Revelado na semana passada na Holanda, o escândalo dos ovos contaminados com um inseticida nocivo para a saúde humana começa a se alastrar pela Europa. França, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Suíça e Suécia já estão em alerta. Milhares de galinhas foram sacrificadas.
A crise começou quando o
organismo responsável pela segurança alimentar e sanitária da Holanda (NVWA na
sigla em holandês) lançou um alerta baseado na suspeita de contaminação de ovos
com fipronil, um pesticida utilizado para eliminar parasitas das galinhas. Os
índices da substância encontrados nos animais de 180 avícolas eram bem
superiores aos limites da regulamentação sanitária europeia. Diante da
descoberta, cerca de 300 mil galinhas contaminadas já foram abatidas e os
criadores holandeses cogitam sacrificar mais de um milhão de aves.
Mas em tempos de globalização, os
efeitos da crise já ultrapassaram as fronteiras da Holanda. Ovos contaminados
foram encontrados na Alemanha, Suíça e Suécia. Nesta segunda-feira (7), foi a
vez de França e Reino Unido serem atingidos.
A autoridade de segurança
alimentar britânica confirmou que cerca de 21 mil ovos vindos das avícolas
holandesas interditadas haviam sido distribuídos no país. Já na França o
ministério da Agricultura informou que treze lotes de ovos contaminados foram
entreguem em empresas alimentares. Em todos os países, os ovos podem ter sido
usados na preparação de tortas ou bolos.
O fipronil é frequentemente
utilizado em produtos veterinários destinados aos animais de companhia. Sua
aplicação é totalmente proibida em espécies destinadas ao consumo humano.
Segundo a Organização Mundial da
Saúde, consumido pelo homem em grande quantidade o fipronil é considerado
“moderadamente tóxico”. Mas se ingerido em doses muitos elevadas, pode afetar o
sistema renal ou o sistema linfático.
RFI



