Um avião militar russo que seguia para a Síria caiu no mar Negro com 92 pessoas a bordo, segundo informações do Ministério da Defesa da Rússia. Não há sobreviventes.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a formação de uma comissão
de investigação liderada pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev para
determinar as causas do incidente. O chefe de Estado expressou "suas
mais profundas condolências" aos parentes das vítimas.
O Tupolev Tu-154 decolou às 5h40 (00h40 no horário de Brasília) da
cidade de Adler, ao sul do balneário de Sochi, no Mar Negro, com destino
à base aérea de Hmeimim, perto de Latakia, no noroeste da Síria, de
acordo com o Ministério da Defesa citado por agências de notícias
locais.
Segundo as autoridades russas responsáveis pelas investigações, a
aeronave havia feito escala em Sochi para reabastecimento. As equipes de
resgate encontraram um primeiro corpo a seis quilômetros da costa de
Sochi, indicou a essas agências o porta-voz do Ministério da Defesa,
Igor Konachenkov.
Vítimas
A lista de passageiros publicada pelo ministério inclui 64 membros do
Conjunto Alexandrov, conhecido durante suas viagens ao exterior como o
coro do Exército Vermelho, oito militares, entre eles o diretor do
Conjunto Valeri Khakhilov, oito tripulantes, nove jornalistas, dois
funcionários civis e a diretora de uma organização de caridade
respeitada na Rússia, Elizaveta Glinka.
Esta última, conhecida como "Doutora Liza", levava medicamentos para o
Hospital Universitário de Latakia, segundo o diretor do Conselho dos
Direitos Humanos para o Kremlin, Mikhail Fedotov, em comunicado citado
pela agência de notícias Interfax.
"Esperamos por um milagre até o fim", disse ele, lembrando que era ela "amada por todos".
Os canais de televisão Pervy Kanal, NTV e Zvezda indicaram ter cada um três funcionários a bordo do avião.




