O Açude Castanhão deverá continuar atendendo a população da Região
Metropolitana de Fortaleza em 2019. De acordo com o presidente da
Cogerh, João Lúcio Farias, o Castanhão deverá seguir com abastecimento
da demanda deste ano e manter uma reserva para o ano que vem.
O Açude Castanhão abastece seis cidades no Vale do Jaguaribe, com pelos
menos 600 mil habitantes. Além disso, abastece a Região Metropolitana
de Fortaleza, com mais de quatro milhões de pessoas. Castanhão há anos
vem sofrendo com a seca e no início de 2018 estava com pouco mais de 2%
da sua capacidade. Com baixo volume o açude deixou de abastecer o município de Fortaleza
O presidente da Cogerh reforça que é importante ter uma reserva para
2019. “Temos águas para atender neste ano e vamos também deixar uma
reserva para o ano de 2019. Para que a gente possa esperar o inverno de
2019 e também a transposição do Rio São Francisco para que a gente e
fazer um novo planejamento no próximo ano”, disse.
Mas, apesar da paisagem verde e algumas partes do açude que estava seco
exibir água, a situação não é tão boa. O açude está longe de abrir as
comportas. Elas foram abertas em 2004, na primeira cheia, e em 2009, na
mais recente. A notícia boa é que, mesmo longe do volume ideal, o açude
já voltou a contribuir no abastecimento de Fortaleza e Região
Metropolitana.
Segundo o administrador do Castanhão, Fernando Pimentel, o cenário é de
alegria, mas longe de trazer muitos benefícios. “Esse ano ganhamos onze
metros e 80 centímetros de coluna de água. Quase 12 metros isso
significa mais de 6% de volume acumulado e isso é interessante. Porém a
quem da expetativa e abaixo da necessidade”.
Em maio de 2017, o Açude Castanhão acumulava 5% de água. Secou até
começar 2018 com apenas 2% da capacidade. A situação que levou o governo
do estado a suspender a utilização da água do Castanhão em fevereiro.
Sem ser usado e com bastante chuva principalmente em abril, a realidade
mudou no reservatório. Hoje, está com pouco mais de 8%. Em abril, o
melhor mês de chuvas no ano, choveu 199 milímetros na Região
Jaguaribana. O Castanhão chegava a acumular por dia cerca de 60
centímetros de coluna d'água.
Essa água está trazendo de volta outra figura que andava sumida: o
pescador. Muitos não resistiram a seca e foram embora. Mesmo tendo os
ganhos diminuídos pela metade, por causa da água com pior qualidade para
o pescado, o pescador Cosme Estevão comemorou.
“Deus mandou bom inverno e encheu um pouco o açude a barragem. E deu
alguns peixes. Isso é para comemorar. Vamos torcer para ter mais chuva”.
G1



