Você está em: NACIONAL // Notícia de Fagner Freire // 15 de setembro de 2018


Pesquisa Datafolha divulgada ontem aponta crescimento do candidato do PT, Fernando Haddad, na corrida à Presidência da República, com 13% das intenções de voto. O percentual é o mesmo do candidato Ciro Gomes (PDT), que se manteve no mesmo patamar em relação à pesquisa anterior, seguido de Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, e Marina Silva (Rede), com 8%. Jair Bolsonaro, do PSL, lidera com 26% da preferência do eleitorado. O parlamentar cresceu dois pontos percentuais desde a última segunda-feira, 10.

As entrevistas foram feitas entre quinta-feira, 13, e ontem ouvindo 2.820 eleitores em 197 cidades. O levantamento, encomendado pela Rede Globo, tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
Comparando os dados divulgados pelo instituto ontem com os números liberados no início da semana, o petista confirmou a tendência de crescimento, saindo de 9% para 13%.

Na pesquisa de 22 de agosto, o ex-prefeito de São Paulo tinha 4% das citações. Com a saída do ex-presidente Lula da disputa, o afilhado político tem conseguido crescer a cada levantamento, herdando eleitores do ex-presidente.
O que explica o crescimento do petista é a liderança na região Nordeste. 

Nesse recorte regional, o candidato saiu de 13% para 20%. Antes líder, Ciro caiu de 20% para 18%. Jair Bolsonaro também cresceu três pontos percentuais na região, saindo de 14% para 17%. Marina Silva, que figurava em segundo lugar no primeiro levantamento, viu a candidatura desidratar e perder terreno em todas as regiões do País.

Ciro e Haddad, portanto, seguem disputando uma das vagas para o segundo turno. Apesar de oscilar um ponto para baixo no levantamento, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também segue com chances de brigar por uma das vagas do segundo turno. Apesar de ter caído nas citações nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, o tucano ganhou três pontos percentuais na região Sul.

Por enquanto, o Datafolha aponta os votos de Bolsonaro cristalizados na liderança das intenções de voto. Os três levantamentos mostram crescimento do deputado federal, saindo de 22% em agosto para 26% no levantamento mais recente.

A má notícia para a campanha de Bolsonaro é que, ao contrário do que trouxe o Ibope na terça-feira, 11, o Datafolha mantém os índices de rejeição à candidatura do capitão reformado em crescimento no levantamento de ontem.

Na série desde o registro das candidaturas, Bolsonaro chegou ao maior patamar de rejeição: 44%. Quem também viu a aversão crescer foi o petista Fernando Haddad. Além dos votos de Lula, ele herda a rejeição voltada ao ex-presidente. O candidato saltou de 22% para 26% e se coloca como o terceiro presidenciável mais rejeitado.

Caindo vertiginosamente em todas as amostras, Marina cresceu na rejeição e  chegou a 30% das citações. Entre as candidaturas com maiores viabilidades eleitorais, conforme mostram os institutos, Ciro Gomes é quem tem menor rejeição: 21%.

O cearense continua vencendo todos os adversários no segundo turno.


O Povo
Caderno: NACIONAL
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