Você está em: NACIONAL // Notícia de Fagner Freire // 9 de agosto de 2018


O projeto de lei que legalizaria o aborto na Argentina foi rejeitado, na madrugada desta quinta-feira, pelo Senado. Aprovado em junho pela Câmara, ele foi recusado por 38 votos contra, 31 a favor e duas abstenções, após uma longa sessão, de cerca de 16 horas. A informação é do Portal G1.

Na parte externa do Congresso e no meio de um forte dispositivo de segurança, durante todo o dia se concentraram milhares de pessoas a favor da lei e contra, após vários meses de uma grande atividade das duas partes na defesa de suas posições. Após a sessão, em plena madrugada, foram registrados pequenos incidentes na saída da multidão que estava reunida no local.

Aqueles que defendem a causa, no entanto, não se dão por vencidos e o mais provável é que apresentem um novo projeto para a descriminalização da prática. Desta forma, o aborto não se torna um direito garantido pelo Estado, como previa o projeto recusado nesta madrugada, mas a mulher que recorrer ao procedimento não estará mais cometendo um crime e não será presa.

Atualmente, a interrupção voluntária da gravidez é crime na Argentina, a não ser em casos que ofereçam risco à vida da mãe ou de estupro. Em qualquer outro caso é prevista uma pena de prisão de um a quatro anos.


O Povo
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