As armas apreendidas pelos órgãos de segurança pública do Ceará em
operações contra o crime organizado serão utilizadas pela polícia.
Normalmente as armas eram destruídas pelo Exército Brasileiro. De acordo
com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a ordem de
doação foi autorizada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.
"Estive ontem [quinta-feira, 22] com ministro da Defesa, Raul Jungmann.
Ele me autorizou a lhe dizer [governador] aqui que procure o comandante
da 10ª Região Militar. Que todas as armas que foram apreendidas no
Estado do Ceará, ele disse que tem até um rifle agora top dos rifles, o
senhor pode mandar o seu secretário de Segurança procurar um general ou
comandante desta 10ª Região Militar que as armas possam ser transferidas
para o Governo do Estado do Ceará" disse Eunício Oliveira.
O governador Camilo Santana apoiou a decisão do ministro da Defesa
afirmando que era um "absurdo" as armas apreendidas não serem
reaproveitadas pela polícia.
"Era um absurdo as armas apreendidas serem destruídas. Pois tem muitas
armas que podem ser aproveitadas. Nós apreendemos toda semana, armas
russas, armas do exterior, rifles, enfim, armas que poderiam ser
utilizadas pela polícia. Mas, por uma decisão da Justiça, as armas não
devem ser utilizadas. Eu acho uma decisão importantíssima."
Força-tarefa em Fortaleza
A doação das armas é uma forma de apoio às forças de segurança em meio a crise no Ceará.
Uma força-tarefa composta por policiais federais e integrantes da Força Nacional de Segurança Pública chegou a Fortaleza na madrugada da última segunda-feira (19).
O envio foi determinado pelo presidente Michel Temer após a polícia ter
encontrado o corpo de um dos chefes da facção criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC), Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue,
em Aquiraz, na Grande Fortaleza.
Integrado por 36 homens, sendo 26 da Polícia Federal e 10 da Força
Nacional de Segurança Pública, o grupo será chefiado pelo almirante
Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança
Pública.
Segundo o Ministério da Justiça, o objetivo é reforçar as operações
conjuntas de inteligência "diante dos últimos acontecimentos", e "dar
apoio técnico às forças de segurança estaduais nas ações de combate ao
crime organizado".
G1



