| Arquivo de família |
Passado um ano da realização da primeira união estável
homoafetiva entre dois homens na cidade de Sobral, a realidade para o casal
Halphe e o ipuense Tairone não tem sido fácil devido a questões de preconceito na hora de
arrumar um emprego.
Ambos tem experiência em empregos anteriores, boa aparência,
e são universitários. Halphe está concluindo Pedagogia, e Tairone, Ciências da
Computação.
Segundo eles, desde que casaram, ninguém mais na cidade
quer lhes dar trabalho. Tairone trabalhava na época, mas logo depois da
divulgação do casamento, foi demitido sem que houvesse uma explicação
convincente.
“Sempre que vamos entregar currículos em lojas, estabelecimentos,
já sabendo que ali existe a vaga, nos dizem que não tem vagas. E nas poucas
entrevistas de emprego que fazemos, quando mencionamos o parentesco de ‘casados’,
a empresa nunca mais liga, não nos procura mais, puro preconceito velado”,
revela Halphe, que não se sente arrependido de sua decisão.
Fonte: Blog Sobral em Revista


