Você está em: NACIONAL // Notícia de Anselmo Bandeira // 2 de setembro de 2018

O papa Francisco apelou a ações concretas de proteção da água que evitem extensões inertes de plástico flutuante nos oceanos, para que os mares sejam um local de encontro de pessoas, não de separação.

ANGELO CARCONI/EPA
O papa Francisco apelou este sábado a ações concretas de proteção da água que evitem extensões inertes de plástico flutuante nos oceanos, e apelou a que os mares sejam um local de encontro de pessoas, e não de separação.
Na mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação 2018, o papa defendeu que não se pode “permitir que os mares e oceanos se preencham com extensões inertes de plástico flutuante”.
O pontífice apelou à proteção do “bem inestimável” que é a água, lembrando que essa é uma “responsabilidade imperiosa, um desafio real” e que, “infelizmente”, muitos esforços têm desaparecido devido à “falta de regulamentação e de controlos efetivos”, especialmente quanto à proteção dos mares além-fronteiras.
O papa pediu também que se reze para que as águas “não sejam um sinal de separação entre os povos, mas de encontro” e para que sejam protegidas as pessoas que “arriscam as suas vidas” à procura de um futuro melhor.
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou em 2017 a campanha internacional ‘Clean Seas’, envolvendo governos, setor privado e a sociedade civil numa solução para o problema do plástico marinho.
Segundo dados do Eurostat de 2015, os portugueses consomem uma média de plásticos superior à dos restantes europeus, com cada português a produzir uma média de 36 kg de plástico por ano, representa mais 5 kg do que a média europeia.
No total, Portugal produz quase 370 toneladas de plástico anualmente, enquanto o conjunto da Europa é responsável por 58 milhões de toneladas.
Em janeiro deste ano, a União Europeia lançou a Estratégia Europeia para os Plásticos com o objetivo de, até 2030, tornar reutilizáveis todas as embalagens de plástico no mercado, reduzir o consumo de plásticos descartáveis e restringir a utilização de microplásticos.
Estima-se que 10% dos plásticos produzidos no mundo terminem nos oceanos e que 60 a 80% do lixo marinho sejam plásticos.
Agência Lusa
Caderno: NACIONAL
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