O secretário da Administração Penitenciária (SAP), Luiz Mauro
Albuquerque, afirmou nesta sexta-feira (25), que o estado "não irá
retroceder" no rigor das ações adotadas dentro dos presídios cearenses.
Albuquerque disse que manterá as medidas no sistema penitenciário em
resposta à série de ataques criminosos ocorridos no Ceará desde o dia 2
de janeiro.
De acordo com Albuquerque, a situação das unidades prisionais cearenses
está “dentro da normalidade”, mas apenas algumas delas estão recebendo
visitas normalmente. “Onde está tendo alguma movimentação de [internos]
quererem dar comando pra rua, através dos visitantes, [as visitas] estão
suspensas até terminarem os ataques”, informou.
“Eu sei é que toda vez que tiver uma ação criminosa, vai ter uma reação
maior do Estado: quanto mais eles fizerem, mais a gente vai endurecer
dentro do sistema penitenciário", afirmou o secretário.
Desde o início das ações criminosas, ocorreram 252 ataques contra ônibus, carros, prédios públicos, prefeituras e comércios
em 50 dos 184 municípios cearenses. Os crimes começaram em Fortaleza e
se espalharam para a Região Metropolitana e diversas cidades do
interior. A Secretaria da Segurança Pública do Ceará confirmou que 430
pessoas já foram detidas por envolvimento nas ações criminosas.
Os ataques no Ceará começaram após uma declaração do secretário Mauro
Albuquerque de que “não reconhece facções” no estado. Áudios
compartilhados entre membros de facções do Ceará revelaram que as ordens para as ações criminosas partiram de presidiários.
Em um dos áudios, um detento diz que a sequência de crimes é uma
tentativa de fazer com que o secretário desista de medidas que tornaram
mais rigorosa a fiscalização no sistema penitenciário.
(G1)



