O casal contou que quando a menina dormiu foi colocada na cama, em que
eles também iriam dormir, porque a pequena não tinha um berço. "Durante a
noite ela deve ter caído e não escutamos o choro. Quando acordamos vi
que ela estava morta", disse a mãe.
Conforme os militares que atenderam a ocorrência, a menina ainda não
tinha sido registrada, mas a mãe disse que ela se chamava Francisca
Eneida. O casal já tinha outros quatro filhos, mas deu as outras
crianças para adoção, quando eram de colo.
Antônio Marques Pinto da Silva, 28, e Germana Fernandes da Silva, 25,
assumiram que são usuários de droga. Os dois foram conduzidos ao 8ºDP
(José Walter) para prestarem esclarecimento sobre o fato. Germana Silva
pediu ajuda e disse que gostaria de se tratar do vício. "Nunca pensei
que pudesse acontecer uma coisa dessas. Não dá mais para continuar nessa
vida".
O perito Rômulo Costa, da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) disse que,
aparentemente, o corpo não tem sinais de violência, mas exames mais
elaborados serão feitos na sede da instituição para atestarem o que, de
fato, causou a morte do bebê.
Outro caso
Populares acionaram a Polícia para o achado de um cadáver, no
cruzamento entre as ruas Manuel Soares e Rui Monte, no bairro Antônio
Bezerra, no início da tarde de ontem. No local informado, a Polícia se
deparou com um embrulho que exalava forte odor envolto em um lençol
branco. Dentro do embrulho estava o corpo de uma mulher que foi deixado
em meio ao lixo.
Segundo o exame preliminar realizado pela Perícia Forense do Estado do
Ceará (Pefoce), o corpo da vítima apresentava avançado estado de
decomposição e ela tinha sido morta há cerca de três dias. As causas da
morte ainda não foram reveladas, mas de acordo com o perito Rômulo
Costa, a vítima tinha arranhões nas costas e possivelmente, teve o corpo
arrastado antes de ser jogado no lixo.
Uma equipe da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no
local coletando as primeiras informações para dar início as
investigações sobre a motivação e a autoria da morte. O corpo foi
encaminhado para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel). Até o
fechamento desta edição, a mulher não havia sido identificada.
Diário do Nordeste



