Os donos da JBS vão entregar extratos e explicar em detalhes, nos
documentos que estão entregando ao Ministério Público Federal, depósitos
feitos nas contas que atribuíram a Lula e a Dilma no exterior.
As contas foram abertas em nome de uma offshore controlada por Joesley
Batista, da JBS. Ele diz que, quando fazia negócio com o governo,
depositava propina de cerca de 4%, primeiro numa conta "de Lula", no
governo dele, e depois numa conta "de Dilma". O dinheiro ficaria
reservado para o PT. O empresário afirma que mostrava os extratos para o
então ministro Guido Mantega.
Cada vez que dava dinheiro para campanhas do PT no Brasil, Joesley diz
que abatia contabilmente da poupança do exterior. No fim das contas, o
PT gastou tudo o que tinha direito, afirma. E Joesley usou o saldo no
exterior para comprar um apartamento em NY, dois barcos e até mesmo para
pagar a festa de seu casamento, em 2012.
O ex-ministro Guido Mantega afirma que nunca negociou a doação de
recursos irregulares com o empresário Joesley Batista. Lula e Dilma
afirmam que jamais ouviram falar da tal conta.
Folha de S.Paulo


