo inteiro, o tempo inteiro”, contou.

Segundo a mãe, Isabelle decidiu retornar ao condomínio no fim daquele domingo. Antes de sair, teria informado que iria participar de uma missa e de uma procissão com o namorado e familiares dele.

Isorlanda contou que, posteriormente, recebeu uma mensagem da filha sobre uma comida que havia deixado preparada e, depois, outra declaração de afeto.

Mãe, eu te amo”, teria escrito Isabelle, segundo o relato da professora.

Depois disso, porém, a comunicação entre as duas foi interrompida.

A mãe afirmou que esperava receber a mensagem de “boa noite”, hábito que, segundo ela, fazia parte da rotina da filha. Como isso não ocorreu, Isorlanda inicialmente imaginou que Isabelle tivesse dormido.

Na manhã seguinte, tentou contato diversas vezes.

Família ainda não sabe a causa da morte de Isabelle

A ausência de respostas aumentou a preocupação da mãe. Conforme o relato, Isorlanda tentou falar com Isabelle e também procurou o namorado da jovem.

A professora afirmou que não conseguiu contato e que percebeu que havia sido bloqueada em redes sociais.

Diante da situação, decidiu ir ao condomínio acompanhada de familiares.

Segundo Isorlanda, ao chegar ao prédio, percebeu movimentação entre funcionários e pediu informações sobre a filha. Ela relatou que, após conversar com funcionários e com a administração do condomínio, recebeu a notícia de que Isabelle havia morrido.

Meu Deus, o que aconteceu com a minha filha, que até hoje eu não sei”, disse a professora durante o relato.

A família posteriormente recebeu informações na Pefoce. O corpo foi reconhecido na terça-feira (15), e os familiares foram informados de que o laudo cadavérico ainda seria necessário para determinar a causa da morte.

O sepultamento ocorreu no mesmo dia, no Cemitério Parque da Paz.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem conclusão pública da Polícia Civil sobre eventual responsabilidade de terceiros. A investigação permanece em andamento.

Polícia Civil investiga circunstâncias da morte na Aldeota

A SSPDS informou que o caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. A pasta reforçou que a Perícia Forense foi acionada e que o laudo será fundamental para esclarecer a causa da morte.

A investigação deverá reunir os elementos coletados no local, informações testemunhais e os resultados dos exames periciais.

Enquanto o trabalho policial continua, a família busca esclarecimentos sobre as circunstâncias que antecederam a morte da jovem.

A professora Isorlanda também afirmou que gostaria de compreender por que não foi comunicada imediatamente sobre a morte da filha. Em seu relato, ela disse ter descoberto o ocorrido somente depois de procurar pessoalmente informações no condomínio.

Eu preciso de respostas. Eu preciso de respostas. E eu quero justiça pela minha filha”, afirmou.

A fala resume o pedido feito pela mãe diante da ausência, até o momento, de uma explicação conclusiva sobre o que aconteceu com Isabelle.

Mãe de Isabelle pede respostas sobre o que aconteceu

A morte da universitária repercutiu entre integrantes da comunidade acadêmica e entidades ligadas à trajetória profissional da mãe.

A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) publicou uma nota de pesar em homenagem a Isabelle e manifestou solidariedade à professora Isorlanda e aos familiares. A entidade destacou a trajetória da mãe na instituição e desejou força à família.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Sertão Central também publicou uma manifestação de pesar pela morte da jovem, mencionando a relação de Isorlanda com atividades da entidade e lembrando a participação da professora em evento promovido pela subseção.

Isorlanda é professora da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e possui atuação acadêmica na área de Geografia, com pesquisas relacionadas à climatologia e ao meio ambiente. Registros acadêmicos da UVA confirmam sua atuação como professora e pesquisadora da instituição.

A trajetória da professora também inclui participação em pesquisas e publicações acadêmicas na área de Geografia.

No caso de Isabelle, entretanto, a principal questão permanece sem resposta: o que provocou a morte da jovem de 22 anos.

A resposta deverá depender dos exames realizados pela Pefoce e dos demais elementos reunidos pela Polícia Civil. Até que esses dados sejam concluídos, não é possível afirmar a causa da morte ou atribuir responsabilidade criminal a qualquer pessoa.

Como denunciar informações à Polícia Civil

A SSPDS orienta que pessoas que tenham informações capazes de contribuir para a investigação podem procurar os canais oficiais de denúncia.

As informações podem ser encaminhadas pelo 181, Disque-Denúncia da SSPDS, ou pelo WhatsApp (85) 3101-0181, que recebe mensagens, áudios, vídeos e fotografias.

Também está disponível o telefone (85) 3101-7502, da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.

A SSPDS informa que o sigilo e o anonimato são garantidos.

O caso continua sob investigação, e novas informações poderão esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi. Até lá, a família aguarda o resultado da perícia e cobra respostas sobre os últimos momentos da universitária.



(gc+)

Traficante preso no Galeão ao voltar de luxuosa viagem a Dubai

Thiago Américo do Livramento, o Cocão — Foto: Reprodução
Thiago Américo do Livramento, o Cocão — Foto: Reprodução 

 

 


A Polícia Civil do RJ prendeu nesta quinta-feira (17), no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, na Zona Norte do do Rio de Janeiro, um traficante foragido que voltava de uma viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Thiago Américo do Livramento, o Cocão, é apontado como chefe de um esquema do Terceiro Comando Puro (TCP) de receptação e comercialização de celulares roubados e furtados.

A prisão foi realizada por agentes da 6ª DP (Cidade Nova), que cumpriram um mandado de prisão expedido pela Justiça. A ação contou com apoio da Polícia Federal (PF).

iPhones roubados na Zona Sul

De acordo com a Polícia Civil, Thiago ocupava uma posição estratégica em uma estrutura criminosa especializada na receptação de telefones roubados — principalmente iPhones — na Zona Sul da capital.

Ainda segundo a investigação, os aparelhos eram submetidos a procedimentos de desbloqueio que permitiam o acesso a contas bancárias das vítimas para a realização de fraudes financeiras. Depois, os celulares eram revendidos.

Thiago Américo do Livramento, o Cocão — Foto: Reprodução
Thiago Américo do Livramento, o Cocão — Foto: Reprodução 

Passeio em Dubai

Os investigadores monitoravam o alvo havia meses e identificaram seu retorno ao Brasil após uma viagem de cerca de uma semana a Dubai.

Cocão postou registros do passeio nas redes sociais. Ele gravou vídeos dirigindo carros de luxo e posou em pontos turísticos do emirado, como em um arranha-céu.

Outra postagem mostra Cocão atrás de sacolas de uma marca de bolsas de grife.



(g1) 

Alunos envolvidos em agressão a professor são expulsos de colégio

 

 Professor é agredido por alunos durante jogo de futebol em colégio na Taquara — Foto: Reprodução/ TV Globo




O Colégio Ícone decidiu expulsar os alunos diretamente envolvidos na agressão a um professor de educação física durante uma partida de futebol do torneio interclasses, na unidade Taquara 2, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A decisão foi tomada pelo Conselho Geral da instituição e comunicada às famílias nesta sexta-feira (18). 

Segundo a escola, a apuração interna levou em consideração imagens, relatos e depoimentos de alunos e profissionais envolvidos no episódio. Os estudantes já estavam suspensos das atividades desde a ocorrência.

O caso também é investigado pela 32ª DP (Taquara). Os adolescentes envolvidos serão intimados a prestar depoimento na delegacia. O Conselho Tutelar acompanha a situação.

Escola analisou imagens e relatos

Em nota publicada nas redes sociais, o Ícone Colégio e Curso informou que o Conselho Geral se reuniu para analisar individualmente a conduta dos estudantes envolvidos.

A escola afirmou que, desde o episódio, adotou medidas para preservar a comunidade escolar, entre elas a suspensão das atividades do interclasse, a suspensão dos alunos e o oferecimento de apoio ao professor.

“Concluída esta etapa de apuração e realizada a análise individualizada das condutas, o Conselho Geral deliberou pela não permanência na instituição dos alunos diretamente envolvidos no episódio, decisão comunicada às famílias pelo Conselho na data de 18 de setembro de 2026.”

A instituição afirmou ainda que continuará colaborando com o Conselho Tutelar e com os demais órgãos que acompanham o caso.

Professor recebe apoio da escola

Segundo o colégio, o professor continua recebendo suporte da instituição.

“O Colégio permanece prestando todo o suporte necessário ao professor para garantir sua integridade e sua saúde emocional, a fim de que, em tempo oportuno, tenha condições de retomar plenamente suas atividades profissionais em nossa instituição.”

A escola também afirmou que pretende desenvolver ações de conscientização com a comunidade escolar sobre respeito, empatia e convivência.

“Além das providências relacionadas diretamente ao episódio, a escola continuará desenvolvendo ações de conscientização junto à comunidade escolar, para reforçar nossos valores, como respeito, empatia, senso de coletividade, humanização e cuidado com o próximo.”

Professor é agredido por estudantes na Taquara 

Relembre o caso

O professor de educação física foi agredido por alunos durante uma partida de futebol do torneio interclasses na última terça-feira (15).

Segundo testemunhas, ele atuava como árbitro da partida quando marcou uma falta. A decisão teria provocado a insatisfação de um grupo de estudantes, que contestou a marcação. A discussão evoluiu para uma briga generalizada, e o professor acabou sendo agredido.

Após o episódio, o Colégio Ícone havia informado que os alunos envolvidos estavam suspensos das atividades escolares e que o caso tinha sido encaminhado ao Conselho Tutelar.

A Secretaria Municipal de Assistência Social confirmou que acompanhava a situação e informou que, por envolver menores de idade, as informações são mantidas sob sigilo.

A investigação policial continua na 32ª DP (Taquara), que apura as circunstâncias da agressão.

G1 

Proprietário de clínica de reabilitação é preso por irregularidades

 Proprietário é preso após MP flagrar clínica de reabilitação com pacientes internados sem autorização, no Ceará. — Foto: MPCE/Reprodução



O dono de uma clínica de reabilitação foi preso, nesta quinta-feira (17), após o Ministério Público do Ceará constatar uma série de irregularidades no local. A clínica, que acolhe pessoas com transtornos mentais e dependência química, fica em Juazeiro do Norte, no Cariri do estado. No local, foram encontrados pacientes internados no local sem autorização de profissional de saúde.

O MP também identificou a administração de remédios de uso controlado sem a devida prescrição médica. Além disso, foram constatados o armazenamento e a oferta de alimentos impróprios para consumo, e relatos e evidências de episódios de violência física e sexual praticados contra algumas das pessoas acolhidas.

A 2ª Promotoria de Justiça de Juazeiro do Norte, com atuação na defesa da saúde pública, já havia realizado vistoria na unidade em 30 de março deste ano, quando identificou diversas irregularidades relacionadas a questões legais e sanitárias e cobrou a regularização pelos órgãos competentes.

Ao retornar à clínica nesta quinta, foi constatado que os problemas persistiam, além dos que motivaram a prisão do proprietário do estabelecimento. Ele poderá responder pelos crimes de sequestro e cárcere privado em casa de saúde e por estar de posse de medicação controlada sem receita, o que configura tráfico de drogas.

“O objetivo das inspeções periódicas às clínicas é buscar assegurar a proteção dos direitos fundamentais das pessoas acolhidas/internadas, garantindo tratamento digno, humanizado e voltado à reabilitação , prestado em condições compatíveis com a legislação vigente, com parâmetros técnicos estabelecidos para a assistência em saúde mental”, explicou a titular da 2ª Promotoria de Justiça de Juazeiro do Norte, promotora de Justiça Alessandra Magda.

A promotora reforçou que os fatos constatados durante a fiscalização continuarão sendo acompanhados pelo Ministério Público, sem prejuízo da apuração de eventuais responsabilidades nas esferas administrativa, civil e criminal.

A vistoria foi realizada na unidade pelo MP em conjunto com equipes das Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, Coordenadoria de Saúde Mental de Juazeiro do Norte e de dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) da cidade, com apoio da Polícia Militar.


(G1/CE)

PM alega 'ameaça' em caso de jovens baleados gravando cena de assalto

 

 Adolescentes gravavam 'novelinha' para redes sociais com temática de assalto quando foram baleados por policiais em Fortaleza — Foto: Reprodução



O caso aconteceu na última quarta-feira (16), quando um grupo de jovens fazia a encenação de um assalto uma "novelinha" nas redes sociais e foi visualizada por equipes do Comando Tático Motorizado (Cotam).

De acordo com a PM, os policiais foram acionados para uma ocorrência de roubo envolvendo dois adolescentes, de 14 e 16 anos, que estariam armados na Rua Perdigão de Oliveira, na Parangaba.

No deslocamento até o local, os agentes foram abordados por uma pessoa que teria confirmado a suposta ação criminosa e, além disso, indicado o local onde estaria ocorrendo o fato, conforme o relato da Polícia Militar.

"Após os primeiros esclarecimentos, constatou-se que a situação se tratava de uma encenação destinada à produção de conteúdo para redes sociais. A arma se tratava de um simulacro de arma de fogo", informou a Polícia Militar em nota.

Outras duas adolescentes que participavam da gravação, representando as vítimas na encenação, compareceram à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), acompanhadas dos responsáveis, para prestar esclarecimentos.

Adolescentes gravavam 'novelinha' para redes sociais com temática de assalto quando foram baleados por policiais em Fortaleza 

Quadro de saúde estável

Os dois adolescentes baleados foram "prontamente socorridos", segundo a PM. Os jovens estão internados no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza.

Em nota, o hospital informou que os pacientes deram entrada na unidade entre a noite da última quarta-feira (16) e a madrugada de quinta-feira (17) e passam por cirurgias. Os dois apresentam quadro de saúde estável.

"Os pacientes seguem internados e estão sendo acompanhados pelas equipes multiprofissionais do hospital, recebendo todos os cuidados necessários para o tratamento de saúde", informou o IJF em nota.

Apuração em inquérito policial

Na ação, foram apreendidos um aparelho celular, o simulacro e uma motocicleta utilizada pelos adolescentes. Conforme as informações colhidas, o veículo pertence ao pai de um dos envolvidos e teria sido utilizado sem autorização.

"O caso foi apresentado à DCA onde foi registrado boletim de ocorrência e adotados os procedimentos cabíveis. As circunstâncias da intervenção policial também serão devidamente apuradas em Inquérito Policial Militar (IPM)".

Ao g1, a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) do Ceará, que fiscaliza a conduta dos agentes de segurança, informou que está investigando a ocorrência em âmbito administrativo.


(G1/CE)

Homem é filmado em cima de baleia-jubarte morta no litoral do Ceará

  Especialistas alertam sobre perigos de se aproximar de baleia-jubarte encalhada no litoral do Ceará. — Foto: Reprodução




Um homem foi filmado (veja no vídeo acima) subindo em cima de uma baleia-jubarte morta, que encalhou nesta sexta-feira (18), em Icapuí, município no litoral do Ceará. O animal encalhou na costa na Praia da Redonda e foi avistado por populares nesta quinta-feira (17), quando estava à deriva a cerca de 3 km da costa. Especialistas apontaram riscos à saúde (entenda abaixo).

A baleia de aproximadamente 13 metros encalhou na manhã desta sexta-feira, e equipes da ONG Aquasis iniciaram mobilização para o recolhimento.

Nas imagens, é possível ver o momento em que o homem subiu no animal com ajuda de um colega. Um terceiro homem filmou o momento. O trio não foi identificado.

O homem passou alguns segundos se equilibrando em cima do animal que boiava próximo à costa.

Especialistas alertam sobre perigos de se aproximar de baleia-jubarte encalhada no litoral do Ceará. 

Especialistas apontam riscos

Katherine Fiedler Choi, coordenadora do programa de mamíferos marinhos da Aquasis, orientou que a população não entre na água nem chegue perto do animal.

"O animal está morto, a gente não sabe a causa da morte. Além disso, já está em decomposição. Então, tem gases que podem causar até que o animal possa vir a explodir. Então, a gente pede esse cuidado para não entrar na água, por conta de transmissão de doenças e desse perigo na saúde pública", disse.

Artur Barbosa, técnico de Aclimatação da Aquasis, reforçou o alerta, mesmo sabendo que o encalhe pode gerar curiosidade da população.

"A gente pede para ter cautela e não se aproximar. A gente está esperando um pouco a maré secar para avaliar o que a gente vai poder fazer com a carcaça, que tipo de coletas a gente vai poder fazer", explicou.

Baleia-jubarte morta com cerca de 13 metros encalhou em praia de Icapuí, no Ceará — Foto: Arthur Baptista e Cleilson Santos/ONG Aquasis

Animal encalhado

Na tarde desta quinta-feira (17), a organização havia sido informada por moradores e conseguiu visualizar o animal de cima das falésias que ficam próximas à praia. Até então, a orientação era não realizar nenhuma intervenção, a menos que a carcaça do animal encalhasse na praia.

Na manhã desta sexta-feira (18), a carcaça do animal encalhou na praia. A baleia-jubarte é um macho adulto. Segundo a ONG Aquasis, a equipe está mobilizada para coletar amostras biológicas do animal, investigar causas possíveis do encalhe e orientar os órgãos públicos locais sobre a forma adequada para o enterro.

"Para remover a baleia do local e enterrá-la, é preciso maquinário apropriado, portanto esperamos contar com o apoio importante da Prefeitura de Icapuí. É uma operação complexa, que depende de variações de maré, do local e das condições ambientais, podendo se estender por mais de um dia para a conclusão dos trabalhos", diz a nota da organização.

Ainda segundo a organização, o atendimento é feito pela Aquasis no caso de encalhes de mamíferos marinhos no Ceará. Em alguns casos de animais de grande porte, as equipes solicitam auxílio das prefeituras para o fornecimento dos equipamentos de remoção.

A ONG Aquasis também alerta a população para que não se aproxime da carcaça, não suba no animal, não toque ou retire partes do corpo. Isto porque mamíferos marinhos em decomposição podem transmitir doenças aos seres humanos.

A organização já registrou 35 encalhes de baleias de barbatana no Ceará. Dentre estes registros, 26 foram de baleias-jubarte.


"O número acompanha a temporada reprodutiva da espécie, de julho a novembro, quando as jubartes deixam a Antártida e migram para as águas mais quentes do litoral brasileiro para acasalar e ter filhotes", conclui a nota.

Baleia-jubarte encalha em praia de Icapuí, no litoral leste do Ceará


(G1/CE)

Justiça condena mulher por fazer publicações de apologia ao CV no Ceará

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A Vara de Delitos de Organizações Criminosas condenou Estefany dos Santos Pereira, 18, a seis anos e cinco meses de prisão em regime inicial fechado pela publicação de conteúdos sobre ações do Comando Vermelho (CV) em Quixadá através de um perfil no Instagram. A sentença da mulher foi publicada na última segunda-feira (14).

Ela foi presa em dezembro de 2025, dois dias após a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) detectar, durante investigação, a divulgação de informações em um perfil administrado por ela, fazendo referência a uma suposta "tomada de poder" da facção carioca na cidade em questão. As publicações ocorreram após o CV sair vitorioso de uma disputa de território com o Terceiro Comando Puro (TCP), que também atuava na região.

Exemplo de publicação anexada ao processo.
Legenda: Exemplo de publicação anexada ao processo. /Foto: Reprodução.


A condenação também tomou como base uma publicação realizada no mesmo período que anunciava uma queima de fogos marcada em 29 de dezembro, sinalizando uma comemoração do domínio territorial na localidade.

Procurado pela reportagem, o advogado Sérgio Maciel, que representa a defesa da acusada, classificou como “totalmente descabida e desproporcional” a condenação de sua cliente que, segundo ele, “reconheceu que fez duas publicações isoladas’’.

 De acordo com o advogado, a jovem sustentou diante do juiz que a atitude tratou-se de um “ato inconsequente de uma jovem em busca de likes nas redes sociais’’.

O defensor da acusada também disse que, apesar de confirmada a autoria das publicações, não foi comprovado nos autos que ela possuía relações duradouras com a facção criminosa em questão.

A defesa ingressou com recurso para reverter a condenação e também impetrou um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) para que Estefany respondesse ao recurso em liberdade.  

A solicitação do habeas corpus argumenta que a acusada possui “todas as condições de responder ao processo em liberdade ``. Entre elas, a ausência de antecedentes criminais, residência fixa e profissão definida, junto a não comprovação que ela pertença a organização criminosa citada neste conteúdo. 

“Gravidade do delito”

O cálculo da sentença levou em consideração a expressividade das declarações. De acordo com o documento obtido pela reportagem, a propagação das mensagens teria incitado seguidores a seguirem o suposto "regime" da organização.

O perfil adotava o tom institucional do grupo criminoso, falava em nome de seus integrantes e apresentava sua vitória territorial como fato consumado a ser reconhecido pela população

Também foram classificados três fatores de “evidência de gravidade concreta do delito”, que aumentaram a pena da ré. Entre eles, a estrutura organizacional do CV e a periculosidade da facção, o impacto social e das ações do grupo e “consequências nefastas” além do esperado. Conforme a decisão, esses qualificadores justificam um acréscimo na pena. Os agravantes representaram um acréscimo de trinta meses, ou seja, dois anos e meio. 

Relatório de Inteligência

A Polícia Civil localizou a mulher a partir de um relatório da Inteligência com dados cadastrais de um celular que propagava conteúdos supostamente criminosos por meio do usuário "CPX_QUIXADACV". Os dados foram extraídos a partir de quebra de sigilo telefônico de dois aparelhos celulares.

Um dos celulares constava, segundo a investigação, no nome da mãe do companheiro de Estefany. O inquérito afirma que a jovem utilizava internet roteada do celular do marido para realizar as publicações sobre a atuação do CV. Na época, o homem (identidade preservada, pois ele não foi alvo do processo), chegou a prestar depoimento, mas negou ser faccionado e não foi indiciado nem denunciado pela investigação.

Ele afirmou que, apesar de ter ciência que a esposa utilizava os dados móveis de seu celular para ter acesso a internet, porém, não sabia que a mulher era administradora da conta apontada pela polícia que divulgou conteúdos em alusão ao CV. 

Em depoimento, Estefany disse que não sabia que era crime fazer esse tipo de publicação, e que a conta pertencia, segundo ela, a um ex-namorado, e que tinha acesso a conta há pelo menos sete meses. A acusada relata que a atitude de propagação de conteúdo sobre a facção foi motivada por "likes e visualizações", e que o companheiro não possuía acesso ao perfil.

Também consta no inquérito que a jovem revelou ter conhecimento que divulgar esse tipo de conteúdo era errado, mas não sabia que era necessariamente um crime. A mulher ainda alegou que não recebeu vantagem para difundir as publicações e negou receber recurso da organização criminosa.

*Estagiária sob supervisão de Emerson Rodrigues

Confira nota da defesa na íntegra:

''A defesa técnica da Sra. ESTEFANY DOS SANTOS PEREIRA protocolou habeas corpus no dia 16 de setembro de 2026, junto ao Tribunal de Justiça do Ceará, por acreditar que a Paciente tem todas as condições de responder ao processo em liberdade, com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Na sentença de 1.º grau, o juiz fixou o regime semiaberto e não permitiu que  recorresse em liberdade. A manutenção da custódia cautelar em regime fechado durante o curso do recurso de apelação transmuta a medida acautelatória em verdadeira antecipação indevida de cumprimento de pena mais severa, contrariando frontalmente as diretrizes do art. 387, § 1º, do Código de Processo Penal. A Ré nunca teve nenhum antecedente criminal, tem residência fixa, tem profissão definida e não há nenhuma comprovação de que pertença a organização criminosa. Ademais, a sentença fixou o regime semiaberto. A condenação é totalmente descabida e desproporcional ao presente caso, desde o início da Ação Penal,  reconhece que fez duas publicações isoladas e reconheceu, inclusive diante do juiz que a sentenciou, que se tratou de um ato inconsequente de uma jovem em busca de likes em redes sociais. Todavia, totalmente desprovida de que ela pertencesse a alguma organização criminosa. Ainda no decorrer da ação penal, ficou comprovado por meio de extração de dados de celulares que  a ré fez duas publicações de mensagem de suposta alusão ao CV, porém não ficou comprovado no processo que ela mantinha vínculos duradouros com tal organização. O artigo 2º da Lei nº 12.850/2013 pune a conduta daquele que integra pessoalmente grupo estruturado de quatro ou mais pessoas, caracterizado pela divisão de tarefas, estabilidade e permanência, com o objetivo de obter vantagem mediante a prática de crimes graves. No entanto, em um grave ato de desproporcionalidade interpretativa, o magistrado sentenciante equipara duas publicações amadoras e isoladas em rede social ao dolo e à conduta de pertencer de fato aos quadros de uma facção criminosa estruturada. Para a configuração do crime autônomo de integrar organização criminosa, a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça exige, cumulativamente, a comprovação inconteste de estabilidade, permanência e a nítida divisão de funções entre os participantes, afastando-se o enquadramento penal diante de concurso ocasional de agentes ou de atos individuais esparsos. A defesa reconhece que ambas as publicações amadoras da Ré podem até ser consideradas um ato imoral, porém não são passíveis de condenação pelo artigo 2.º da Lei n.º 12.850/2013, por ficar comprovado que foram apenas duas publicações isoladas no status da rede WhatsApp e não ficou comprovado vínculo ou qualquer permanência da ré ou vínculos com organização criminosa. Diante desses pontos, a defesa considerou a condenação injusta e, ainda que a ré fosse culpada, a pena imposta foi totalmente desproporcional. Fica até um alerta aos jovens para ter bastante cuidado com publicações nas redes sociais, uma vez que a internet não é um local sem lei, pois eventuais publicações poderão trazer sérias complicações e punições severas''.

(Diário do Nordeste)

Decon autua 22 lojas de Fortaleza por venda de produtos vencidos e falta de alvará

capa da noticia 



Vinte e duas lojas em Fortaleza foram autuadas pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará (MPCE). Entre as principais irregularidades encontradas, entre a segunda e a quinta-feira (17), estão a comercialização de produtos vencidos e a falta de documentação obrigatória.

Ao todo, foram fiscalizados cerca de 40 estabelecimentos comerciais localizados em shopping centers e no comércio de rua. Segundo o órgão, as vistorias foram realizadas como parte da programação do Dia do Cliente.

As inspeções abrangeram os segmentos de vestuário, calçados, farmácias, academias, supermercados, eletrônicos e óticas, entre outros.

Durante as visitas, o Decon conseguiu observar a ausência de documentos importantes para o funcionamento dos serviços, tais como:

  • livro de reclamações do consumidor;
  • certificado de conformidade do Corpo de Bombeiros;
  • alvará de funcionamento válido;
  • registro ou licença do órgão sanitário competente.

Ainda conforme o órgão, dois dos estabelecimentos autuados também receberam medida cautelar por colocar à venda produtos com o prazo de validade vencido.

Recomendação

Diante das irregularidades encontradas, o Decon orienta que os consumidores fiquem atentos aos preços e às condições de pagamento, especialmente em épocas festivas, onde há maior movimentação comercial.

O órgão ainda aconselha que clientes observem com atenção o cumprimento das ofertas anunciadas, a disponibilidade do livro de reclamações e do Código de Defesa do Consumidor nos estabelecimentos e o prazo de arrependimento de sete dias para compras realizadas pela internet ou por telefone.

Autuações pela venda de itens estragados

Recentemente, dois estabelecimentos em Fortaleza foram autuados pelo Procon-CE devido à comercialização de alimentos estragados e produtos em estado de decomposição evidente, como carnes, frutas e verduras.

No último mês, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) atuou na apreensão de duas toneladas produtos alimentícios impróprios para o consumo em um supermercado da Capital, com condições de higiene insatisfatórias, presença de pragas e armazenamento inadequado das mercadorias.

 

(Diário do Nordeste)

Dois corpos são encontrados na Barra do Ceará e no Jangurussu

  

DHPP investiga achado de cadáver no Jangurussu. Imagem meramente ilustrativa
DHPP investiga achado de cadáver no Jangurussu. Imagem meramente ilustrativa Crédito: FERNANDA BARROS


Na Barra, um cadáver em estado de putrefação foi encontrado em um córrego nas proximidades da rua Álvaro Garrido. A vítima não foi identificada formalmente.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que  causa da morte só poderá ser confirmada após o laudo o laudo da Perícia Forense do Estado (Pefoce). A investigação está a cargo da 23ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.

Já no Jangurussu, o corpo de um homem foi encontrado enrolado em uma rede na rua Verde 44. A vítima também não foi identificada formalmente no local.

Este último caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido preso.



(O Povo) 

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