Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo Bandeira // 28 de agosto de 2018


 

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, abriu na noite desta segunda-feira (27) a série de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos ao Palácio do Planalto, melhores colocados na pesquisa Ibope.

Os entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcelos questionaram Ciro sobre a Lava Jato, corrupção política, alianças e promessas de campanha. Com um tempo de quase meia hora, o pedetista mostrou segurança em todas as respostas. Disse não ser contra a Lava Jato, “pelo contrário”, e que o contexto que enfrentaria à bala a operação, diante das investigações sobre Lula, foi mal colocado. Criticou que não há nenhum tucano preso, apesar dos processos.

Reforçou que há uma “confiança cega” em Carlos Lupi, que não é réu em nenhum processo, apesar de investigado. Garantiu que não está oferecido nenhum cargo de um eventual Governo Ciro, pois é preciso primeiro respeitar a vontade do eleitor.

Ciro voltou a acusar o presidente Michel Temer de irregularidades, “uma pessoa formalmente acusada de corrupção”. Reiterou que avisou ao ex-presidente Lula sobre as ações irregularidades de Sérgio Machado à frente da Transpetro.

Afirmou que nunca esperou o apoio do PT, mas acredita que ocorrerá em um eventual segundo turno.

Defendeu o ex-presidente Lula. “Conheço Lula há 30 anos, foi um bom presidente para o Brasil”, avaliou, ao apontar que a taxa de desemprego era menor, assim como os índices econômicos era melhores. “Da Dilma pra cá, tudo isso foi perdido”, disse.

Sobre as propostas de campanha, destacou que estudou o assunto de ajudar ao brasileiro a deixar o SPC. “Vou tirar o nome do brasileiro do SPC, mesmo!”, reforçou ao apontar que a Principal atividade econômica é o consumo das famílias.

Com relação à segurança pública, disse que a Polícia no Ceará teve o efetivo multiplicado e criticou a adesão de jovens em facções criminosas. “Tudo morrendo aos 20 anos”, ressaltou, ao chamar os integrantes de facções de otários. Apontou que é papel do governo federal o combate às facções criminosas e ao narcotráfico. “Sou homem experiente, só quero uma chance”, completou.

Eliomar
Caderno: NACIONAL
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