Piloto já ficou 20 minutos 'pendurado' para fora de avião e sobreviveu

Aeronave BAC 1-11 que perdeu a jenela frontal em pleno voo, em imagem feita no aeroporto de Birmingham em 1989 — Foto: Rob Hodgkins/Creative Commons 

O voo estava programado para ir de Tessalônica para o aeroporto de Memmingen, na Alemanha. Segundo a imprensa europeia, uma peça do motor se desprendeu e atingiu uma janela durante o voo

Ocorrências desse tipo na aviação comercial são muito raras, mas já aconteceram antes. O caso mais famoso é o do voo British Airways 5390, de 10 de junho de 1990.

O agravante, no caso, foi que a pessoa a ser sugada para fora da aeronave não era um passageiro, mas o próprio comandante.

Timothy Lancaster, de 42 anos, ficou cerca de 20 minutos com cabeça e todo o tronco para fora da aeronave, exposto ao vento e a temperaturas baixíssimas. Apesar disso, ele sobreviveu.

Aeronave BAC 1-11 que perdeu a jenela frontal em pleno voo, em imagem feita no aeroporto de Birmingham em 1989.

O voo 5390 era operado com um avião modelo BAC 1-11 fabricado em 1971, e ligaria a cidade inglesa de Birmingham a Málaga, na Espanha, com 87 pessoas a bordo — 81 passageiros e 6 tripulantes.

A aeronave havia subido a cerca de 5.300 metros de altitude e Lancaster retirou seu cinto de segurança. Os comissários se preparavam para iniciar o serviço de bordo.

Nesse momento, quando o comissário Nigel Ogden abriu a porta da cabine dos pilotos, ele ouviu um barulho muito forte de descompressão explosiva: era o para-brisa frontal esquerdo , do lado de Lancaster, que havia acabado de se descolar.

A cabine se encheu de uma névoa de condensação. O barulho tornava muito difícil a comunicação entre os próprios tripulantes, e mal era possível ouvir o rádio de comunicação com o controle aéreo.

Lancaster foi imediatamente projetado para fora, segurado apenas por seus joelhos, que se prenderam no painel. Livro de bordo e outros objetos voaram para fora do avião.

Ogden imediatamente agarrou a perna de Lancaster, que havia se enganchado no cinto de segurança, para que ele não se desprendesse. Coube ao copiloto, Alastair Aitchison, 39, assumir o controle do BAC 1-11 e declarar emergência.

Aitchinson controlou a aeronave, religou o piloto automático que havia se desligado e desceu o avião controladamente até uma altitude mais baixa para se contrapor à despressurização .

O controle aéreo não entendeu, a princípio, a natureza do incidente, e Aitchinson não conseguia ouvir os controladores.

Ogden precisava exercer muita força para segurar o comandante. Em dado momento, outros dois comissários assumiram a tarefa. O copiloto finalmente conseguiu ouvir as instruções do controla aéreo para pousar no aeroporto de Southampton, o que ocorreu 22 minutos após a quebra da janela.

Até o pouso, não se sabia se Lancaster estava vivo ou morto. Os esforços para impedir que ele se soltasse eram baseados na esperança de que ele sobrevivesse, ams também para que seu corpo não batesse contra o motor ou o estabilizador traseiro, o que poderia derrubar o avião.

Lancaster estava vivo. Ele foi resgatado com fraturas no braço e pulso direitos, além de queimaduras de frio. Seu blazer e camisa haviam sido arrancados pela força do vento.

Ogden também não passou incólume, com queimaduras e um ombro deslocado. Todos os outros ocupantes da aeronave desembarcaram sem ferimentos.

O comandante voltou à ativa e continuou pilotando até sua aposentadoria, em 2008. Já o comissário sofreu de transtorno de estresse pós-traumático e deixou de voar em 2001.

Passageiro, com a cabeça baixa e com máscara de oxigênio, após incidente 

A investigação apontou que, durante um ciclo de manutenção, os parafusos usados para fixar o para-brisa no lugar foram trocados por outros com um diâmetro menor, que não suportaram a carga imposta pela diferença de pressão entre o ambiente interno e externo.

Um outro caso envolvendo a descompressão da cabine ocorreu em 2005. Trata-se do voo Helios 522, que, ao contrário dos casos da British e da Ryanair, não tiveram final feliz.

Após a perda de pressão, passageiros e tripulação ficaram inconscientes em pleno ar, até o avião se chocar contra montanhas na Grécia — mesmo país onde o incidente da última sexta-feira ocorreu.

Voo da Ryanair faz pouso de emergência na Grécia após passageiro quase ser sugado para fora do avião em 10 de julho de 2026.

g1 

Caseiro e família são resgatados de trabalho análogo à escravidão

 Momento em que a AFT conversa com o caseiro sobre a situação identificada — Foto: Reprodução

No momento da operação, o caseiro e a família tinham apenas um macarrão instantâneo para comer. As autoridades identificaram que eles estavam em uma situação de "insegurança alimentar extrema". O trabalhador exercia a função de caseiro no local há cerca de 18 anos. Ele residia na propriedade com a esposa e filhos, sem registro formal do vínculo empregatício e sem acesso aos direitos trabalhistas básicos, segundo a AFT.

O trabalhador e o empregador não tiveram a identidade revelada. O empregador firmou um Termo de Ajuste de Conduta(TAC) com o Ministério Público do Trabalho reconhecendo as irregularidades e se comprometendo a regularizar as questões trabalhistas do caseiro. O caseiro e a família foram retirados da propriedade e colocados em um imóvel alugado.

O trabalhador declarou à Auditoria-Fiscal do Trabalho que residia e prestava serviços na propriedade desde setembro de 2008, informação corroborada por testemunhas. Diante da inexistência de documentos relativos ao vínculo empregatício, a Auditoria-Fiscal do Trabalho adotou essa data como marco inicial da relação de emprego para fins de apuração dos créditos trabalhistas, previdenciários e fundiários.

O empregador, contudo, reconheceu o vínculo empregatício apenas no período de 01/07/2020 a 23/06/2026 e assumiu, perante o MPT, obrigações relacionadas exclusivamente a esse intervalo.

Consta no Termo de Ajustamento de Conduta que a indenização paga não produz quitação plena, geral ou irrevogável dos direitos do trabalhador, nem impede o ajuizamento de ações destinadas à cobrança de outros valores eventualmente devidos.

Assim, embora tenha havido reconhecimento formal do vínculo apenas entre 2020 e 2026, permaneceu ressalvada a possibilidade de discussão judicial acerca do reconhecimento do período alegado pelo trabalhador desde setembro de 2008, bem como dos correspondentes créditos trabalhistas, previdenciários, fundiários e indenizatórios eventualmente devidos.

Proposta de emprego

A Auditoria-Fiscal do Trabalho divulgou que a vítima deixou sua cidade de origem após receber proposta de trabalho que previa assinatura da carteira de trabalho, pagamento de salário mínimo mensal, fornecimento de cesta básica e melhores condições de vida para sua família. Para aceitar a oferta, vendeu a residência onde morava e mudou-se com a esposa e os filhos para a propriedade rural.

Entretanto, as condições prometidas jamais foram cumpridas. O vínculo empregatício nunca foi formalizado e a remuneração passou a ser paga de forma irregular, em valores progressivamente inferiores ao que havia sido acertado, segundo a AFT. Na pandemia da Covid-19, o pagamento ficou ainda mais reduzido e inconstante.

A família do caseiro vivenciou sucessivos períodos de extrema vulnerabilidade econômica. O homem e a esposa dele relataram que precisavam da ajuda de vizinhos e outros familiares para se alimentar. Outra testemunha confirmou que o casal precisava de ajuda de terceiros para comer e comprar gás de cozinha.

Momento em que a AFT conversa com o caseiro sobre a situação identificada 

Disponibilidade permanente

A fiscalização dos órgãos públicos constatou que o trabalhador era responsável por toda a manutenção da propriedade rural. Entre as atividades desempenhadas estavam limpeza e conservação das áreas externas, poda de árvores, corte de grama, irrigação e adubação de plantas, limpeza de piscina, operação e manutenção de equipamentos.

Também foram identificadas atividades realizadas sem treinamento adequado e sem fornecimento de equipamentos de proteção individual.

Os depoimentos colhidos durante o resgate apontam que o trabalhador conseguia raramente encontrar a família no estado de origem e que quem tentasse visitá-lo era proibido ou desencorajado. O caseiro também não podia ausentar-se da casa sem autorização e precisava deixar alguém responsável pela propriedade.

Conforme relatório da AFT, a família residia em imóvel que apresentava problemas estruturais persistentes, como infiltrações e deterioração de partes da construção.

Os próprios moradores realizaram reparos improvisados para reduzir os riscos decorrentes da falta de manutenção da residência. Quando chegaram à propriedade, o imóvel possuía apenas um pequeno refrigerador e não dispunha de mobiliário básico. A família obteve parte dos móveis por meio de doações e materiais descartados.

Reconhecimento de irregularidades

No curso da fiscalização, o empregador reconheceu a prestação de serviços sem formalização do vínculo empregatício e admitiu que a remuneração não vinha sendo realizada de forma regular. No entanto, divergiu quanto ao início do vínculo.

Enquanto o trabalhador disse que desde 2008 está na propriedade, o dono do local afirmou que o vínculo começou em 2020. A AFT não limita que a vítima busque a justiça para reparação dos danos.

A Auditoria-Fiscal do Trabalho estimou que os créditos trabalhistas devidos ao trabalhador alcançam aproximadamente R$ 180 mil, considerados férias não usufruídas, 13º salários, horas extras decorrentes do trabalho em finais de semana e feriados, entre outras parcelas.

No âmbito da atuação do Ministério Público do Trabalho, foi firmado Termo de Ajuste de Conduta (TAC) por meio do qual o empregador reconheceu o vínculo de emprego apenas a partir de 1º de julho de 2020, comprometendo-se ao pagamento de R$ 50 mil, divididos em duas parcelas - de R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Além disso, também foi acordada a necessidade da formalização do vínculo empregatício doméstico e da regularização dos recolhimentos previdenciários referentes ao período reconhecido.

G1 

Gerente de restaurante é assassinado a tiros ao chegar em casa em Fortaleza

 Gerente de restaurante é assassinado a tiros ao chegar em casa em Fortaleza

O gerente de um restaurante da Região Metropolitana foi assassinado a tiros ao chegar em casa no Bairro Granja Lisboa, em Fortaleza, na madrugada de quarta-feira (8). O crime foi registrado por uma câmera de segurança.

Américo Rubens Rodrigues da Silva, de 39 anos, estacionou a caminhonete dele na frente da residência às 23h47 e entrou no imóvel. Antes mesmo de fechar o portão, ele foi atacado por um motociclista, que já chegou ao local atirando.

O criminoso, que estava de capacete, inicialmente fez cinco disparos na direção de Américo. Depois desceu da moto, entrou na casa da vítima e atirou outras seis vezes. O atirador fugiu em seguida e o gerente morreu no local.

Conforme a Polícia Civil, a 2ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa é responsável pela investigação do caso.

A Voz de Santa Quitéria 

Operação mira furtos em agências bancárias e prende investigado no Ceará

 Operação mira furtos em agências bancárias e prende investigado no Ceará

Uma operação da Polícia Civil de Sergipe, com apoio da Polícia Civil do Ceará, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Novo Oriente, no interior cearense, contra um grupo investigado por furtos qualificados e fraudes praticadas em agências bancárias de diferentes estados do Nordeste.

Ao todo, foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Um dos investigados foi localizado e preso. O outro, que também é alvo de prisão preventiva, continua foragido.

Mandados cumpridos no Ceará

As investigações começaram após furtos registrados em janeiro deste ano no município de Capela, em Sergipe. Durante a apuração, a Polícia Civil identificou uma associação criminosa com base em Novo Oriente, no Ceará, suspeita de atuar de forma itinerante em cidades de diferentes estados nordestinos.

Segundo a investigação, os integrantes do grupo viajavam para cometer os crimes e retornavam ao Ceará após as ações. Além de Capela, a polícia atribui ao grupo ocorrências em Nossa Senhora das Dores e Aracaju, também em Sergipe.

Como funcionava o golpe

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos escolhiam agências bancárias com menor movimento para instalar dispositivos capazes de reter cartões nos caixas eletrônicos. Em seguida, afixavam adesivos falsos com números de telefone que simulavam os canais oficiais de atendimento das instituições financeiras.

Ao perceber que o cartão havia ficado preso no terminal, a vítima ligava para o número indicado. A chamada era atendida por um integrante da quadrilha, que se passava por funcionário do banco e solicitava dados pessoais e a senha do cartão sob o pretexto de resolver o problema.

Enquanto a vítima era mantida ao telefone, outros integrantes retiravam o cartão verdadeiro do equipamento e o substituíam por outro semelhante, sem que o cliente percebesse a troca. Com o cartão original e a senha em mãos, os criminosos realizavam saques e transferências bancárias, geralmente em municípios vizinhos, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento das operações.

As investigações prosseguem para localizar o segundo suspeito e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa, que é investigada por atuar em diferentes estados da Região Nordeste.

A Voz de Santa Quitéria 

Milhares de camarões aparecem mortos nas margens do açude Cedro

 

Cogerh orienta o não consumo dos animais

Milhares de camarões de água doce apareceram mortos nas margens do açude Cedro, em Quixadá, no Sertão Central. Em vídeos que circulam nas redes sociais, moradores mostram um "mar de camarões" que teria surgido repentinamente no local.

Além dos crustáceos, é possível observar peixes mortos ou tentando respirar em áreas de água rasa.

Em nota enviada ao O POVO, a Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Quixadá (AMMA) informou que realizou uma vistoria técnica no reservatório após o registro da mortandade dos animais.

“As primeiras avaliações, realizadas em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), apontam que o fenômeno pode estar relacionado à redução do nível da água, que provoca diminuição da oxigenação do reservatório, situação conhecida entre os pescadores como 'murrinha'", explica a nota.

Segundo o órgão, durante a inspeção, também foram realizadas medições da qualidade da água, incluindo o pH, que apresentou índice em torno de 6.

A autarquia ainda informou que a Prefeitura de Quixadá acompanha de perto a situação e “mantém atuação integrada com os órgãos competentes para identificar as causas, monitorar a evolução do fenômeno e tomar as medidas que estão ao seu alcance”.

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) informou que uma equipe técnica da Gerência Regional da Bacia do Banabuiú está no Açude Cedro realizando uma vistoria detalhada.

Segundo a Companhia, ainda não é possível afirmar a causa da mortandade sem os resultados das análises laboratoriais.

No entanto, a principal hipótese técnica é que o fenômeno esteja relacionado às condições hidrológicas do reservatório. De acordo com a Cogerh, o baixo volume de água armazenado, aliado às variações climáticas locais, pode provocar anoxia — ausência crônica de oxigênio dissolvido — ou mudanças bruscas na temperatura da coluna d'água.

“Esse estresse por oxigênio é uma causa frequente de mortandade em massa de peixes e camarões em reservatórios em processo de esvaziamento”, explica a Compamhia.

Enquanto o diagnóstico definitivo não é concluído, a Cogerh orienta, de forma preventiva, que a população não consuma peixes e crustáceos encontrados mortos nas margens ou recolhidos no espelho d'água.

“O material coletado será encaminhado com urgência para laboratório especializado. Assim que os laudos técnicos forem emitidos, os resultados serão divulgados”, finaliza.

Um açude centenário

Situado no município de Quixadá, no Sertão Central, o açude Cedro foi a primeira grande obra de infraestrutura hídrica construída pelo governo federal no semiárido brasileiro. Idealizado por dom Pedro II após a Grande Seca de 1877, o reservatório foi inaugurado em 1906.

Com capacidade para armazenar 125 milhões de metros cúbicos de água, o açude é utilizado atualmente para múltiplos usos, entre eles o abastecimento, a irrigação e a piscicultura na região.

O Povo 

Mulher suspeita de envolvimento em homicídio é presa em Ipu

 



Uma mulher identificada como Francisca Erivanda foi presa em Ipu, suspeita de envolvimento em um homicídio. Segundo a Polícia, ela foi localizada poucas horas após o crime e conduzida à delegacia, onde foi autuada em flagrante.

A Polícia informou ainda que a suspeita já responde a outro processo por homicídio, referente à morte de um companheiro, ocorrida em 2023.

O caso permanece sob investigação para o esclarecimento da dinâmica e das circunstâncias do crime.

🔗 Confira todos os detalhes na matéria completa acessando o link (clique aqui)

(Ipu Notícias.com)


Homem é encontrado morto na comunidade de Timorante na zona rural de Ipu

 



Um homem de 38 anos foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (10), em uma fazenda localizada na comunidade de Timorante, na zona sertaneja do município de Ipu, na Serra da Ibiapaba, no noroeste do Ceará.

De acordo com informações da Polícia Militar, familiares da vítima informaram que Francisco José Rodrigues da Silva foi encontrado sem sinais vitais por volta das 9h.


🔗 Confira todos os detalhes na matéria completa acessando o link (clique aqui)


(Ipu Notícias.com)

BR-116 terá 10 fotossensores reinstalados entre Fortaleza e Horizonte

 Fotossensores estão sendo distribuídos entre Fortaleza, Itaitinga, Eusébio, Aquiraz e Horizonte

A BR-116, no trecho entre os municípios de Fortaleza e Horizonte, município a 42 km da Capital, deve voltar a receber 10 fotossensores para fiscalização e controle de tráfego. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a reinstalação já teve início e ocorre de forma gradual, com previsão de funcionamento total entre agosto e outubro de 2026.

Até o momento, os fotossensores estão sendo distribuídos entre cinco municípios: Fortaleza, com dois equipamentos nos quilômetros 14,800 e 14,950 da BR-116; Itaitinga, com dois fotossensores nos km 16,500 e 25,800, Eusébio (km 16,760), Aquiraz (km 25,900) e Horizonte, que concentra quatro equipamentos (km 39,800, 40,050, 42,590 e 42,900).

Antes de entrarem em operação, os dispositivos ainda passarão pelas etapas de implantação, sinalização e aferição metrológica (calibração).

Entre os dispositivos estão Controladores Eletrônicos de Velocidade (CEV), que fiscalizam o limite máximo de velocidade permitido para toda a via ou trecho, e Redutores Eletrônicos de Velocidade (REV), que possuem um display que exibe a velocidade do veículo e fiscalizam trechos críticos que exigem uma redução pontual de velocidade.

De acordo com o Dnit, a reinstalação faz parte da transição contratual do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV) nas rodovias federais no Ceará. Para manter a continuidade do serviço, foi firmado um novo contrato, com vigência iniciada em novembro de 2025.

“Os equipamentos anteriormente em operação foram gradualmente desmobilizados para permitir a implantação dos dispositivos pela nova empresa contratada. A instalação ocorre de forma escalonada para permitir a instalação dos novos dispositivos pela empresa vencedora da licitação”, declarou o órgão.

Além dos 10 fotossensores previstos para o trecho entre Fortaleza e Horizontes, o Dnit informou que outros quatro pontos estão em situação de "elaboração do estudo pela operadora". Após a etapa, os equipamentos devem ser instalados nos municípios de Eusébio, no km 18,80 da BR-116; no município de Aquiraz, no km 27,301; em Pacajus, no km 56,700; além de outro em Chorozinho, no km 70,440.

O POVO também questionou ao Dnit quantos equipamentos instalados no período do antigo contrato ainda permanecem fisicamente no trecho compreendido entre Fortaleza e Chorozinho e, dentre esses, quantos continuam de fato em operação. A matéria será atualizada após resposta.

O Povo 

Ceará tem aumento de 797 casos de dengue em uma semana

 

É importante que a população redobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypt

Ceará tem aumento de 797 casos de dengue em uma semana.
No último boletim epidemiológico, o Ceará contabilizava 5.347 confirmações da doença em 2026.
Agora, o número subiu para 6.114 casos.
Cenário é resultado do aumento das notificações em municípios das regiões Norte, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe.

Dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) mostram que o Estado registrou um aumento de 797 casos confirmados de dengue em uma semana. No último boletim epidemiológico divulgado no sábado passado, 4, o Ceará contabilizava 5.347 confirmações da doença. Agora, o número subiu para 6.114 casos.

De acordo com a pasta, o atual cenário epidemiológico é resultado do aumento das notificações em municípios das regiões Norte, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe.

Até a semana epidemiológica 26, finalizada no sábado, 4 de julho, foi registrado um predomínio de circulação dos sorotipos 1 e 2 da dengue no Ceará. Ao todo, foram confirmados nove casos do sorotipo 1, 11 do sorotipo 2 e um do sorotipo 3. 

Último boletim epidemiológico

O boletim epidemiológico mais recente, referente à última semana epidemiológica encerrada no sábado, 4, apontou um aumento de 9,3% no número de casos confirmados de dengue no Ceará em 2026. O total de registros já supera os 4.892 casos confirmados em todo o ano de 2025.

Em relação aos óbitos, até o esta semana, 2026 contabiliza dez mortes provocadas pela doença, ante os três óbitos registrados em 2025.

O município de Tianguá lidera o número de casos confirmados, com 660 registros, seguido por Sobral, com 658, e Fortaleza, com 370 casos.

Sintomas da doença

Os principais sintomas da doença incluem febre alta, dores de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Eles costumam aparecer de 4 a 10 dias após a picada do mosquito Aedes aegypti.

Em sua forma mais leve, conhecida como dengue clássica, os sintomas mais comuns são febre alta e repentina, dores de cabeça intensas, dor atrás dos olhos, dores fortes nas articulações e nos músculos. 

Já em sua forma mais grave, entre o 3º e o 7º dia da doença, podem surgir sinais de alarme que indicam a evolução para a dengue grave ou hemorrágica. Entre eles: dores de barriga intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade e queda de pressão ou tontura ao levantar.

A Sesa orienta que, ao surgirem esses sinais, a população deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e início do tratamento clínico.

Medidas de prevenção

A Sesa orienta que a população redobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, em caso de sintomas característicos da dengue, procure atendimento médico o mais rápido possível.

Como o mosquito se reproduz em água parada, a recomendação é eliminar possíveis criadouros, armazenando ou descartando corretamente vasos de plantas, pneus, garrafas e qualquer outro recipiente que possa acumular água.

Além disso, a Secretaria reforça a importância de permitir a entrada, nas residências, dos agentes de combate às endemias devidamente identificados. Esses profissionais realizam inspeções, orientam os moradores e, quando necessário, adotam medidas de controle para reduzir a proliferação do mosquito.

Para intensificar o enfrentamento ao mosquito, a Sesa afirma que desenvolve uma série de ações em parceria com os municípios cearenses. Entre as iniciativas estão a aplicação de fumacê em cidades com maior incidência da doença, a capacitação de profissionais de saúde para auxílio clínico dos pacientes, além do apoio à execução de planos de contingência.

O Povo 

PF apura caso de doméstica que trabalhou 55 anos sem receber salário

 Mulher é resgatada de trabalho escravo após 55 anos sem salários em condomínio de luxo no Eusébio — Foto: AFT/Divulgação

Dois agentes da PF acompanharam os auditores fiscais do trabalho e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Secretaria de Direitos Humanos do Ceará (Sedih) na operação de resgate da doméstica.

"Durante a fiscalização, foram identificados elementos que indicam a prestação de serviços domésticos por décadas no mesmo núcleo familiar, sem remuneração regular e em condições que são objeto de apuração pelos órgãos competente", informou a Polícia Federal.

Segundo a PF, "após a ação, foram adotadas medidas de proteção à trabalhadora e formalizado acordo no âmbito do Ministério Público do Trabalho, sem prejuízo da apuração de outras responsabilidades nas esferas cabíveis".

"As circunstâncias do caso continuam sendo apuradas. Os envolvidos poderão responder pelos crimes eventualmente identificados no curso das investigações", reforçou.

De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os autos de infração estão sendo finalizados para encaminhá-los aos órgãos competentes.

Conforme a AFT, no curso da fiscalização o empregador reconheceu a prestação de serviços sem formalização do vínculo empregatício e admitiu que a remuneração não era realizada de forma regular. Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado com obrigações a serem cumpridas pelos empregadores. Apesar disso, a empregadora continua com a família.

Os empregadores firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual assumiram obrigações destinadas à proteção social da trabalhadora, como a regularização dos recolhimentos previdenciários relativos ao período reconhecido, pagamento de R$ 50 mil a título de verbas rescisórias e aquisição de um imóvel residencial em favor da trabalhadora (leia mais sobre o TAC abaixo). Os empregadores devem começar a pagar salário e indenização para a vítima de imediato.

Em nota, a família empregadora da doméstica "nega com veemência as acusações divulgadas até o momento, que não retratam a relação de convivência, cuidado e afeto construída ao longo de décadas com a senhora envolvida. Lamenta, ainda, que julgamentos precipitados tenham sido tornados públicos" (leia a nota na íntegra abaixo).

O Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanha o cumprimento dos acordos, enquanto a Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará (Sedih) faz a assistência da vítima e diz prepará-la para reinseri-la à sociedade.

Pós-resgate

O objetivo das autoridades nesta segunda etapa, após o resgate, é ajudar a vítima a criar autonomia, aprender a ler e escrever, criar laços de amizade e refazer contato com a sua família. A mulher foi resgatada no dia 24 de junho após passar 55 anos sem receber salário e servir à mesma família desde os 7 anos de idade.

De acordo com Emilie Kluwen, técnica do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) da Sedih, a conclusão dos órgãos que realizaram o resgate foi de que a retirada imediata da doméstica da casa dos patrões poderia causar mais danos à trabalhadora.

“A gente reconhece que existe um afeto criado ao longo de 55 anos de trabalho. A gente poderia promover muito mais danos que redução. Existe uma dependência emocional e social ao longo desse período de construção de décadas de subserviência a essas famílias” analisa Emilie.

Mulher é resgatada de trabalho escravo após 55 anos sem salários em condomínio de luxo no Eusébio 

Conforme a técnica da Sedih, os órgãos realizam visitas domiciliares à doméstica e contatos virtuais “para que a gente possa fortalecer esse acolhimento”.

Uma destas visitas foi feita no início do mês. Emilie afirma que, apesar de não ser alfabetizada, o “saber popular faz com que ela sobreviva” e será determinante para essa reinserção à sociedade. “Em nenhum momento será imposto ou condicionado. Tudo isso é ofertado (à doméstica)”, reforça.

Emilie Kluwen diz que os familiares da doméstica em situação análoga à escravidão foram identificados. No entanto, para preservar a vítima e o trabalho dos profissionais da Sedih, não foi informado onde a família está. A informação inicial era de que a família era natural do Piauí.

Segundo a técnica, o núcleo familiar é fragilizado. E será preciso “ fortalecer esse vínculo”, sendo necessário uma estratégia de “fortalecimento da família” .

Idosa em situação análoga à escravidão é resgatada em condomínio de luxo

Idosa em situação análoga à escravidão é resgatada em condomínio de luxo

História começa na década de 70

Momento antes do resgate da trabalhadora em condomínio de luxo na região metropolitana de Fortaleza — Foto: Divulgação

O caso começou após denúncia anônima ao Disque 100, contato do Governo Federal para receber, analisar e encaminhar denúncias de violações de direitos humanos. De acordo com a auditoria, a mulher de 62 anos cuidava das crianças e da casa e passou 55 anos sem receber salário.

De acordo com Maria Neuzeli, Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) que participou do resgate, a mãe da vítima trabalhou para a família exploradora até os 14 anos. Nesta idade, ela casou e decidiu voltar à cidade de origem, em Padre Marcos, no Piauí.

Lá, a ex-empregada da família teve seis filhos. Ao saber da informação, depois de alguns anos, a matriarca da família exploradora, baseada na suposta extrema pobreza que a ex-funcionária vivia, decidiu ir até lá para buscá-la de volta. Nesta ida, a empregadora trouxe a ex-funcionária e duas filhas (sendo uma delas, a mulher que viria a ser resgatada em junho deste ano).

A mãe morreu, mas, antes disso, teria "dado" a menina de 7 anos a uma das filhas da matriarca da família, segundo a empregadora atual. Sobre esse período, a explorada disse aos auditores fiscais que "fazia coisa de criança: lavava roupa e limpava a casa".

A criança cresceu na primeira residência até o ano de 1982. Naquela época, a irmã mais nova, que veio junto do Piauí, teria brigado com a família e saído da casa. O paradeiro da irmã e do restante da família da doméstica ainda é investigado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho.

Em 1982, quando a vítima chegou aos 18 anos, a filha da matriarca casou e teve filhos. Com isso, a empregada foi morar com ela para cuidar da casa e da nova geração da família.

Em 2014, a neta da matriarca casou e teve o primeiro filho. Neste momento, a empregada explorada foi levada para a casa dela para cuidar dos bisnetos da matriarca.

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100 

Créditos trabalhistas

Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, no curso da fiscalização, o empregador reconheceu a prestação de serviços sem formalização do vínculo empregatício e admitiu que a remuneração não vinha sendo realizada de forma regular.

O órgão estima que, considerados os salários não pagos, férias, 13º salários, FGTS, verbas rescisórias e horas extras decorrentes da supressão sistemática dos descansos semanais, os créditos trabalhistas ultrapassam R$ 1,5 milhão.

O vínculo de emprego considerado, no entanto, foi o período iniciado a partir de 21 de julho de 2014, quando a mulher chegou à última residência em que prestou serviços. Já que o TAC deve ser feito com apenas um empregador.

Entre as obrigações dos empregadores, estão:

  • a regularização dos recolhimentos previdenciários relativos ao período reconhecido;
  • o pagamento de R$ 50 mil a título de verbas rescisórias, em dez parcelas mensais de R$ 5 mil;
  • a aquisição de um imóvel residencial em favor da trabalhadora no valor mínimo de R$ 150 mil, acrescido de mobiliário e eletrodomésticos essenciais, em um prazo de 10 meses;
  • além do custeio das contribuições previdenciárias até a obtenção da aposentadoria.

O acordo também prevê complementação financeira de até R$ 12 mil caso ela complete 64 anos sem acesso ao benefício previdenciário.

O próprio TAC estabelece que as obrigações assumidas não implicam quitação integral dos direitos da trabalhadora, permanecendo possível a cobrança judicial de créditos trabalhistas e indenizações eventualmente não satisfeitos.

Conforme o TAC, os empregadores da mulher foram identificados como:

  • Paulo Martins Brasil - aposentado, casado com Aurora;
  • Aurora Dalva Bastos de Alencar Brasil - aposentada, casada com Paulo;
  • Paulo Martins Brasil Filho - advogado;
  • Zaamarah Alencar Brasil Andrade - servidora pública, casada com Tiago;
  • Tiago Silva Andrade - médico veterinário, casado com Zaamarah;
  • Nayarah Alencar Brasil Magalhães, empregada pública.

Veja fotos da família empregadora:

Nayarah, Aurora, Zaamarah e Pedro Filho:

Família empregadora de doméstica em situação análoga à escravidão. 

Tiago Andrade, Aurora, Pedro e Zaamarah:

Família empregadora de doméstica em situação análoga à escravidão. 

Leia a nota da família empregadora na íntegra:

"A defesa da família mencionada em reportagens divulgadas nesta semana, representada pelo escritório BFB Advogados Associados, informa que acompanha com serenidade e respeito a atuação dos órgãos públicos responsáveis pela apuração do caso.

A família nega com veemência as acusações divulgadas até o momento, que não retratam a relação de convivência, cuidado e afeto construída ao longo de décadas com a senhora envolvida. Lamenta, ainda, que julgamentos precipitados tenham sido tornados públicos.

Ressalta-se que em nenhum momento houve resgate, uma vez que ela permanece convivendo com a família em uma relação que apresenta características pessoais e familiares incompatíveis com conclusões simplificadas.

Ao longo desse período de convivência, a senhora recebeu remuneração, usufruiu de férias regulares, contou com plano de saúde com cobertura médica e odontológica particular e teve suas contribuições previdenciárias regularmente recolhidas, encontrando-se, inclusive, em processo de aposentadoria.

Em respeito às instituições, a família firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as autoridades, reafirmando sua disposição de colaborar integralmente com a apuração e de assegurar, desde já, todo o suporte, proteção e dignidade à senhora — que é, e sempre foi, a prioridade de todos.

A família acompanha as investigações e apresentará, nas instâncias competentes, todas as provas e documentos que demonstram que a realidade dessa relação é muito diferente do que foi divulgado, confiante de que a apuração técnica e imparcial permitirá a compreensão completa e equilibrada do caso."

g1 

Postagens mais visitadas do mês