A Promotoria de Justiça de Goiás solicitou a prisão preventiva do médium
João de Faria (76), conhecido como João de Deus. A informação foi
confirmada pela assessoria de imprensa do médium. A medida foi tomada
cinco dias depois de virem à tona denúncias de abusos sexuais. O pedido
ainda precisa ser aceito pela Justiça.
As vítimas seriam mulheres que teriam buscado tratamento espiritual com o
médium. Até a terça-feira, 11, mais de 200 mulheres de mais de oito
Estados haviam procurado o Ministério Público para denunciar abusos.
Na manhã desta quarta-feira, 12, o médium fez uma visita tumultuada no
Centro Dom Inácio de Loyola. Num rápido pronunciamento, disse que era
inocente e que estaria à disposição da Justiça. Foi a primeira aparição
pública do médium depois que mulheres vieram a público acusá-lo de abuso
sexual.
As denúncias afetaram o movimento da casa, onde atendimentos são
realizados. Por volta das 8h30, cerca de 400 pessoas - incluindo
crianças e duas pessoas de cadeiras de rodas - aguardam a chegada do
líder espiritual. Isso representa um terço do movimento habitual.
UOL



