Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo Bandeira // 19 de novembro de 2018

 

Foi como gota d'água em chapa quente. Evaporou. Ribamar Santiago desapareceu de casa no mês em que faria 45 anos de idade, em circunstâncias tão desconhecidas quanto o atual paradeiro no dia 15 anos e muitos trotes telefônicos depois, a esperança da família já morreu - mas ainda se sustenta na irmã, Cleide Santiago, 69, única que "ainda pensa todos os dias" no retorno do ente querido.

As circunstâncias do desaparecimento e as características físicas dele deveriam constar em um banco de dados, para facilitar a busca - mas o Ceará ainda não tem um. A realidade deve mudar em abril de 2019, com a implantação do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid), a ser mantido em uma parceria entre o Governo estadual e o Ministério Público do Estado (MPCE).

A implantação, como ressalta o promotor de Justiça do MPCE, Iran Sírio, será uma forma de suprir uma deficiência do Estado. "Fortaleza não tem uma estatística, então a meta é uniformizar informações. Quantas pessoas entram no Instituto Doutor José Frota (IJF), na Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) ou nos Centros de Referência sem identificação? O Sinalid possibilita que esses órgãos forneçam dados e características para que todos tenham acesso e a busca seja facilitada".

De acordo com Iran Sírio, o MPCE tem realizado reuniões em busca de parcerias com órgãos públicos - como Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), hospitais, delegacias, Perícia Forense, serviços de acolhimento e vapt-vupts - para implementação do banco nacional, e deverá firmar um Termo de Cooperação com o Governo do Estado para designar servidores que auxiliem na alimentação do sistema. O próximo passo, garante o promotor, é estabelecer pacto com o Município.

O Sinalid foi criado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que fez convênio com o Conselho Nacional dos MPs, possibilitando a utilização da ferramenta por outros estados - como São Paulo, Manaus, Alagoas, Pernambuco e outras unidades da federação que já aderiram. No Ceará, o sistema deve ser implantado, "com otimismo", até o primeiro semestre do ano que vem, conforme estima o promotor.

Diário do Nordeste
Caderno: CEARA
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