Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo Bandeira // 28 de agosto de 2018

 
O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, divulgou no final da noite desta segunda-feira (27), o manual do programa 'Nome Limpo', que pretende estimular a renegociação de dívidas de pessoas físicas. A cartilha, disponível no site da campanha, foi 'dada' horas antes de presente ao apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, durante a sabatina do pedetista. Depois, o pedetista repetiu o gesto com os jornalistas presentes na entrevista realizada pelo Jornal das 10, da GloboNews.
A cartilha tem doze páginas e mostra em sete passos os objetivos do programa e as propostas do candidato. Boa parte do conteúdo já havia sido apresentada por Ciro em sabatinas, entrevistas, debates e atividades de campanha. O material ressalta um dos principais objetivos da campanha do pedetista: impulsionar a recuperação econômica destravando a via do consumo das famílias.
O manual reitera que o beneficiário do programa é aquele cujo nome foi incluído em birôs de crédito, como SPC e Serasa, até 20 de julho, data em que Ciro apresentou a proposta pela primeira vez.
A ideia, segundo o material de governo, é baixar a dívida em até 70%. De acordo com a campanha de Ciro, a dívida média vai cair de R$ 4,2 mil para R$ 1,4 mil, valor que poderá ser parcelado via bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil) ou outras instituições financeiras que aderirem ao projeto.
O texto explicita qual o papel do governo no programa. "O Governo tem a capacidade de organizar uma negociação coletiva, em nome de milhões de pessoas, o que facilita a negociação e torna mais rápida a solução do problema", diz o material, que explica também que a dívida poderá ser parcelada, e não quitada à vista como ocorre na maioria dos feirões de renegociação dos programas de proteção ao crédito.
O manual ressalta ainda que o Programa 'Nome Limpo' vai organizar os devedores em grupos de cinco a dez pessoas, que se responsabilizam umas pelas outras. O governo não arcaria, portanto, com a inadimplência, se ela vier a ocorrer. "É o sistema de Aval Solidário. Se uma pessoa do grupo não pagar a sua prestação, os outros membros se responsabilizam pelo pagamento", diz o texto, exaltando a experiência do Crediamigo, do Banco do Nordeste.
Polêmica
Na entrevista, ao ser questionado da viabilidade da proposta, Ciro entregou a Bonner a cartilha e repetiu que "vai tirar 63 milhões de pessoas do SPC".
O pedetista ironizou ainda o fato de outros candidatos terem propostas parecidas com a dele. "Hoje o (Henrique) Meirelles aderiu a ele", disse, em referência ao programa de refinanciamento. Mais cedo, em entrevista, o candidato do MDB disse que estuda proposta semelhante para que pessoas saiam da "bola de neve" da dívida.
Como o Broadcast Político mostrou neste domingo, a equipe de redes sociais de Ciro deve iniciar nos próximos dias uma ação nas redes sociais, na qual dirá que outros candidatos copiam as propostas dele.
Estadão Conteúdo
Caderno: NACIONAL
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