Em defesa prévia apresentada ao juiz Sergio Moro, o empresário Fernando
Bittar, sócio de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), negou ter agido como "laranja" na compra do sítio Santa
Bárbara, em Atibaia (SP), para ocultar que o petista era "dono real" da
propriedade.
Segundo denúncia do Ministério Público Federal acolhida por Moro, Lula
seria o principal frequentador da chácara, e empresas como Odebrecht,
OAS e Schahin teriam feito benfeitorias no valor de R$ 1,02 milhão no
local em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera. O
sítio está em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Fábio
Luiz Lula da Silva, filho de Lula. O ex-presidente nega ser o dono do
sítio.
No documento enviado nesta noite de quinta-feira (31), os advogados de
Bittar chamam a denúncia de "verdadeira esquizofrenia". Segundo a
defesa, há uma incompreensão dos procuradores em relação à amizade entre
as famílias do empresário e de Lula.
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