O governador do Estado do Ceará, Camilo Santana (PT), comentou nesta
quarta-feira, 21, o corte de verbas na segurança pública de R$ 18
milhões, efetivado pelo Governo Federal. O petista disse que entrou em
contato com o Congresso Nacional para que a ação seja revista. O gestor
defende a criação do Centro de Inteligência Regional do Nordeste no
Estado e diz que tem conversado com o presidente do Senado, Eunício
Oliveira (MDB), para que ele possa trazer um compromisso do presidente
Michel Temer de que a estrutura seja instalada no Ceará.
"Defendemos aqui no Ceará, no decreto que vai criar o Ministério da
Segurança, que seja criado o Centro de Inteligência Regional do Nordeste
no Estado do Ceará, pois Fortaleza é considerada uma rota internacional
de tráfico. Pela nossa localização, conexão aérea, facilita pela
proximidade do tráfico internacional", relata.
Conforme Camilo, o centro seria importante por reunir a inteligência com
a Polícia Federal, Polícia Judiciária e estaria integrado com as forças
de segurança do Ceará. "O que achamos fundamental é o Governo Federal
ter aberto olhos para isso é que a questão da violência que se assola no
Brasil inteiro. É preciso ter um olhar do Governo Federal, que é o
grande responsável para acabar com o crime organizado, com o
narcotráfico, proteger as fronteiras do Brasil, fortalecer a Polícia
Federal", relata.
Sobre os cortes, Camilo disse que, até o momento, os recursos para
Segurança Pública no governo dele foram "zero". " O que foi aportado
para o Ceará foi o recurso do fundo penitenciário, que tive que entrar
na Justiça para receber a primeira parcela, que só pode ser utilizado
para o sistema penitenciário, para obras e investimentos. Inclusive,
vamos dar a ordem de serviço de uma unidade de segurança máxima, pelo
Governo do Estado. Já me comuniquei com a bancada cearense, com o
presidente do Congresso Nacional, que vão rever isso (cortes)",
relatou.
Camilo disse que está tentando identificar o que estava previsto em
recursos para o Estado antes do corte. As verbas seriam destinadas para a
compra de equipamentos, munições e armamentos.
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