Janaína Alves, de 28 anos, morreu em casa, após uma parada cardíaca.
A enfermeira Janaina Caroline Cunha Alves, que foi asfixiada dentro do
próprio apartamento em São Vicente, no litoral de São Paulo, morreu
nesta sexta-feira (13) aos 28 anos. Após um ano e sete meses do crime,
ela seguia em tratamento médico em casa. A jovem teve uma parada
cardíaca e não resistiu.
O crime aconteceu em São Vicente, no dia 31 de março de 2016, no apartamento onde a enfermeira morava.
O noivo dela, William Cesar Borreli, foi preso no dia 9 de agosto do mesmo ano
por ser o principal suspeito, mas ele nega o crime. Após ser asfixiada,
Janaína ficou quase cinco meses internada na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI), do Hospital Ana Costa, em Santos. Depois, passou a
realizar tratamento médico em casa, em São Vicente.
De acordo com a irmã de Janaína, Camila Alves, a jovem respirava com a
ajuda de aparelhos e se expressava muito pouco, já que perdeu os
movimentos após a agressão. Em agosto deste ano, Janaína broncoaspirou a
dieta colocada diariamente pela enfermeira, que cuidava dela em casa.
Com isso, a saúde dela se agravou. Em setembro, ela foi diagnosticada
com pneumonia.
"Os médicos a internaram na UTI. Ela não estava conseguindo responder
aos antibióticos. A bactéria estava muito resistente. Ela começou a ter
falência de alguns orgãos, rim e fígado. Ela saiu do hospital nessa
semana porque o quadro dela estava estável. Mas, teve uma parada
cardiaca em casa", conta a irmã.
Janaina faleceu por volta das 18h desta sexta-feira, em São Vicente.
"Ela foi uma guerreira. Ela ficou totalmente acamada, se expressava com
sinais, mas ela não conseguia falar. Ela lutou até o último instante. A
gente colocou na cabeça que ela está em paz. Queremos Justiça. Ele
(suspeito) ainda não foi a julgamento. Não quero que a morte da minha
irmã tenha sido em vão", afirmou Camila.
O velório do corpo de Janaina começou às 7h deste sábado e vai até às
15h30 no Cemitério Memorial de São Vicente. O enterro será realizado às
16h, no mesmo local.
O crime aconteceu no bairro Parque São Vicente, no apartamento onde a
enfermeira Janaina Caroline Cunha Alves. Na época, ela tinha 26 anos. O
noivo dela, William Cesar Borreli, foi preso no por ser o principal
suspeito, mas ele nega o crime.
Em depoimento à polícia, ele afirmou que ao chegar no apartamento onde a
noiva morava, encontrou a vítima sendo esganada pelo pedreiro em um dos
cômodos. Ao tentar salvar a jovem, ele entrou em luta corporal com o
suposto agressor, que se desvencilhou e fugiu.
Já o pedreiro negou ser o responsável pelo crime.
Segundo a versão do funcionário, ele realizava serviços no apartamento
quando o noivo da vítima entrou e ficou com ciúmes por algum motivo,
atacando a mulher. No entanto, o pedreiro afirma que saiu do local sem
ver o desfecho das possíveis agressões.
Em entrevista ao G1, na época do crime, amigo de Janaina, que preferiu não se identificar, disse que o noivo da jovem era bastante ciumento e que chegou a ameaçá-lo. Segundo o rapaz, a discussão foi em 2014 e, após o ocorrido, ele se distanciou da enfermeira. Também em entrevista ao G1,
Nelci Alves da Silva, avó de Janaina, afirmou que as discussões entre o
casal se intensificaram por conta de uma conta na rede social.
G1



