Jovem que teve perna arrancada por tubarão tem alta depois de 40 dias

 

Jovem que perdeu perna após mordida de tubarão em Boa Viagem tem alta do hospital


A jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, que teve a perna direita arrancada por um tubarão na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, recebeu alta no sábado (11). Um vídeo mostra ela sorrindo ao deixar o hospital, onde passou mais de um mês internada.

Ela estava internada desde o dia 1º de junho no Hospital da Restauração, localizado no bairro do Derby, na área central do Recife.

Amigos e familiares acompanharam a alta, após 40 dias de internação. Durante esse período, Marcela chegou a ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por duas cirurgias e por um processo de reabilitação na unidade hospitalar. A jovem ingressou no curso de Direito no início deste ano.

Marcela estava na praia com parentes e amigos quando foi mordida por um tubarão-tigre, animal de dentes largos e arredondados, com serrilhas nas duas pontas, que absorve todo tipo de alimento que encontra no mar.

G1  

Acusada de matar o marido em 2021 volta a ser presa por nova morte

 

 Francisca Erivanda da Silva Alcântara voltou a ser presa por um homicídio nesta sexta (10), após ser detida por outro assassinato há 5 anos. — Foto: Reprodução.

Uma mulher identificada como Francisca Erivanda da Silva Alcântara, de 23 anos, foi presa em flagrante por suspeita de matar o próprio companheiro, em Ipu, no interior do Ceará, na última sexta-feira (10). Ela é acusada de matar o marido em 2021.

Em audiência de custódia realizada neste sábado (11), o Plantão do 5º Núcleo Regional da Justiça Estadual converteu a prisão em flagrante de Francisca Erivanda em prisão preventiva.

Conforme a decisão judicial, o corpo de Francisco José Rodrigues da Silva, de 39 anos, foi encontrado com sinais de violência, na zona rural de Ipu, na manhã de sexta (10), "sendo a flagranteada a única pessoa que se encontrava na residência com a vítima na noite do fato".

Policiais civis realizaram buscas pela companheira da vítima e encontraram a suspeita poucas horas após o crime, em frente a uma agência bancária no centro urbano de Ipu, na posse de uma mochila. Ela foi conduzida até uma unidade policial, onde foi autuada em flagrante por homicídio doloso. Francisca Erivanda possui passagens pelos crimes de homicídio, lesão corporal, resistência e desacato.

O juiz do plantão judiciário considerou depoimentos de testemunhas que "indicam o registro de discussão entre o casal durante a madrugada, no depoimento dos policiais que efetuaram a captura e na própria admissão da autuada de que estava a sós com a vítima no local da infração, confrontada com os elementos periciais de que os cabelos arrecadados ao solo da sala [local do crime] pertenciam a ela".

Outro homicídio

Na decisão da audiência de custódia, o magistrado também ressalta que Francisca Erivanda da Silva Alcântar figura como ré em outra ação penal por homicídio, ocorrido em 2021, "utilizando idêntico modus operandi (golpes de arma branca/canivete), contra seu então companheiro da época, William Pereira do Nascimento".

Ela foi presa em flagrante no dia 29 de agosto daquele ano pelo homicídio. Porém, dois dias depois, o juiz decidiu soltá-la, com aplicação das seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos processuais; proibição de ausentar-se da Comarca; e proibição de mudar de endereço sem prévia comunicação à Justiça.

A suspeita ainda tem passagens pela polícia por lesão corporal no âmbito de violência doméstica, desacato e resistência.

"Soma-se a isso o fato determinante de que, no âmbito do processo criminal de 2021, a ré encontrava-se formalmente na condição de foragida, pois mudou de endereço sem comunicar o Juízo processante, inviabilizando sua citação pessoal e forçando o Ministério Público a pugnar por sua citação editalícia e decretação de custódia cautelar naqueles autos principais", considerou o magistrado da audiência de custódia deste sábado (11).

g1 

Acidente deixa mãe e filha mortas e quatro pessoas feridas no Ceará

 Vítimas que morreram em acidente de carro em Granja (CE) tinham 21 e 50 anos. — Foto: Reprodução

Um acidente de carro deixou mãe e filha mortas e outras quatro pessoas feridas em Granja, no interior do Ceará. As vítimas estavam em um carro com outras quatro pessoas, que também ficaram feridas. O acidente aconteceu neste sábado (11).

As mulheres que morreram foram identificadas como Vitória Sousa Chagas Moura, 21 anos, e Raimunda Coelho de Sousa, de 50 anos. O acidente aconteceu na CE-362, na localidade de Baixa do Vei, entre os municípios de Granja e Martinópole.

As outras vítimas foram levadas a um hospital municipal, conforme a Secretaria da Segurança Pública do Ceará. Elas foram socorridas pelo Samu de Camocim, município vizinho. No veículo, estavam cinco adultos e uma criança.

Os feridos foram identificados como:

  • Viviane Sousa de Chagas Moura, de 23 anos
  • Ítalo Rodrigues Braga, de 30 anos
  • Vanessa Sousa Chagas Moura, de 25 anos
  • Um menino de oito anos

O órgão disse ainda que equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense (Pefoce) foram acionadas e realizaram as primeiras diligências no local. O caso está a cargo da Delegacia Regional de Polícia Civil de Sobral.

Vítimas que morreram em acidente de carro em Granja (CE) tinham 21 e 50 anos.

g1 

Cantor cearense revela vício em apostas e diz que perdeu R$ 800 mil

 

 Cantor Vittim durante apresentação em Ipu, onde mora, no interior do Ceará. — Foto: Redes sociais/Reprodução

“É um vício desgraçado, um vício que parece que não tem fim, um vício que parece que não acaba, que é aposta. Eu acabei com a minha vida em apostas esportivas, apostas de cassino, essas coisas”, disse o cantor no vídeo publicado.

“No começo foi muito bom, a gente ganha, ganha muito, muito, muito… Mas depois, quando começa a perder, você perde de uma vez”, relatou em entrevista ao g1.

Victor começou a apostar indo em um local onde as pessoas fazem apostas presencialmente, conhecidas como casas esportivas. Só depois começou a apostar nas plataformas on-line (que, no Brasil, ficaram conhecidas como “Jogo do Tigrinho”).

“Como evoluiu muito, essas casas de aposta, facilitou mais as coisas. Eu comecei [a pensar]: ‘Posso ir pelo celular mesmo, colocava o dinheiro na conta, no Pix, e colocava lá nas plataformas, nos jogos, para eu jogar, porque isso tornava mais fácil pra mim”, lembrou o jovem.

Todo lucro do meu show eu pegava e já gastava. Terminava meu show, pegava e ia jogar.

O g1 questionou a Secretaria de Esportes do Ceará sobre a legalidade e o funcionamento de casas esportivas em espaços físicos do estado, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Contas a pagar

Cantor Vittim durante apresentação em Ipu, onde mora, no interior do Ceará. 

Victor disse que, devido à dependência, chegou a vender os próprios equipamentos musicais para conseguir dinheiro e jogar. “Quando eu estava no ‘pique’ do vício mesmo, eu vendi meus equipamentos, que eram de qualidade, equipamentos profissionais. Eu vendi a preço de banana pra poder alimentar o vício, porque eu não conseguia me segurar. Quando eu estava sem dinheiro, eu tinha que fazer alguma coisa, vender alguma coisa, para manter o vício”, lamentou o artista.

O cantor revelou também que a necessidade de dinheiro afetou a quitação de pagamentos pessoais e profissionais. “Afetou tanto meus músicos como os compromissos que eu tinha. Eu gastava o dinheiro dos compromissos e colocava tudo em jogo. Às vezes deixava os meninos [músicos] sem receber [o pagamento] para pegar o dinheiro e jogar”, contou.

“A pessoa vai deixando de honrar os compromissos, perdendo amizades, vai rachando sua família, porque quando acaba seu dinheiro, você vai pedir pra outra pessoa, vai pedir emprestado, você mente dizendo que é pra fazer uma coisa e vai fazer outra porque quer jogar”, lamentou o jovem.

Fora de controle

Cantor cearense Vittim publicou relato emocionado sobre o próprio vício em apostas. — Foto: Redes sociais/Reprodução

O artista disse que percebeu que tinha perdido o controle sobre a vontade de apostar antes de uma viagem ao Rio de Janeiro, onde ele fez uma turnê. “Eu tinha planejado, tinha programado tudo. Eu estava com dinheiro pra viajar tudo certinho, só que aí eu tive a ganância de querer mais, possuir mais”, explicou.

“Aí acabou que eu peguei o dinheiro dessa viagem e acabei jogando. Aí que veio na minha cabeça: ‘isso é um vício’”, lembrou cantor.

Ele disse que precisou fazer a viagem ao Rio de Janeiro sem o dinheiro que tinha reservado para a viagem. Na época, os músicos dele não sabiam que ele fazia as apostas.

“Lá [no Rio], eu não consegui me controlar. Os dinheiros dos shows que eu pegava, quando eu chegava em casa, eu já colocava nas plataformas e gastava tudo”, disse Victor.

Rede de apoio

Ao perceber que precisava de ajuda, Victor revelou o vício para a namorada, familiares e colegas de trabalho. Ele também buscou ajuda psicológica. Ele disse que, hoje, recebe apoio da namorada, de um primo e de músicos da banda, mas lamentou ter se afastado do próprio irmão, que também era produtor dele.

“Isso impactou bastante na minha vida, porque ele era a minha base. E hoje ele está afastado de mim por conta desses problemas”, lamentou.

Um primo de Victor conseguiu cancelar o CPF dele nas plataformas de apostas. Victor também disse que evita ficar muito tempo com o próprio celular.

➡️ No sistema do governo federal, é possível solicitar a autoexclusão centralizada dos sites de apostas. A medida voluntária permite a qualquer cidadão brasileiro restringir o próprio acesso a todas as plataformas de apostas autorizadas (bets) pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda (MF). Assim, é possível bloquear a modalidade lotérica de aposta de quota fixa em todo o território nacional, por um período determinado ou indeterminado.

Jogadores Anônimos

Pessoas com vício em jogos de aposta relatam procura por grupos de apoio.

Pessoas com vício em jogos de aposta relatam procura por grupos de apoio.

No Ceará, pessoas que passam por transtorno com apostas esportivas podem buscar ajuda com o grupo de apoio Jogadores Anônimos (JA). A entidade promove encontros virtuais e também presenciais em Fortaleza, no Centro e na Praia de Iracema. As reuniões presenciais acontecem quatro vezes por semana.

O g1 conversou com um representante do JA, que vai ter a identidade preservada. Ele disse que a ideia se originou nos Estados Unidos, ainda na década de 1950, e depois chegou ao Brasil.

“Como tinham muitas pessoas de Fortaleza, resolveram criar uma sala presencial aqui. Na verdade, já foram criadas duas salas, tem um pouco mais de dois anos que foram criadas essas salas presenciais”, comentou o participante.

"As reuniões geralmente duram em torno de duas horas, duas horas e pouquinho. É seguida uma estrutura de jogadores anônimos, através de partilhas. Porque, ao contrário de outros meios de tratamento, a gente se trata ali por meio de compartilhamento de experiências, de mensagens de força, de esperança”, explicou.

Ele disse que, em Fortaleza, há um grupo em uma rede social com 179 membros. “Nosso principal objetivo é parar de jogar. A gente chama de terapia de espelho. A gente aprende com o testemunho do outro”, destacou.

A metodologia usada pelo grupo é um programa de doze passos, similar à utilizada em outras entidades como Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA). “Nós temos doze passos de recuperação. A gente se recupera através desses passos e das partilhas”, detalhou o participante.

O grupo oferta uma linha de ajuda disponível tanto para pessoas com dependência nas apostas, quanto para amigos e familiares de alguém nessa situação. Interessados podem entrar em contato no telefone 85 98929-5529.

“Nessa linha de ajuda sempre vai ter um servidor lá para prestar apoio e para dar mais informações, também para conseguir entender melhor o caso”, explicou.

No cérebro, é como álcool e drogas

Psicólogo disse que, de maneira biológica, a dependência em apostas pode ser similar às de álcool e drogas. 

O psicólogo Magnum Freire Nobre disse que, de maneira biológica, a dependência em apostas pode ser similar às de álcool e drogas. “Embora não tenha uma substância química entrando no corpo, o comportamento de apostar ativa as mesmas vias cerebrais de recompensa. Vai afetar o sistema dopaminérgico”, explicou

O cérebro do jogador passa pelo mesmo processo de tolerância. O que é a tolerância? É precisar de mais estímulo para sentir o mesmo prazer.

— Magnum Freire Nobre, psicólogo.

Magnum comentou que a pessoa pode apresentar sintomas como irritabilidade, ansiedade e depressão ao parar de jogar. “A diferença crucial entre um e outro é que a dependência em aposta é uma dependência comportamental. O gatilho que a gente chama de estresse interpessoal, não é um objeto”, comentou.

➡️ O SUS oferece apoio nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e por teleatendimento. Na internet, é possível fazer o Autoteste do Jogo que avalia a relação com os jogos de apostas e determina se há critérios para se cadastrar no teleatendimento. As respostas são anônimas e não ficam armazenadas.

Outro ponto característico da dependência em apostas é a “perseguição do prejuízo”. “Quando essa pessoa perde o dinheiro, fica desesperada, ela joga novamente, apenas para tentar recuperar o que já foi perdido. Ela vai atrás de perseguir o prejuízo. Ela vai começar a desenvolver uma preocupação excessiva e uma irritabilidade com as tentativas frustradas”, complementou o psicólogo.

Magnum disse que o primeiro passo fundamental para o tratamento de uma pessoa com transtorno causado pelas apostas é admitir a impotência. “Reconhecer que não é possível vencer esse sistema sozinho. Ele vai precisar de uma rede de apoio”. O psicólogo salientou que o paciente possui o direito do sigilo no tratamento, mas os profissionais recomendam que ele converse com alguém para criar essa rede de apoio.

“Naquele momento em que ele precisar de ajuda, se não tiver ninguém, como é que vai sinalizar para uma pessoa que está com vontade de jogar? Eu sempre digo que você precisa ver um farol e sinalizar para o farol”, reforçou Magnum.

Preocupação governamental

O cenário estadual das apostas esportivas e das bets segue a legislação nacional. Além disso, foi assinado um decreto que regulamentou a exploração do serviço público de loterias. O estado também tem alguns projetos propostos por deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). No entanto, não há avanço na discussão das proposições.

Uma pesquisa de opinião feita pelo Instituto Opnus, encomendada pelo jornal Diário do Nordeste, ouviu 4.000 pessoas com 16 anos ou mais sobre as apostas esportivas. Entre o público, homens entre 16 e 24 anos representaram o perfil que mais apostou.

Pesquisa sobre apostas em bets, jogos de azar virtuais e cassinos virtuais no Ceará

Total Já fez aposta Nunca apostou
Masculino 22% 78%
Feminino 10% 90%
16 a 24 anos 27% 73%
25 a 34 anos 26% 74%
35 a 44 anos 17% 83%
45 a 59 anos 8% 92%
60+ 3% 97%

Em março de 2026, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará, lançou uma nota técnica com análise dos impactos das apostas on-line e os riscos associados à expansão desse mercado no Brasil.

O documento destacou que as plataformas digitais de apostas configuram relações de consumo e, portanto, estão sujeitas às normas do Código de Defesa do Consumidor.

A nota técnica apontou práticas abusivas observadas nesse setor, como publicidade potencialmente enganosa, falhas no dever de informação, cláusulas contratuais desequilibradas e obstáculos ao saque de valores.

Além da análise jurídica, o estudo reuniu dados estatísticos nacionais e informações sobre o perfil dos apostadores no Ceará, indicando forte presença de jovens, na faixa etária de 16 a 34 anos, entre os usuários e alertando para riscos de superendividamento, dependência e impactos socioeconômicos, especialmente entre consumidores em situação de vulnerabilidade.

Dados do Ministério da Saúde indicaram que, no ano passado, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas. A avaliação técnica é de que a procura espontânea ainda é limitada, muitas vezes por vergonha, estigmatização ou dificuldade de reconhecer o problema.

g1 

Mulher suspeita de matar segundo companheiro em 5 anos é presa no interior do CE

 




Uma mulher de 23 anos foi presa em flagrante em Ipu, nessa sexta-feira (10), sob suspeita de assassinar o próprio parceiro, Francisco José Rodrigues da Silva, de 39 anos. Francisca Erivanda da Silva Alcântara já havia sido detida em 2021, aos 18 anos, e acusada de matar outro ex-companheiro, Willian Pereira do Nascimento, que tinha 28 anos.

À época, ela foi posta em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares, que chegaram a ser descumpridas, segundo a Justiça. 

Em nota referente ao caso mais recente, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a vítima foi encontrada com sinais de violência em um imóvel da zona rural. 

A suspeita, então, foi localizada pela Polícia e autuada em flagrante por homicídio doloso. A mulher já possui passagens pelos crimes de homicídio, lesão corporal, resistência e desacato. 

Nova morte em investigação

Conforme a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva, vizinhos relataram uma discussão entre o casal na noite do crime. A própria suspeita declarou, em depoimento, que foi a única pessoa com quem a vítima esteve na ocasião.

Equipes da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) também foram acionadas para elaborar um laudo sobre a causa da morte. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Ipu.



(Diário do Nordeste)

Gadyel Gonçalves é apresentado como pré-candidato durante encontro político em Ipu


 



Na manhã deste sábado (11/07), lideranças políticas e comunitárias participaram de um café da manhã na residência da prefeita Milena Damasceno, em Ipu. O encontro marcou a apresentação do pré-candidato a deputado estadual Gadyel Gonçalves e reuniu vereadores, suplentes, o líder político Lindbergh Martins e outras lideranças locais.

O evento ocorreu em clima de confraternização e articulação política, fortalecendo o diálogo entre representantes do município e apoiadores do projeto político. Durante o encontro, Gadyel Gonçalves apresentou suas motivações para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa e destacou compromissos que pretende assumir em defesa da região, ressaltando prioridades voltadas ao desenvolvimento local.

A prefeita Milena Damasceno reafirmou seu apoio ao pré-candidato e destacou a importância da união das lideranças em torno de um projeto que possa ampliar a representatividade da região no Legislativo estadual.

O líder político Lindbergh Martins também manifestou apoio a Gadyel Gonçalves e ressaltou que a união regional é fundamental para fortalecer a busca por recursos, investimentos e projetos que contribuam para o desenvolvimento de Ipu e dos municípios vizinhos.

O encontro simbolizou o início de uma mobilização política em torno da pré-candidatura de Gadyel Gonçalves, reunindo representantes de diferentes segmentos em defesa de uma atuação voltada aos interesses da população da região.



Tentativa de furto causa vazamento de gás natural em Fortaleza

  

Vazamento de gás natural é registrado após tentativa de furto de equipamento em Fortaleza — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares




Um vazamento de gás natural foi registrado após o rompimento de uma tubulação na avenida 13 de Maio, bairro Benfica, em Fortaleza, na manhã deste sábado (11). Conforme a Companhia de Gás do Ceará (Cegás), o problema foi causado pela tentativa de furto de equipamento no Conjunto de Regulagem e Medição. Não houve vítimas.

A ocorrência foi registrada em um restaurante próximo ao Shopping Benfica, por volta das 6h55. O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará chegou ao local e isolou a área. Um sentido da avenida 13 de Maio foi bloqueado temporariamente.

Conforme a corporação, os bombeiros constataram o vazamento na cabine onde se encontra a chave de registro da rede de gás, com uma tubulação que havia se rompido em um ponto anterior ao registro interno. Com isso, os agentes não conseguiram conter o vazamento.

A Cegás foi acionada, e a equipe técnica de atendimento à emergência da companhia foi até o local e interrompeu o fornecimento de gás, o que encerrou o vazamento. O atendimento emergencial foi concluído às 7h35.

Em nota, a Cegás informou que o dano na ligação do equipamento é compatível com uma possível tentativa de furto. Não houve vítimas nem registro de incêndio ou procedimentos para evacuar a área. A companhia também informou que não houve interrupção no fornecimento de gás natural aos demais clientes da região.

“A Cegás destaca que intervenções não autorizadas em equipamentos da rede de distribuição de gás natural representam grave risco à segurança do sistema, além de configurarem prática criminosa”, complementou a companhia.

Providências cabíveis estão sendo adotadas pela Cegás, que informou que colabora com as autoridades competentes para a apuração dos fatos.



(G1) 

Duas pessoas morrem e quatro ficam feridas em colisão entre veículos

 Acidente em Canindé (CE) deixa dois mortos e quatro feridos. — Foto: Reprodução.

Uma colisão entre dois veículos deixou duas pessoas mortas e quatro feridas com lesões graves, na BR-020, em Canindé, no interior do Ceará, na noite da última sexta-feira (10). Cinco pessoas envolvidas no acidente são da mesma família, e uma criança de 2 anos está entre os feridos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou a colisão frontal entre um Toyota Corolla e um Fiat Palio, por volta de 23h40, no Km 317 da rodovia federal. "O Corolla imobilizou-se sobre a pista, enquanto o Palio saiu do leito carroçável e capotou para o barranco na faixa de domínio", detalhou a PRF, em nota.

No Fiat Palio, estavam cinco pessoas da mesma família, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), que participou do resgate das vítimas.

O condutor do Fiat Palio, um homem de 29 anos, e uma passageira, de 43 anos, morreram no local. Eles seriam o pai e a avó de uma menina de 2 anos, que teve ferimentos graves. Outros dois passageiros também tiveram lesões graves: um homem de 46 anos e uma mulher de 25 anos - o avô e a mãe da criança.

Resgate dos feridos

Já o motorista do Corolla, de 36 anos, foi retirado das ferragens com fraturas expostas e encaminhado ao hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. A criança também foi levada ao IJF, enquanto os dois adultos do outro veículo foram levados ao hospital de Canindé.

A identidade das vítimas não foi divulgada. A PRF destaca que a dinâmica descrita na nota é preliminar e somente o Laudo Pericial de Acidente de Trânsito (LPAT) irá apontar a dinâmica completa e as causas exatas do sinistro.

O Corpo de Bombeiros destacou que a guarnição "realizou os procedimentos de salvamento veicular, empregando técnicas e equipamentos específicos para o desencarceramento, a fim de possibilitar o acesso seguro às vítimas e sua retirada. Após a extração, as vítimas sobreviventes foram entregues às equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que prosseguiram com o atendimento pré-hospitalar e encaminhamento às unidades de saúde".

O atendimento da Polícia Rodoviária Federal no local do acidente foi encerrado às 6h15 deste sábado (11). Houve interdição total da pista entre 00h40 e 02h05, e parcial até as 04h00, momento em que o tráfego foi totalmente liberado.

G1 

Piloto já ficou 20 minutos 'pendurado' para fora de avião e sobreviveu

Aeronave BAC 1-11 que perdeu a jenela frontal em pleno voo, em imagem feita no aeroporto de Birmingham em 1989 — Foto: Rob Hodgkins/Creative Commons 

O voo estava programado para ir de Tessalônica para o aeroporto de Memmingen, na Alemanha. Segundo a imprensa europeia, uma peça do motor se desprendeu e atingiu uma janela durante o voo

Ocorrências desse tipo na aviação comercial são muito raras, mas já aconteceram antes. O caso mais famoso é o do voo British Airways 5390, de 10 de junho de 1990.

O agravante, no caso, foi que a pessoa a ser sugada para fora da aeronave não era um passageiro, mas o próprio comandante.

Timothy Lancaster, de 42 anos, ficou cerca de 20 minutos com cabeça e todo o tronco para fora da aeronave, exposto ao vento e a temperaturas baixíssimas. Apesar disso, ele sobreviveu.

Aeronave BAC 1-11 que perdeu a jenela frontal em pleno voo, em imagem feita no aeroporto de Birmingham em 1989.

O voo 5390 era operado com um avião modelo BAC 1-11 fabricado em 1971, e ligaria a cidade inglesa de Birmingham a Málaga, na Espanha, com 87 pessoas a bordo — 81 passageiros e 6 tripulantes.

A aeronave havia subido a cerca de 5.300 metros de altitude e Lancaster retirou seu cinto de segurança. Os comissários se preparavam para iniciar o serviço de bordo.

Nesse momento, quando o comissário Nigel Ogden abriu a porta da cabine dos pilotos, ele ouviu um barulho muito forte de descompressão explosiva: era o para-brisa frontal esquerdo , do lado de Lancaster, que havia acabado de se descolar.

A cabine se encheu de uma névoa de condensação. O barulho tornava muito difícil a comunicação entre os próprios tripulantes, e mal era possível ouvir o rádio de comunicação com o controle aéreo.

Lancaster foi imediatamente projetado para fora, segurado apenas por seus joelhos, que se prenderam no painel. Livro de bordo e outros objetos voaram para fora do avião.

Ogden imediatamente agarrou a perna de Lancaster, que havia se enganchado no cinto de segurança, para que ele não se desprendesse. Coube ao copiloto, Alastair Aitchison, 39, assumir o controle do BAC 1-11 e declarar emergência.

Aitchinson controlou a aeronave, religou o piloto automático que havia se desligado e desceu o avião controladamente até uma altitude mais baixa para se contrapor à despressurização .

O controle aéreo não entendeu, a princípio, a natureza do incidente, e Aitchinson não conseguia ouvir os controladores.

Ogden precisava exercer muita força para segurar o comandante. Em dado momento, outros dois comissários assumiram a tarefa. O copiloto finalmente conseguiu ouvir as instruções do controla aéreo para pousar no aeroporto de Southampton, o que ocorreu 22 minutos após a quebra da janela.

Até o pouso, não se sabia se Lancaster estava vivo ou morto. Os esforços para impedir que ele se soltasse eram baseados na esperança de que ele sobrevivesse, ams também para que seu corpo não batesse contra o motor ou o estabilizador traseiro, o que poderia derrubar o avião.

Lancaster estava vivo. Ele foi resgatado com fraturas no braço e pulso direitos, além de queimaduras de frio. Seu blazer e camisa haviam sido arrancados pela força do vento.

Ogden também não passou incólume, com queimaduras e um ombro deslocado. Todos os outros ocupantes da aeronave desembarcaram sem ferimentos.

O comandante voltou à ativa e continuou pilotando até sua aposentadoria, em 2008. Já o comissário sofreu de transtorno de estresse pós-traumático e deixou de voar em 2001.

Passageiro, com a cabeça baixa e com máscara de oxigênio, após incidente 

A investigação apontou que, durante um ciclo de manutenção, os parafusos usados para fixar o para-brisa no lugar foram trocados por outros com um diâmetro menor, que não suportaram a carga imposta pela diferença de pressão entre o ambiente interno e externo.

Um outro caso envolvendo a descompressão da cabine ocorreu em 2005. Trata-se do voo Helios 522, que, ao contrário dos casos da British e da Ryanair, não tiveram final feliz.

Após a perda de pressão, passageiros e tripulação ficaram inconscientes em pleno ar, até o avião se chocar contra montanhas na Grécia — mesmo país onde o incidente da última sexta-feira ocorreu.

Voo da Ryanair faz pouso de emergência na Grécia após passageiro quase ser sugado para fora do avião em 10 de julho de 2026.

g1 

Caseiro e família são resgatados de trabalho análogo à escravidão

 Momento em que a AFT conversa com o caseiro sobre a situação identificada — Foto: Reprodução

No momento da operação, o caseiro e a família tinham apenas um macarrão instantâneo para comer. As autoridades identificaram que eles estavam em uma situação de "insegurança alimentar extrema". O trabalhador exercia a função de caseiro no local há cerca de 18 anos. Ele residia na propriedade com a esposa e filhos, sem registro formal do vínculo empregatício e sem acesso aos direitos trabalhistas básicos, segundo a AFT.

O trabalhador e o empregador não tiveram a identidade revelada. O empregador firmou um Termo de Ajuste de Conduta(TAC) com o Ministério Público do Trabalho reconhecendo as irregularidades e se comprometendo a regularizar as questões trabalhistas do caseiro. O caseiro e a família foram retirados da propriedade e colocados em um imóvel alugado.

O trabalhador declarou à Auditoria-Fiscal do Trabalho que residia e prestava serviços na propriedade desde setembro de 2008, informação corroborada por testemunhas. Diante da inexistência de documentos relativos ao vínculo empregatício, a Auditoria-Fiscal do Trabalho adotou essa data como marco inicial da relação de emprego para fins de apuração dos créditos trabalhistas, previdenciários e fundiários.

O empregador, contudo, reconheceu o vínculo empregatício apenas no período de 01/07/2020 a 23/06/2026 e assumiu, perante o MPT, obrigações relacionadas exclusivamente a esse intervalo.

Consta no Termo de Ajustamento de Conduta que a indenização paga não produz quitação plena, geral ou irrevogável dos direitos do trabalhador, nem impede o ajuizamento de ações destinadas à cobrança de outros valores eventualmente devidos.

Assim, embora tenha havido reconhecimento formal do vínculo apenas entre 2020 e 2026, permaneceu ressalvada a possibilidade de discussão judicial acerca do reconhecimento do período alegado pelo trabalhador desde setembro de 2008, bem como dos correspondentes créditos trabalhistas, previdenciários, fundiários e indenizatórios eventualmente devidos.

Proposta de emprego

A Auditoria-Fiscal do Trabalho divulgou que a vítima deixou sua cidade de origem após receber proposta de trabalho que previa assinatura da carteira de trabalho, pagamento de salário mínimo mensal, fornecimento de cesta básica e melhores condições de vida para sua família. Para aceitar a oferta, vendeu a residência onde morava e mudou-se com a esposa e os filhos para a propriedade rural.

Entretanto, as condições prometidas jamais foram cumpridas. O vínculo empregatício nunca foi formalizado e a remuneração passou a ser paga de forma irregular, em valores progressivamente inferiores ao que havia sido acertado, segundo a AFT. Na pandemia da Covid-19, o pagamento ficou ainda mais reduzido e inconstante.

A família do caseiro vivenciou sucessivos períodos de extrema vulnerabilidade econômica. O homem e a esposa dele relataram que precisavam da ajuda de vizinhos e outros familiares para se alimentar. Outra testemunha confirmou que o casal precisava de ajuda de terceiros para comer e comprar gás de cozinha.

Momento em que a AFT conversa com o caseiro sobre a situação identificada 

Disponibilidade permanente

A fiscalização dos órgãos públicos constatou que o trabalhador era responsável por toda a manutenção da propriedade rural. Entre as atividades desempenhadas estavam limpeza e conservação das áreas externas, poda de árvores, corte de grama, irrigação e adubação de plantas, limpeza de piscina, operação e manutenção de equipamentos.

Também foram identificadas atividades realizadas sem treinamento adequado e sem fornecimento de equipamentos de proteção individual.

Os depoimentos colhidos durante o resgate apontam que o trabalhador conseguia raramente encontrar a família no estado de origem e que quem tentasse visitá-lo era proibido ou desencorajado. O caseiro também não podia ausentar-se da casa sem autorização e precisava deixar alguém responsável pela propriedade.

Conforme relatório da AFT, a família residia em imóvel que apresentava problemas estruturais persistentes, como infiltrações e deterioração de partes da construção.

Os próprios moradores realizaram reparos improvisados para reduzir os riscos decorrentes da falta de manutenção da residência. Quando chegaram à propriedade, o imóvel possuía apenas um pequeno refrigerador e não dispunha de mobiliário básico. A família obteve parte dos móveis por meio de doações e materiais descartados.

Reconhecimento de irregularidades

No curso da fiscalização, o empregador reconheceu a prestação de serviços sem formalização do vínculo empregatício e admitiu que a remuneração não vinha sendo realizada de forma regular. No entanto, divergiu quanto ao início do vínculo.

Enquanto o trabalhador disse que desde 2008 está na propriedade, o dono do local afirmou que o vínculo começou em 2020. A AFT não limita que a vítima busque a justiça para reparação dos danos.

A Auditoria-Fiscal do Trabalho estimou que os créditos trabalhistas devidos ao trabalhador alcançam aproximadamente R$ 180 mil, considerados férias não usufruídas, 13º salários, horas extras decorrentes do trabalho em finais de semana e feriados, entre outras parcelas.

No âmbito da atuação do Ministério Público do Trabalho, foi firmado Termo de Ajuste de Conduta (TAC) por meio do qual o empregador reconheceu o vínculo de emprego apenas a partir de 1º de julho de 2020, comprometendo-se ao pagamento de R$ 50 mil, divididos em duas parcelas - de R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Além disso, também foi acordada a necessidade da formalização do vínculo empregatício doméstico e da regularização dos recolhimentos previdenciários referentes ao período reconhecido.

G1 

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