O governador do Ceará, Camilo Santana, informou nesta segunda-feira (10)
que 12 policiais envolvidos na "Tragédia de Milagres" foram afastados
dos serviços até que a apuração do grupo especial de investigação da
ação que resultou na morte de 14 pessoas seja finalizada. Conforme
Camilo, 12 agentes de segurança que estavam na ação estão sob serviço
administrativo até a conclusão da investigação.
A criação do grupo especial foi divulgada pelo governador no último
domingo (9). Será formada pela Delegacia Regional de Brejo Santo,
Delegacia Municipal de Milagres, recebendo apoio da Delegacia de Roubos e
Furtos e do Departamento de Polícia do Interior Sul. A Controladoria
Geral de Disciplina (CGD) dos Órgãos de Segurança Pública (CGD), que é
independente dos órgãos de segurança, também abriu uma investigação
preliminar.
Camilo Santana ainda se desculpou pela declaração de que "o fato era que
os criminosos estavam preparados para assaltar dois bancos e não
conseguiram". "De forma infeliz disse aquilo. Mas pedi desculpas à
família. Quem me conhece sabe do meu respeito às pessoas e da minha
defesa à vida".
Sobre o porquê de a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não ter sido
acionda na ação de sexta-feira, Camilo comenta que não deve se
antecipar. "Todo resultado vai mostrar. Não quero me antecipar, a
informação que chegou imediatamente na sexta não dizia quem era refém ou
não", complementa.
A tragédia teve início por volta das 2h30 da sexta-feira, quando uma
quadrilha armada e com reféns, prestes a atacar duas agências bancárias
de Milagres, cidade da Região do Cariri, foi surpreendida por equipes
policiais. Moradores do local contaram que ocorreu uma sequência de
tiros, com duração de 20 minutos. No fim, oito suspeitos e seis reféns,
sendo cinco da mesma família, morreram durante o confronto.
Em entrevista ao sistema Verdes Mares, a mãe de Francisca Edneide da
Cruz Santos, 49, uma das 14 vítimas mortas tentativa de assalto a banco
no município de Milagres, no Ceará, relatou que o filho dela e um dos
bandidos afirmaram que o tiro que vitimou Edneide partiu da polícia.
O Povo



