O Ministério do Trabalho resgatou
54 profissionais em situação análoga ao trabalho escravo. No grupo, havia
quatro adolescentes, em situação degradante de trabalho, no município de Baixa
Grande do Ribeiro, no Piauí.
Eles não tinham carteira
assinada, nem utilizavam equipamentos de segurança. Na fazenda onde estavam,
dormiam em barracas de plástico sem sanitários.
A ação ocorreu há quatro dias e
foi divulgada hoje (18). Pelos dados do ministério, os trabalhadores estavam em
uma fazenda de cultivo de soja e eram responsáveis pela limpeza manual de área
agrícola catando raízes da terra.
Segundo os fiscais, não havia registro
em carteira, nem uso de equipamento de proteção individual.
“Eles [os trabalhadores] faziam a
limpeza manual da área agrícola, realizando a catação de raízes da terra sem
nenhuma proteção ou suporte”, afirmou o auditor fiscal do Trabalho, Robson
Waldeck. Acrescentou que os trabalhadores eram do interior do Piauí e Maranhão.
A equipe de fiscalização
constatou também que as refeições eram feitas em local inadequado e sem
higiene. Os trabalhadores não fizeram exame médico admissional obrigatório e
foram submetidos a jornadas excessivas de trabalho pelo empregador.
Após serem notificados pela
fiscalização sobre as irregularidades – que ferem a legislação trabalhista –,
os donos da fazenda tiveram de arcar com o pagamento de todos os direitos
trabalhistas às pessoas resgatadas.
Segundo o ministério, os
trabalhadores do grupo que têm direito receberão três parcelas do
Seguro-Desemprego.



