Apesar de protelar o anúncio do candidato à sucessão do governador
Cid Gomes e tentar direcionar as atenções para o debate com partidos
aliados, o Pros já se organiza estruturalmente para disputar as eleições
para o Governo do Ceará em 2014. A afirmação foi feita, ontem, pelos
deputados do partido na Assembleia Legislativa: Ivo Gomes, irmão de Cid;
Dr. Sarto, líder do Governo na Casa; e Mauro Filho, ex-secretário da
Fazenda e um dos possíveis nomes a ser indicado para a sucessão.
Segundo
Ivo, que evita comentários sobre a relação do Pros com o PMDB do
senador e pré-candidato Eunício Oliveira, o partido tem organizado
estrutura de palanques no Interior, apoio de prefeitos e tempo de
televisão para propaganda partidária. “Quando o nome (do candidato ao
Governo) for decidido, o Pros já vai ter sua estrutura montada”,
pontuou.
Ontem, o deputado Dr. Sarto fazia levantamento
parcial sobre o tempo de TV que disporá o candidato da aliança que conta
com 22 partidos no Ceará. Por ter baixa representação na Câmara dos
Deputados, o Pros dispõe de cerca de 40 segundos no horário eleitoral,
conforme a distribuição proporcional ao tamanho das bancadas, e depende
do tempo dos aliados.
O maior tempo é do PT, partido do qual o
Pros não cogita deixar de ser aliado. Segundo Dr. Sarto, possível saída
do PT da aliança teria repercussão nacional. “Com todo respeito, a
gente ganhou do Lula com a campanha do Roberto Cláudio (prefeito de
Fortaleza)”, disse Sarto, referindo-se à campanha do PT em 2012 que
contou com a visita do ex-presidente Lula a Fortaleza para apoiar o
candidato Elmano de Freitas.
Nova disputa
O
deputado Mauro Filho também destacou a disputa pela Prefeitura entre o
grupo do governador, à época do PSB, e o PT, em 2012, como emblemática e
afirmou que ela deve se projetar para a disputa pelo Governo do Estado,
provavelmente com o PMDB como adversário. Segundo ele, na disputa
municipal, o grupo soube identificar o perfil de gestor que a população
ansiava e, da mesma forma, pontua ele, o Pros deve proceder agora.
Sobre
o provável rompimento com o PMDB, ele diz que a população “não atura
mais aliados que se tornam adversários no final do governo”.
Como
um dos possíveis nomes a ser indicado pelo Pros, Mauro afirma que está
“tranquilo” e tem seguido “as orientações do partido”, sem
especificá-las.
O Povo


