Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo Bandeira // 7 de abril de 2018

 

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro presidente da República do Brasil preso por crime comum. Condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro, ele ficará preso em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Lula saiu a pé do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, por volta das 18h45 deste sábado (7), cercado por seguranças e entrou num dos carros do comboio da Polícia Federal. Mais cedo, num discurso em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo (SP), ele avisou que se entregaria à PF. "Eu vou cumprir o mandado (de prisão contra ele) e vocês vão ter que se transformar, cada um de vocês vai se chamar Chiquinha, Zezinho, e todos vocês vão virar Lula e vão andar por esse país e vão ter que saber.”

Antes, por volta das 17h, ele chegou a entrar num veículo no estacionamento do sindicato, para se entregar, mas foi impedido por militantes, que bloquearam a saída do carro. O ex-presidente então voltou para o prédio.

Lula está com a prisão decretada no caso tríplex do Guarujá desde quinta-feira (5). Lula disse, ainda pela manhã, que iria mostrar que é inocente. “Quero chegar e falar para o delegado que estou à sua disposição e a história daqui a alguns dias vai provar que quem cometeu crime foi o delegado que me acusou, o juiz que me julgou e o Ministério Público que foi leviano comigo", disse.
“Vou de cabeça erguida e vou sair de peito estufado de lá”, afirmou, ao encerrar o discurso de 55 minutos.

Acusação

Antes de Lula, seis ex-presidentes da República foram detidos só que por motivações políticas. As prisões começaram com Hermes da Fonseca, no começo do século 20, depois, Washington Luís e Arthur Bernardes, nos anos de 1930; Café Filho, na década de 1950; e Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros durante a ditadura militar.

No caso de Lula, ele foi condenado após acusação de ter sido beneficiado com o repasse de R$ 3,7 milhões para a compra e reforma do triplex no Condomínio Solaris em Guarujá (SP). Deste valor, uma parte teria sido utilizada para o armazenamento, entre 2011 e 2016, de presentes que Lula recebeu durante os mandatos como presidente.

De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS, como a instalação de um elevador privativo, eram parte de pagamento de propina da empreiteira a Lula por supostamente tê-la favorecido em contratos com a Petrobras.

Diário do Nordeste

Caderno: NACIONAL
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